quarta-feira, 26 de maio de 2010

Resenha #62 - J.R. Ward - Amante Eterno

Essa resenha foi re-editada, atualizando capa, sinopse e algumas informações.
Foi originalmente publicada dia 31/05/2009.

Esse livro coisa a estória da Mary e do Rhage e apresenta vários outros personagens ótimos.
Também dá início a estória da Bela e do Zsadist, que é linda de morrer.
A estória dos tem algumas partes de deixar qualquer um com os olhos rasos d'água e outras com o coração acelerado pela tensão.
Vários novos (e importantes) personagens são apresentados e várias das tramas dos outros personagens são desenvolvidas.
As cenas com a Layla são ótimas e todas muito emocionantes, apesar do conceito do que ela é ser bastante estranho rs
Mais algumas partes da mitologia da série é explicada e muita coisa que ainda estava confuso do primeiro livro é explicado nesse.
Se você é daqueles que chora, xinga ou ri durante a leitura de um livro, escute o que eu digo: não leia Amante Eterno em público.
Todas as cenas são carregas. Seja de erotismo, de tensão, de medo ou de puro e inadulterado drama.
É sempre difícil falar sem soltar spoilers odeio spoilers, mas tenho que dizer que as cenas do Rhage com a Virgem Escriba vão fazer você ficar arrasado. De dor, de pena e de paixão. Porque é absolutamente impossível não se apaixonar por ele depois das escolhas que ele faz pela Mary.
O sofrimento da Mary é... imensurável.
Por isso, volto a dizer: não leia em público. Você vai se emocionar, chorar e indubitavelmente sofrer durante a leitura.
Oh, tenho que mencionar também as absolutamente incríveis cenas eróticas da J.R. Ward. Elas são... f-e-r-v-e-n-d-o, bady!!
Esse eu, também, recomendo!

Sinopse: Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos os redutores. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Possuído por uma besta letal, Rhage é o membro mais perigoso da Irmandade da Adaga Negra. Dentro da Irmandade, Rhage é o vampiro de apetites mais vorazes. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir, baseado em seus instintos, e o amante mais voraz, porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por esse lado sombrio, Rhage teme constantemente que o dragão dentro de si seja liberado, convertendo-o num perigo letal para todos à sua volta.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Viagens da Ba - Parte 5

Dessa vez temos uma trilogia de loucuras!!
Nunca imaginei que viajar fosse dar tanta história sem noção!!!
Cada coisa louca que me acontece!
Ai, ai...

Seriado: Viagens de Ida
Episódio Piloto: A Batedeira Ambulante

Não, não façam essa cara. Eu não pirei. Vocês vão concordar comigo no final.
Vamos começar do princípio, que será mais fácil de entender.
Eu sempre viajo no ônibus executivo de 21 hrs. É o mais novo que tem, o que facilita a viagem. Pra garantir que vá nele, eu sempre compro a passagem bem antes do dia da viagem.
Só que, como esse final de semana eu tava super exausta, fiquei enrolando, enrolando... deixei pra ir comprar a passagem no domingo. Resultado?! Não tinha mais cadeira no ônibus que eu gosto de ir.
Na hora em que o bilheteiro disse isso, já imaginei que seria a estreia do meu "Viagens de Ida". Afinal, todas elas foram normais. Se bem que teve a segunda, onde o ônibus deu prego, minha pasta despencou na cabeça do meu colega e cortou o nariz dele, o motorista tomou um banho de água de motor... errr... certo, certo... retiro o que disse! Nada de normal acontece nessas vianges!
Como o que não tem remédio, remediado está, comprei passagem pro ônibus de 21:15. Você deve pensar: "O que míseros quinze minutos fazem de tão diferente?". E eu respondo para você: TUDO!
O ônibus de 21:15 é velho. Ponto.
Isso quer dizer que amortecedor é lembrança do passado, as luzes de leitura são um sonho distante e dos controles de saída do ar restam apenas os buracos.
Sim, pode gemer de desespero junto comigo. Foi exatamente essa expressão que você está fazendo agora que eu fiz quando vi que não teria como ir no meu amado ônibus de 21.
Pra completar minha alegria, minha poltrona era a de número 45! Pode não fazer sentido pra você, mas, pra mim, quer dizer que viajaria sobre a roda!!!!
O ônibus me jogava pra direita, pra esquerda. Passava numa lombada e lá ia eu pra cima...Não era a estrada que estava mais esburacada do que o normal. Era a ausência de amortecedores que causava o "efeito batedeira no máximo"! Tudo tremelicava. Se tivesse tomando sorvete, teria virado Milk Shake.
Fui me sacudindo e sacolejando daqui até lá. Cada buraco da estrada era um pulo na cadeira.
Juro que me senti praticamente um grão de farinha numa batedeira!
Agora, faça as contas comigo:
Estrada esburacada + Ônibus velho + Poltrona sobre a roda + Sem luzes de leitura + Sem Saída de Ar pra Fechar = Viagem do inferno.
Agora, nunca mais serei preguiçosa e tratarei de garantir minha passagem no meu maravilhoso e confortável ônibus de 21 hrs. E tenho dito!

