sábado, 9 de outubro de 2010

Viagens da Ba: Belém - Santarém - Itaituba...dá pra ligar o ar?

Oie Gente!!

Vocês devem ter reparado que nos últimos dias as atualizações do In Death estão meio inconstantes.
Isso é porque eu voltei a viajar a trabalho pelo interior do Estado.
Sim, sim, querido leitor, pode rir. É claro que Murphy voltou a atacar assim que eu deixei Belém.

Seriado de hoje: Viagens de Ida
Episódio: Eu Me Sinto Uma Quentinha

Saí de Belém dia 05 e fui para Santarém de avião. Voo no horário, viagem tranquila. Comecei a achar que Murphy tinha ido perturbar outra vítima.
Cheguei em Santarém numa boa, fui pro trabalho direto do aeroporto e não tive nenhuma surpresa desagradável no caminho.
Ainda ganhei o presente de ficar hospedada em Alter do Chão, que é uma das praias mais lindas do Pará.
E, fora o calor (que no oeste paraense deixa o calor em Belém parecendo uma brincadeira), tudo estava ótimo!
As pessoas me receberam bem na agência, todo mundo é bem divertido e o trabalho vai fluir bem rapidinho.

Você deve estar se perguntando o porque de uma viagem tão tranquila render um "Viagens da Ba", certo?
E a resposta, meu querido leitor, é que aí em cima está só a primeira parte da minha viagem.

Dia 06 nós tínhamos que ir para Itaituba e é que começou a aventura.
Tínhamos duas opções: ir de lancha ou de ônibus. O problema? Nenhum de nós sabia como seria mais tranquilo. Uns diziam que deveríamos ir de lancha, porque "as paisagens são lindas, é mais seguro e a estrada está uma desgraça". Outros que deveríamos ir de ônibus, porque "chegava lá pela manhã e não no meio da madruga e de lancha é muito mais demorado".

Aí, resolvemos optar pela lancha. Afinal, barco, vento, água... fresquinho e ventilado, certo? Errado!
Foram as mais longas, quentes, desconfortáveis e terríveis oito horas da minha vida.
Eu sei, eu sei. Eu sempre digo isso. Mas é que Murphy adora inventar novas maneiras de me atormentar e crias remakes de "Oito Horas de Terror" pra mim. E não sei qual é a modificação no continuum espaço-tempo que sempre faz minhas viagens terem oito-longas-horas de duração.

Está se perguntando ainda o porque do título do episódio?
Eu explico: uma envoltura de alumínio (a lancha) + tudo apertadinho (o espaço entre as cadeiras era minúsculo até para as minhas perninhas de baixinha) + calor = eu me sentindo uma quentinha! Segundo meu companheiro de calvário, só "não azedamos porque tinha água!".
Não, gente, como é que podem cobrar R$ 69,00 por uma viagem daquelas?

O troço era quente. Muito quente. Tinha janelas enormes, mas como as cadeiras eram muito baixas, o vendo simplesmente não batia nas pessoas! Tïve que me sentar no braço da cadeira pra pegar uma leve brisa no rosto.
Resultado: cheguei em Itaituba exausta, suada, com fome (o troço também não faz parada nenhuma pra comer!!) e xingando o doido que disse que era mais confortável ir de lancha! O desgraçado só não está morto porque viajou no feriado! Mas deixa, deixa ele voltar quarta! Vai morrer!!
Incrementando ainda mais a felicidade da viagem, a lancha não fazia mais barulho por falta de espaço.
Era uma zuadeira de água, motor e vento que eu quase arranquei os cabelos enquanto tentava me concentrar pra começar a ler.

Pra completar tudo, se eu dizia que Belém é a filial do inferno, Itaituba, querido leitor, o Inferno é a filial!
Que lugar quente!!!
É bem verdade que a vista do hotel era maravilhosa. Ficamos de frente pro Rio Tapajós, próximo a Praia do Meio, que é um praia (como diz o nome) bem no meio do rio.

O bom é que, como não me restava outra opção que não fosse me jogar na água, li 70% de "Amante Desperto", sem ninguém me interromper ou ter que parar pra qualquer coisa, na ida pra lá. O resto do livro eu li nas duas outras noites, rendendo ele até dizer chega hehehe.

Tão achando que acabou aí??

Seriado de Hoje: Viagens de Volta
Episódio: Zé da Praga e O Pintinho

Depois de todo esse sufoco, trabalhamos por dois dias seguidos que nem dois malucos, já que tínhamos ainda duas outras cidades pra ir.
Resolvemos voltar de ônibus, já que naquela lancha não viajo mais nem de graça.
Aí, depois de oito horas de calor na ida, imaginei que minha volta fosse ser calminha, tranquila. Mas, evidentemente, minha sorte me odeia e Murphy me ama.

Voltei num ônibus bem geladinho (o/), mas com um pentelho do meu lado que ficava falando alto no celular, perguntando como eu conseguia ler com aquelas letrinhas miudinhas no celular (esse povo tem fixaxão???) e dizendo que eu ia congelar até a morte de tanto frio que ia fazer. (haja praga, hein??) O Ze da Praga não calava a boca. Ficou conversando com um senhor até quase onze da noite. Alto. Muito alto. Deus salve quem inventou os celulares com Mp3, os cartões de memórias de 4Gb, as baterias de lítio e os fones de ouvido! Eu estaria, hoje, na cadeia, se tivesse que ficar aturando aquela conversa aos berros sobre o preço dos impostos, a queda do boi gorto e o quão barato está o esterco de vaca...

Quando eles resolveram calar a boca já eram quase meia noite.
"Ah, silêncio, doce silên-- piu-piu-piu. Mas que...?!"
É isso mesmo, querido leitor, que está aí, rindo das minhas desgraças, tinha um pintinho dentro do ônibus!
Isso, pode rir. Quem se importa? ¬¬"
Acho que 1/4 do ônibus se
assustou quando o pintinho começou a piar.
Fala sério, né? Um pintinho?? Ainda bem que a mulher desceu bem rapidinho, ou o pintinho dela ia virar frango a passarinho com o motorista estressado. rs

Pois é, querido leitor, essa foi mais uma das minhas Aventuras Pelas Estradas. E, acreditem, não será a última. Ainda vou para Oriximiná esse ano. E essa, há, vai ser... de navio... O.o
Até a próxima! Ou não...

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