quinta-feira, 29 de abril de 2010

As Aventuras de Barbara pela Estrada - Parte 3

Vamos aos acontecimentos do retorno e da última semana em Tucuruí:Seriado: Viagens de Volta

Episódio de Hoje: O Curioso


Voltei de Tucuruí no ônibus de meia noite, como eu prefiro.

Do meu lado, dessa vez, veio um senhor.

Caladinho, quietinho e leitor! Estava lendo o jornal (de segunda-feira, que só chega lá em Tucuruí na terça), confortável.

Educado, chegou e deu boa noite. Perguntou se eu me incomodaria dele ligar a luz sobre a cadeira ou se fechasse a saída de ar.

Fiquei tão feliz! Pensei: Oba! Finalmente uma viagem sem um doido!

Ledo engano! Assim que ele terminou de ler o jornal começou a espiar no meu celular o que eu estava lendo e perguntando "Como você consegue ler nessas letrinhas?", "Como você colocou o livro aí?".

Fatos:


  1. Não suporto que fiquem me fazendo perguntas quando estou tentando ler;

  2. Odeio que fiquem espiando sobre o meu ombro (no caso, sobre o meu braço) o que eu estou lendo;

  3. Odeio mais que tudo no mundo que fiquem me perturbando quando estou lendo J.D. Robb!!!!!!


Na quarta pergunta já queria matar o velhinho-educado-porém-curioso e jogar o corpo pela janela!
Como não gosto da ideia de passar o resto da vida presa, dei novamente aquele famoso sorriso amarelo, fiz altos barulhos e movimentos para ele ver que eu estava colocando os fones e praticamente enfiei o celular na cara.
Ao menos o senhor educado-porém-curioso pegou logo no sono e só acordou em Belém!
Há! Sortuda de mim!



O Desastre (a.k.a. O-Filho-de-Um-Abacaxi-Estragado-Que-Matarei-Quando-Voltar)


Eu só terminei tudo que tinha pra fazer em Tucuruí na terça de tarde. Meia noite tinha que estar na rodoviária pra pegar o ônibus. Por conta disso, não deu tempo de digitalizar e digitar tudo o que tinha feito nos quinze dias que fiquei lá.

Então peguei todo meu trabalho, coloquei dentro da minha mochila, levei pra dentro de uma das salas do trampo e deixei ela lá enquanto ia buscar minha mala.

Fui, peguei a mala, voltei. Fiquei por lá sentada a tarde toda. Não abri mais a mochila o resto do dia. De noite, peguei minha mochila, corri pra rodoviária, subi no ônibus e vim pra casa.

Aqui também não abri a dita pra nada.

Fui trabalhar hoje, cheguei lá e dei por falta dos documentos na bolsa. Aí lembrei que tinha posto na mochila, desencanei e fiquei adiantando outras coisas.

Quando eu cheguei em casa, adivinha só?

Todos... TODOS os documentos sumiram de dentro da minha mochila.

Não era nada confidencial ou insubstituível... mas, pelos abacaxis estragados do mundo todo!, pra que um filho de cão abriu minha mochila pra tirar isso de lá? Ô raiva, viu! Quando voltar pra lá semana que vem vou ter que fazer TUDO outra vez!!

E tudo isso porque não quis ser chata e pedir pro cara sair do computador (onde ele estava fazendo trabalho da facul) e me deixar adiantar o meu lado.

Bem feito pra mim! Da próxima, serei chata e não irei me estrepar. rosna

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