Seriado: Estadias
Episódio Piloto: A Sombra e O Tenente

Depois das mais longas oito horas da minha vida (um dia ainda descubro qual o motivo nessa variação espaço/tempo nas viagens de cá pra lá e de lá pra cá), cheguei lá e fui direto pro trabalho. Estava exausta, irritada, dolorida.
Só queria ir pra reunião, resolver tudo lá mesmo e depois dormir.
Não era nenhuma desejo mirabolante. Mas os Destinos adoram me pregar peças.
Minha reunião começou atrasada. Eu lá, dormindo em pé, doida pra me jogar na cama e o povo da reunião atrasado.
Pra completar, a filha da servente não teve aula e ficou a manhã inteirinha andando atrás de mim de um lado pro outro.
Se eu ia do lado de fora, ela ia também. Se eu bebia água, ela bebia também. Eu levantava pra atender alguém e ela ficava lá do meu lado, me olhando com aqueles olhos curiosos e com montes e montes de perguntas sobre o que eu estava falando. E quando eu explicava, ela perguntava o que era cada papel que eu tinha na mão. *suspiros*
Seria fofo, se eu não estivesse com o humor no chão e a paciência no limite. Nunca fiquei tão feliz por ver um filhote de cachorro do que quando ela finalmente notou o bichinho e foi pra lá brincar com ele.
Darei ração Pedigree pra ele o resto da vida.
Quando consegui ir embora só ficava imaginando o chuveiro. Acho que quase entrei em nirvana quando consegui entrar nele e sentir aquela águinha gelada caindo sobre a minha cabeça.
Abri a porta do quarto, olhei pra minha cama e vi o paraíso.
Quinze horas de sono direto. Acordei me sentindo no céu as cinco horas da manhã do dia seguinte.
No dia seguinte...
Estava eu lá na sala comum, feliz, esperando dar 7:40 pra ir pegar o ônibus pro trabalho quando o pessoal do exército saiu dos quartos.
Todo mundo muito sorridente, feliz e alegre. Eu estava tranquila lendo meu "A Primeira Regra do Mago", pra Maratona da Anta, quando o fofíssimo do tenente sentou do meu lado.
"Não quer tomar café conosco, anjo? Acabei de fazer. Está uma delícia!"
Eu conheço o café desse povo. Dizer que é forte é dizer que o inferno é morninho.
"Ah não, obrigada! Estão me esperando pra tomar café no trabalho." mentira, mentira. Vou pro inferno.
"Ah, mas tem um pãozinho fresquinho! Ainda está quente. Vem comer, vem! Ficar de barriga faz mal, hein?"
Todo mundo na sala me olhando, incluindo o tenente fofíssimo. Olhei pro céu e xinguei os destinos de todos os palavrões que eu conheço.
O pentelho tinha que ficar me olhando com aqueles olhos pidões e aquele sorriso todo??
A potencia daquele café daria pra carregar uma bateria arriada!
Passei o resto do dia agitadíssima, igual criança com chocolate.
Coisa de louco!
Pena que esqueci de pedir a receita. Daria pra tirar um time de futebol do coma com a força daquilo...


