terça-feira, 20 de abril de 2010

As Aventuras de Barbara pela estrada - O Retorno!

Voltei a viajar a trabalho.
E, com isso, começam novamente as loucuras, surtos, situações absolutamente insanas que eu passo na estrada.
Dessa vez são duas que, se você não rir, vai chorar de desespero da falta de senso do ser humano.

Os Bregueiros

Quando meu ônibus saiu da rodoviária estava quase vazio. O silêncio reinava. A paz e a tranquilidade eram completas. Ahh, o paraíso!
Abri meu Agatha Christie novo, comecei a ler, feliz e saltitante.
Uma hora e meia depois, o ônibus pára em Goianésia (dessa vez não deu pra vir que executivo, precisava chegar antes das oito e o executivo só sai de lá meia noite). Subiram várias pessoas, mas o ônibus continuou relativamente vazio.
Na fileira de poltronas atrás da minha, do outro lado, sentaram dois homens. Veja bem, eram HOMENS. Não crianças, adolescentes ou adultos "acabei de fazer dezoito". Deviam ter uns trinta anos, mais ou menos...
Uns dez minutos depois que o ônibus saiu eu comecei a ouvir um zunido. Sim, porque aquilo não é música.
E o zunido foi ficando mais alto. Um troço horrível! Uma voz esganiçada, num alto falante terrível!
Fechei o livro, arregalei os olhos e constatei, bestificada, que os dois homens estavam ouvindo brega,  no celular, sem fone!
Veja, se ele estivesse ouvindo a pseudo-música no fone, eu não notaria, logo, não iria me incomodar. Mas, no celular, no volume máximo? Ah, deu uma vontade danada de tacar o livro nele!
Mas, como minha Agatha Christie é mais importante que um adulto sem noção, eu dei uma olhada pra eles e não falei nada.
Logo em seguida, vi que a senhora sentada do outro lado da minha fileira de cadeira fazia a mesma coisa. E os dois abestados continuavam ouvindo aquela porcaria alta e incomodando o resto do ônibus todo!
Foi preciso o cobrador ir lá e não-tão-delicadamente pedir que ele desligasse o celular porque a porcaria música estava incomodando todos.
Daí, fico cá me perguntando... eles são doidos ou só se fazem???

A Agourenta

Quatro horas depois do episódio "Os Bregueiros", paramos em Moju. Sobe uma linda e simpática senhora. Pergunta se tem alguém do meu lado, eu digo que não e ela senta.
Quando o ônibus voltou a andar eu peguei novamente meu Agatha Christie e continuei lendo a estória (que cada vez me deixa mais irrequieta pra chegar logo no final), feliz da vida, já que os dois pirados não voltaram a ligar o celular.
A mulher me olhou, me olhou... se moveu na cadeira... me olhou... brincou com o celular... me olhou...
Eu tava pra perguntar se ela queria falar algo quando ela abre a boca e diz: "Você sabia que é um perigo ler no ônibus...? Deslocamento de retina!"
Eu pensei "Pelos abacaxis azedos do mundo, eu tô bem feita hoje! Primeiro um violenta meus ouvidos e agora a outra me roga praga! Tô podendo!".
Eu abri um sorriso amarelo, aumentei o volume dos fones e enfiei a cara dentro do livro.
Fala sério, né?? Eu mereço! É a cada doido que me aparece!
Aff!


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