segunda-feira, 14 de junho de 2010

Resenha #65 - Rick Riordan - O Ladrão de Raios

Existem alguns momentos na vida de um pobre (ênfase no pobre) leitor tem todo o direito de xingar editoras, escritores e o que for pelas maldades que eles fazem conosco.
Quando estava na terceira página do livro já sabia que seria mais um desses momentos.
Já tinha visto acontecer antes: "Artemis Fowl", Nora Roberts, Dan Brown...
E me vi, de novo, xingando todos eles enquanto lia "O Ladrão de Raios".
Não, não é porque o livro é ruim. Muito pelo contrário. O livro é tão bom, que a paixão foi imediata. Peguei uma senha e entrei na fila dos viciados em Percy Jackson e Os Olimpianos.
Quando você chegar na última página do livro estará doidinho para ler o próximo. E aí, como faz? Livro é caro e o orçamento é apertadinho, apertadinho...
Os escritores não tem pena de nós, pobres mortais? Ficam criando personagens maravilhosos, estórias divertidíssimas e nos viciando cada vez mais.

Percy Jackson é um personagem cativante. A estória é tão boa, tão cheia de fatos incríveis e situações divertidas, que já no final do primeiro capítulo você, que está aí me chamando de louca e dizendo que nunca faria isso, estará se juntando a mim nos resmungos, imaginando como fará para conseguir comprar os outros três livros já publicados da série.

O personagem que dá nome a série é um pré-adolescente "problemático", disléxico, com déficet de atenção, que já foi expulso de seis escolas por viver se metendo em confusões.
Mas, veja bem, não é qualquer confusão. Com Percy Jackson as coisas vão mais além:
cobras em berços, professores assassinos, gigantes estranhos e mais um amontoado de situações insólitas ...

A estória é cheia de fatos e personagens mitológicos, apinhada de lendas e mitos Gregos e faz você viajar num mundo imaginário que foi tão bem estruturado que parece absolutamente real.
Medusa, Fúrias, Minotauro... todos aqueles mitos gregos chatos das aulas ainda mais chatas de história antiga ganham vida de maneira absolutamente incrível e divertida em "O Ladrão de Raios".

A aventura dos personagens é super divertida, cheia daquelas cenas em que você tem desejos desesperados de entrar no livro e bater na cabeça dos personagens, porque eles simplesmente não conseguem ver que a desgraça está no próximo passo ou quem é, de fato, que está tramando tudo.
Adoro (e odeio) quando isso acontece nos livros. Fico louca pra saber quando a ficha do pobre coitado do herói vai cair e ele vai ver, finalmente, o que de fato está acontecendo.
Também fico alucinado pra fazer ele acordar, imaginando que se opor algum milagre ele aparecesse do meu lado, tomaria um peteleco daqueles por ser tão bobão.
Enfim, divertidíssimo.
Adorei as referências gregas, as piadinhas com os deuses e as "realidades alternativas" criadas pelos mortais para explicar os acontecimentos no decorrer da trama.

Se você tem uma quedinha por história e estórias fantásticas, vai amar esse livro.
Se você quer iniciar algum incauto no vício da leitura, dê esse livro pra ele. Não tem como ele dizer que o livro é chato e manjado.
Os personagens são divertidos, reais e a estória consegue prender sua atenção do início ao fim.

Sinopse: Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.
O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

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