Seriado: Viagens de Volta
Episódio: A Espaçosa

Era de se esperar que depois de tudo isso, em menos de 48 horas, minha volta tivesse sido tranquila.
Afinal de contas, os destinos, o céu e o cosmos já haviam se divertido suficiente comigo.
Mas, claro, pra que deixar passar uma viagenzinha e quebrar o padrão?
Sentou uma senhora do meu lado. Não deu boa noite, não deu sorrisos, não falou. Não tinha nada na mão, nenhum celular a vista e não tinha cara de ser perguntadeira.
Tudo normal demais pro meu gosto.
Com meia hora de viagem eu já estava quase dormindo. Guardei o celular, me enrosquei na cadeira e comecei a curtir um soninho bem gostosinho.
Até ser acordada por uma cotovelada no braço.
Afastei o braço da mulher com o cotovelo, fiquei de lado na cadeira e dormi outra vez.
A próxima cotovelada foi nas costelas! Afastei o braço dela de novo, ainda sem acordá-la.
Pouco tempo depois acordei com um peso sobre o peito. Era o braço dela!
Empurrei de volta sem nenhuma cerimonia e, irritada, cutuquei ela até ela acordar e pedi, encarecidamente, que ela mantivesse os braços dela do lado de lá da divisão, que estava realmente incomodando.
Meu, se você não sabe dormir quieto, porque não compra duas poltronas só pra si?
Eu mereço, eu mereço...

domingo, 16 de maio de 2010

Resenha #61 - Carol Lynne - Gravado em Ouro


Falar de livro da Carol Lynne é sempre motivo de muito alegria.
Primeiro porque desde a primeira linha que li dos livros dela, me apaixonei perdidamente pelo estilo, pelos personagens e pelas séries.
Vou começar com "Men In Love", que foi a primeira que li.Logo de cara vemos uma característica marcante da Carol Lynne: drama. Muito drama.
Os livros dela são todos dramáticos, em sua maioria MM*, todos com um bom suspense de fundo e absolutamente eróticos.

Somos apresentados a todos os principais personagens da série no primeiro livro e temos uma ligeira percepção de quais serão os relacionamentos que virão a acontecer nos próximos livros.

A Jenny é uma personagem complicada (como todas as boas personagens). Ora consegue resolver tudo sozinha (e até insiste nisso), ora só quer um colinho e um cafuné.

Os dois mocinhos tudebão desse livro são exatamente aquele tipo de homem que você definitivamente não encontra na esquina: fortes, leais, apaixonados, corajosos, etc, etc, etc... Então se você, como eu, é meio masoquista e gosta de ficar lendo livros onde os homens são tudo aquilo que você deseja e muito mais (e nunca encontra na vida real) você ficará bem satisfeita.

As cenas da Jenny lembrando dos abusos são de fazer pedra chorar. O aperto no peito e a dor no coração são inevitáveis.
As cenas entre o Jake e o Cree, sejam as de ação, de romance ou de completo e absoluto sofrimento, são encantadoras e cativantes.
Quando estão todos os SEALS juntos, nossa! Prepare o leque, porque só com muito vento pra acalmar o coração!

Ela é uma dessas autoras que fazem você se apaixonar pelos mocinhos e odiar intensamente os vilões. E esses são odiosos, irritantes e, infelizmente, espertos. Da até agonia de ler e aguentar os safados se "safando".
Não dá pra pegar um Carol Lynne e achar que você só vai rir ou só se inquietar na cadeira. Você vai chorar, seu coração vai ficar apertado, vai suar frio nas cenas de ação, torcer pra matarem o cara mau, se desesperar quando ele escapar de novo...
Pra quem nunca leu nada dela, é uma boa começar com essa série. Você terá uma boa ideia do que esperar de todos os outros livros, mesmo aqueles que a trama é completamente diferente.



Sinopse: Fugindo de seu padrasto, Jenny Barnes acorda em um hospital, para encontrar aos dois homens que tem amado por anos, seu irmão de criação, Jake e seu melhor amigo e amante Cree, que foram chamados ao seu lado, depois de anos de busca.
Jake e Cree sabem que esta é sua única oportunidade de recuperá-la, mas também sabem que ainda levando Jenny ao seu lar, seu novo rancho, nem sequer eles poderão manter a quem a machucou, longe.
O vil culpado não é outro que o pai de Jake, sua maldade não tem limites, e o corpo de Jenny leva gravado até onde pode chegar o desejo doentio.
Quando Jenny é novamente atacada, os rapazes sabem que se quiserem mantê-la segura e acabar com sua longa infelicidade deverão buscar a ajuda de seus melhores amigos. Eles como Jake e Cree foram Seals, agora devem idealizar um plano, para proteger a sua amada e capturar o pai de Jake.
Ao menos Jenny tem dois homens que a amam e a protegerão.
*MM: Acrônimo inglês para cenas homoeróticas masculinas.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Resenha #60 - Nora Roberts - Virtude Indecente

"Virtude Indecente" é a continuação de "Pecados Sagrados".
Nesse livro, temos a estória do parceiro do Ben, o super-mega-fofo Ed Jackson e a escritora Grace McCabe.
Os dois personagens são ótimos, o romance entre os dois é super fofo.
O livro seria pefeito, se ele fosse um romance. Mas como um suspense romântico ele deixa muito a desejar.
Dá a impressão da Nora ter escrito o livro completamente sem vontade, porque ele é absolutamente sem sal.
Então, se você quer ler um romance fofo, com uma personagem masculino que é um doce e uma personagem feminina encantadora e complexa, mas um caso policial não tão empolgante, "Virtude Indecente" é o seu livro.
Como eu sou daquelas que sempre tenta ver o lado bom da coisa, ignorando a coisa sem sal que é o caso, gostei bastante do livro.
As cenas do romance entre as personagens principais são super fofas e você fica suspirando e querendo um Ed todinho pra você.
Não vou dizer que não gostei do livro, porque seria injusto, mas do caso não gostei mesmo. Tinha tudo pra ser empolgante e divertido mas acabou ficando sem graça.
Perto de "Pecados Sagrados" ele é absolutamente infame.

Sinopse: Quando uma superstar da literatura policial visita a irmã, pretendendo relaxar e espairecer da cansativa turnê de lançamento de seu novo bestseller, vê-se na pista de um assassino da vida real que já desestruturou sua vida e agora... pretende matá-la.
Grace McCabe fica chocada ao descobrir que a irmã Kathleen mora num subúrbio decadente de Washington, D.C., e complementa a renda como operadora de telessexo após ter passado por um divórcio penoso. Entretanto, com a empresa Fantasia garantindo anonimato completo aos funcionários, até onde essa atividade pode ser perigosa? Grace logo descobrirá a resposta quando certa noite, ao regressar para casa, depara-se com uma cena tenebrosa, que poderia ter saído de um de seus mais apavorantes romances.
Ignorando as advertências do tranquilo detetive Ed Jackson, monta sozinha sua própria armadilha para incitar o assassino a sair do esconderijo.
Mas o que pode protegê-la de um maníaco cuja volúpia de matar não se detém diante de nada... nem de ninguém?

Resenha #59 - J.R. Ward - Amante Sombrio

Amante Sombrio é o primeiro livro da série Irmandade da Adaga Negra e um dos livros mais esperados de todos os tempos pelos fãs dos romances sobrenaturais.
Espero que com o sucesso dele as editoras brasileiras vejam que nós, leitoras, gostamos de romances sobrenaturais de verdade.
Mas pra você que nunca ouviu falar em J.R. Ward ou em Adagas Negras, vamos a algumas explicações básicas:

Vampiros: São de uma espécie diferente do Homo sapiens, criados pela Virgem Escriba. Se alimentam do sangue do sexo oposto de sua própria espécie. O sangue humano, pra eles, tem um efeito muito fraco e temporário.

A Irmandade: São vampiros guerreiros altamente treinados, que lutam contra a Sociedade Redutora, defendendo sua raça da extinção, maior desejo do Ômega.

Sociedade Redutora: É uma ordem de assassinos criada pelo Ômega com o objetivo de destruir e erradicar os vampiros.

Redutor: São os humanos membros da Sociedade Redutora. Perdem a alma ao entrar pra sociedade, passando a viver eternamente. Não comem, não bebem e são impotentes. São caracterizados pelo cheiro de talco de bebês e pela cor cinzenta da pele, cabelos e olhos.

Virgem Escriba: Força mística dos vampiros. É conselheira do Rei, guardiã dos registros e detentora de grandes poderes. Possuía o poder de um único ato de criação e, com ele, deu origem aos Vampiros.

Ômega: Força mística maligna, almeja a extinção dos vampiros por um ressentimento que tem contra a Virgem Escriba. É considerado o lado negativo do equilíbrio do mundo.

Alguns outros termos importantes são descritos no livro, fazendo com que você não fique perdido durante a leitura.

Agora que você já conhece alguns dos termos da estória, vamos ao que esperar do livro.
Amante Sombrio conta a estória do Wrath e da Beth, como os dois se conheceram, o início, a loucura e os perigos do romance dos dois. Todo o sofrimento das personagens, o passado deles, as dúvidas e as inseguranças fazem as cenas entre eles serem emocionantes, mesmo quando são os dois brigando ou se desentendendo.
O romance entre os dois personagens centrais é conturbado, cheio de tensão, dor e desespero. E absolutamente lindo.

A estória tem muitas cenas de ação, altas doses de humor ácido, tiradas super sarcásticas, personagens mal humorados, irritados e machos, no sentido mais cru da palavra.

Todos eles tem sérios problemas, os conflitos entre os machos chegam a ser engraçados de tão ríspidos.
Você não vai encontrar nenhum personagem perfeito ou totalmente certinho. Ora eles são fieis e companheiros, ora teimosos e turrões. Ora lutam pela salvação da espécie, ora conspiram pela morte de alguém importante.
Você não ficará entediado, não achará o livro batido e nada, nada do que você já leu sobre vampiros o preparou para o que vai encontrar na série da Irmandade.

Não é um livro para adolescentes e nem para quem não goste de cenas eróticas muito, muito bem descritas.
As cenas de ação não são de fácil leitura. Elas são rápidas, violentas e sangrentas, característica da guerra travada entre os Vampiros e os Redutores.

É um livro que te causa angústia, te deixa com a respiração acelerada e o sangue quente de paixão.
Siga meu conselho e não leia em público. Ou você passará os apertos de começar a chorar, xingar, rir e ou corar em público.

Esse eu realmente, realmente recomendo!

Sinopse: Nas sombras da noite, em Caldwell (Nova Iorque) se desenrola uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos. A Irmandade e seus caçadores e os assassinos. E existe uma Irmandade Secreta de seis vampiros guerreiros, os defensores de toda a sua raça. Nenhum deles deseja aniquilar a seus inimigos com tanta ânsia como Wrath, o campeão da Irmandade da Adaga Negra. Wrath, o vampiro de raça mais pura dos que povoam a terra, tem uma dívida pendente com aqueles que, há séculos, mataram seus pais. Quando morre um de seus mais fiéis guerreiros, deixando órfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e seu destino, não resta a ele outra saída senão levar a bela jovem para o mundo dos não mortos. Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente para resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita toda a noite, envolto nas sombras. Suas histórias sobre a Irmandade a aterrorizam e a fascinam... E seu simples toque provoca chispas de um fogo que pode acabar consumindo a ambos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

As Aventuras de Barbara pela Estrada - Parte 4

Fui pra Tucuruí na quarta-feira e, como em todas as idas, foi tudo tranquilo e feliz. Cheguei lá eram oito da noite, fui jantar e depois fui pra casa onde ficaria hospedada aquela noite, antes de ir pro alojamento.

Como sabia que domingo é dia das Mães, mesmo tendo ido dormir quase meia noite, fui trabalhar na quinta  duas horas mais sedo que o normal, pra poder voltar pra Belém hoje (sexta-feira).

Então, umas quatro da tarde de ontem, fui pra rodoviária comprar passagem, feliz e serelepe.

Cheguei lá e descobri que, pra hoje, não tinha mais passagem em nenhum horário. E nem pro sábado.

Pânico. Tremedeira. Suor frio.


"Moço, peloamordomeusantochocolate, tem pra hoje?"

"Ah, tem uma cadeira, no corredor, pro ônibus de meia noite. E só!"

"Me dá! É minha! Já comprei!"

Lancei-me sobre a compra como se fosse o último chocolate da caixa em dia de TPM.

Já pensou? Ficar encalhada em Tucuruí no dia das mães?!

Nem pensar! Vinha na quinta mesmo!

Voltei correndo pro trabalho, pedi ajuda pro guarda pra conseguir terminar tudo que tinha pra fazer do lado de fora, despachei processos, arrumei a pasta de Tavs, redigi cinco termos de entrega, li e assinei outros doze, organizei minhas listas, arrumei arquivos e fiz backup semanal no estilo "tudo-ao-mesmo-tempo-agora".

Mal tinha me recuperado das oito horas de estrada da véspera e já iria encarar mais nove... e tinha que fazer o trabalho de dois dias em menos de cinco horas!

Voltar na quinta queria dizer quase dezoito horas de estrada em menos de 48 horas.

Loucura. Surto. Correria.

Onze horas da noite tinha conseguido terminar tudo que tinha pra fazer e ainda tinha tido tempo de bater um papinho com as meninas no MSN.

Jantei, agradeci aos céus pelos guardas serem tão legais e prestativos e fui curtir a chuvinha do lado de fora, esperando dar onze e meia para ir pra rodoviária.

Quando cheguei lá estava tão exausta, tão exausta que tinha certeza que era o ônibus sair de Tucuruí, com meia hora pra relaxar dando uma lidinha, me esparramaria na cadeira e dormiria o sono dos justos.

E foi o que aconteceu.

Mas não antes de:


Seriado: Viagens de Volta


Episódio de Hoje: O Estressado


Quando eu me estatelei na cadeira, já estava sonhando com os lindos e maravilhosos Roarkes que me fariam dormir.

Sabia que alguém iria do meu lado, já que o ônibus tava lotadérrimo.

Fiquei lá na minha cadeira do corredor (que eu detesto) esperando a pessoa chegar, resolvendo o que iria ler antes de dormir.

Já estava lendo a quinta sinopse quando ele chegou.

Era um senhor com uma expressão carrancuda e uma carteira de cigarros na mão.

Sentou do meu lado, pegou o celular, ligou os fones e ficou lá na dele.

O ônibus foi lotando, lotando. A cadeira do senhor sentado na minha frente não ficava parada na posição deitada (o que fazia a criança atrás de mim dar risadinhas incontroláveis), então ele teria que ir até São Luis assim mesmo. Mas como ele estava indo viajar, nada tirou o sorriso da cara dele.

O parceiro do meu vizinho de frente também era só sorrisos. Ia para Bragança, conseguiram juntar toda a família.

Como ele estava bem exausto, assim que o ônibus começou a andar ele deitou a cadeira.

E aí começou o surto.

O cara do meu lado reclamou tão alto que as seis fileiras anteriores a nossa ficou em absoluto silêncio.

Tensão no ar...

"Assim não pode! Essa *&%$# de cadeira não pode ficar assim! Tá machucando minhas pernas! Você não tá vendo que não tem condição?"



A expressão do pobre sentado na frente foi tão estarrecida que deu até dó. Mas aí ele fechou a cara e abriu a boca pra dar uma resposta que, imaginou eu, seria grossa a altura do Estressado.

Juro que dava pra ver as veias latejando e a raiva saindo pelas orelhas do pobre rapaz.

Ele respirou fundo várias vezes antes de dizer que levantaria a cadeira um pouco, já que ia descer em Belém mesmo.

Virou de frente e disse um "Passe bem!" pro cara.

Todo mundo ficou olhando pro doido. Ele fez uma cara de quem comeu e não gostou, desligou o celular e fingiu dormir pela próxima meia hora.

Eu devo ter ficado uns bons cinco minutos com cara de taxo olhando pra senhora sentada na fileira do lado.

Por que, senhor, porque só senta maluco do meu lado??

Hunf!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Resenha #58 - J.D. Robb - Glória Mortal

É muito difícil falar sobre a série e tentar ser imparcial.
Metade do mundo sabe que sou viciada nela (vide o nome do blog!) e a outra metade tem quase certeza disso.
Mas como sou brasileira e não desisto nunca ui! vou continuar tentando.

Em Glória Mortal, Eve e Roarke se vêem, novamente, em lados opostos da busca pela verdade.
Mulheres estão aparecendo mortas e Roarke, outra vez, é um dos principais suspeitos.


E pra complicar ainda mais a vida da nossa querida Tenente, o Comandante era um grande amigo da vítima e a pressão para uma prisão é ainda maior.
Além de todos os desaforos e sapos que teve que engolir do chefe e dos parentes de uma das vítimas, um repórter pilantra resolve atormentar a vida da nossa Tenente, fazendo comentários maliciosos e se aproveitando de um assassinato sangrento para se promover.
Pra completar, Roarke resolve fazer pressão e quer que ela assuma o que sente por ele.

Uma das cenas mais clássicas da série acontece nesse livro: Roarke dando O Diamante de presente pra Eve, situação que é o divisor de águas no relacionamento dos dois.
Nesse livro também conhecemos o encantador Crack e a maravilhosa Peabody, que virá a ser a ajudante/amiga/parceira inseparável da Eve!
As cenas com a Mavis são, como sempre, mais que demais!
Então, se você está afim de um suspense inebriante, muito romance e muitas e muitas ânsias de xingar certos personagens, corra e pegue o seu "Glória Mortal" agora!

Sinopse: A primeira vítima foi encontrada caída na calçada, na chuva. A segunda foi morta no próprio prédio onde morava. A tenente Eve Dallas, da Polícia de Nova York, não teve dificuldades para encontrar uma ligação entre os dois crimes. As duas vítimas eram mulheres lindas e muito bem-sucedidas, mas que mantinham relações que poderiam provocar suas mortes. Suas vidas glamourosas e seus casos amorosos eram assunto na cidade, assim como suas relações íntimas com homens poderosos e riquíssimos. Livro escrito por J.D. Robb - pseudônimo da escritora norte-americana Nora Roberts.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Resenha #57 - Maya Banks - Sweet Temptation

Depois de uma longa, longa espera, finalmente o quarto livro da série Sweet saiu!
E, como ela deixou claro no final do terceiro, é sobre o nosso incrível, querido e nada-perfeito Micah!
Como em quase todos os livros da Maya, esse tem um bom suspense de fundo e uma história dramática envolvendo os personagens centrais, um perseguidor maluco, dramas do passado e muitas, muitas cenas de paixão incontrolável.


Nele finalmente descobrimos o passado do Micah e conhecemos a teimosa e doce Angelina.
Ela é daquelas personagens que ao mesmo tempo em que você sabe que conseguiria enfrentar tudo sozinha, você tem desejos de por a cabeça dela no seu colo e dizer que "tudo vai ficar bem".
A Angelina vai  até Houston querendo finalmente conquistar o Micah e fugindo de um maníaco que tem feito da vida dela, um inferno.
Quando ela finalmente chega até lá, achando que tudo será exatamente como ela sonhou, descobre que o perigo está mais perto do que ela imagina!


O Micah, como vários dos personagens teimosos da Maya, faz você chorar com a dor dele e querer matá-lo por ser tão cego e burro!
A teimosia dele e não aceitar que está perdidamente apaixonado pela Angelina é frustrante, irritante e enlouquecedor. Eu tive desejos profundos de bater nele, xinguei a Maya horrores por me fazer sofrer e não consegui largar o livro até ele se mancar e perceber que não conseguia viver sem ela. 


Por ser um bom e maravilhoso Maya, eu aconselho a ler sozinha, acompanhada de um ventilador e uma caixinha de lencinhos de papel.
Ora ela vai fazer você se remexer toda na cadeira de excitação e ora se acabar de chorar de pena da Angelina.


A cena da briga no quarto, quando ela sente que perdeu tudo que sempre sonhou é de fazer você soluçar alto!
Agora, as cenas dela dominando ele, tanto antes dele saber quem ela é, quando depois... nooosssaaa... quente é pouco, baby!

Temos todos os personagens anteriores e o Trio Parada Dura vira um quarteto, quando "As Meninas" adotam a Angelina pro grupo!
As cenas das quatro juntas aprontando e as cenas da Angelina com o Connor são foférrimas.
Não tem quem consiga ficar com os olhos secos quando todos eles dizem pra ela que agora ela tem a amizade deles todos. Você quase consegue sentir o aperto no peito que ela tem e o coração derretendo pelo desejo de ter uma família outra vez.



Então, se você gosta daqueles livros que te fazem chorar, xingar, suspirar e ficar vermelhinho, vermelhinho,  com um toque não-tão-leve-de-BDSM, pegue o primeiro livro da série Sweet e comece a ler.
Quando você chegar em Sweet Temptation já estará perdidamente apaixonada por todos eles!

Sinopse: Micah Hudson has painful secrets he’s run hard from. He has new friends, a new life, but he’s about to be confronted with the one person who reminds him of all he’s tried to forget—Angelina, the sister of his oldest friend David. She knows everything about his past, including how he and David fell in love with the same woman, and how they decided the best way to prevent her from tearing them apart was to share her between them. But then a terrible accident left Micah alone…

She was willing to do anything to make him see the woman she’d become…

Micah lost the two people who meant the most in the world to him. Angelina lost her only family. And she kept her deepest secret close to her heart. Her love for Micah. No longer willing to wait, she decides it’s time to go after him and bring him to his knees. She knows his secrets, his desires, his kinks and fetishes, and she’ll use whatever it takes to reel him in. Behind the easy going, loves women exterior lies a man with dark needs and passions. She can give him what he wants. But will he decide she’s what he needs?

sábado, 1 de maio de 2010

Resenha #56 - Eoin Colfer - Artemis Fowl: o Menino Prodígio do Crime

Receita para a diversão perfeita:
Junte Fadas, Elfos, Centauros, um Guarda-Costas Super Eficiente e um Gênio do Crime Tamanho Miniatura.
Misture a tudo isso uma dose cavalar de humor, as paisagens fantásticas da Irlanda, personagens mal-humorados, alta tecnologia, lendas celtas e um plano mirabolante para conseguir conhecimento e  ouro.
Sabe o que você tem no final?
Artemis Fowl: o Menino Prodígio do Crime.

Apesar desse livro ter classificação infanto-juvenil, eu o considero um dos melhores livros de fantasia que já li na vida.
Todas as personagens do livro são absurdamente encantadoras, mal-humoradas, turronas, espertas, sapecas e divertidas. Bem do jeitinho que eu gosto!

Vamos apresentar alguns dos personagens:

Potrus é um centauro, chefe da área de tecnologia da LEP. Ele é o gênio da tecnologia e o rei das invenções da LEP.

Butler: Segurança/Mordomo/Amigo do Artemis, vai estar junto com o patrão em todas as loucuras e planos que ele criar.

Artemis Fowl II é, em duas palavras, uma peste! Chantageou uma fada para conseguir O Livro das Fadas, criou um plano totalmente louco pra conseguir o ouro mágico das fadas, sequestrou a Capitã Holly Short e conseguiu virar o Mundo Mágico de cabeça pra baixo.
Tá, é verdade que ele é a criança de 12 anos mais séria e não-divertida que eu já vi em todos os livros de fantasia que eu já li, uma criaturinha enlouquecedora e irritante, mas é absolutamente impossível não se encantar pela estória toda e pelo desespero do menino querendo a vida de volta ao jeito que sempre foi.

A Holly é o elfo mais irritante (e irritável) que eu já vi na vida, uma capitã da LEPrecon, o equivalente a polícia no mundo humano.
Ela é a primeira policial mulher da Recon, uma unidade super especializada da LEP, e está em "período de testes", que a deixa muito, muito irritada.
É ela que será sequestrada pelo menino prodígio e trocada pelo ouro mágico.
Pelo menos é isso que Artemis pretende quando a sequestra.
Mas mal ele sabe que seus planos irão por água abaixo quando aquilo que ele mais deseja ficar ao alcance das suas mãos e, pra isso acontecer, ele se verá obrigado a pedir a ajuda do Povo das Fadas e da Capitã Holly Short.
E, acredite, ajudar e conviver com o Povo da Lama é a última coisa que qualquer um do Povo das Fadas quer!
Esses dois vão se meter nas situações mais inóspitas que você possa imaginar, farão você chorar de tanto rir e se divertir muito com as "maldades" do Artemis.

Então, se está afim de se divertir ou quer um bom livro para dar pros pequenos, vá de Artemis Fowl que você não vai errar!

Sinopse: Artemis Fowl, um menino de doze anos, é um brilhante gênio do crime. Mas nem ele tem idéia do que pode acontecer ao seqüestrar uma fada, a capitã Holly Short, na Unidade LEPrecon. Estes seres encantados não são aqueles dos contos de fadas. Estão armados e são perigosos. Artemis está confiante que pode vencê-los quando bem entender, mas eles pararam de jogar conforme as regras...