quinta-feira, 29 de julho de 2010

Resenha #71 - Janethe Fontes - Vítimas do Silêncio

Quando recebi o release de "Vítimas do Silêncio" fiquei dividida se aceitaria ou não o livro pra fazer resenha. O tema do livro não é nada fácil e, por mais que se prefira ignorar, a mais pura realidade.
Mas, mesmo com um certo receio do que leria, escolhi ele para fazer a resenha.
A leitura do livro não é fácil. O tema, os dramas e as desgraças muitas e muitas desgraças vividas pela Margarida fazem você lutar para manter a leitura.
É preciso ter coragem para enfrentar uma sequência de situações desesperadoras sem desistir ou ficar completamente amargurado. E, principalmente, é preciso ter garra para aprender a ser feliz apesar delas.
E isso é um dos maiores motivos para a leitura de "Vítimas do Silêncio".
A força da personagem central ao lutar com unhas e dentes pela justiça ajuda a contrabalancear o fato dela passar o início do livro inteiro cercada de cobras.
Se você tem o coração fraco, contrate um bom cardiologista antes de ler esse livro.
Altas traições, muito drama e uma sequência de acontecimentos terríveis farão o seu coração sofrer.
Mas não só de desgraças é feito o livro.
Acompanhar o desenvolver da relação entre a Margarida e o William faz o livro ter cenas incrivelmente doces e delicadas, arrancando suspiros em vários momentos entre eles.
Pra quem gosta de uma boa polêmica e um livro que causará reações violentas, esse é uma ótima recomendação.

Sinopse: Violentada sexualmente, ela preferiu manter o silêncio. Porém, agora, terá que encontrar o criminoso para que ele não faça outras vítimas.

... Uma noite para mudar sua vida ...

... Um caso de abuso sexual ...
... Um criminoso perverso ...
... Um novo crime e ameaças ...
... Um assassinato ...
... Um encontro com o inimigo ...

Uma garota é vítima de um estupro e tenta reconstruir sua vida. Porém, o criminoso está mais perto do que poderia imaginar e continua perseguindo pessoas que ela jamais gostaria de ver envolvidas nesta história. Quando finalmente acredita ter encontrado o caminho da felicidade e esquecido aquela época tão dificíl, o passado volta para acertar as contas e ela só tem uma alternativa: encontrar o criminoso antes que ele faça outras vítimas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Resenha #70 - J.D. Robb - Sedução Mortal

Como qualquer pessoa que entre no blog sabe, eu sou absolutamente apaixonada pela série Mortal.
Então, sempre que sai um livro da série no Brasil, eu compro pra matar a curiosidade de como ficou a versão brasileira, já que li todos os publicados em inglês.
As piadas, os bordões e as cenas cômicas.
"Será que ficaram divertidas? Será que o tradutor finalmente traduziu corretamente o bordão da Eve (o tradutor insiste em adaptar o bordão da Eve de "Bite me" para "Pode pegar no meu pé" [tirando toda a conotação sexual das piadas que ela faz com o Roarke ao longo da série] )?"
É sempre empolgante, tudo parece novo, mesmo eu já sabendo o final.

"Sedução Mortal" não foi exceção. Cada página no livro, desde as revoltantes cenas entre o Kevin e o Lucias, até as cenas absurdamente cômica da Mavis e da Trina, assim como todo drama envolvendo os nossos queridos McNab e Peabody irão garantir páginas e páginas de puro deleite.
Esse livro tem uma peculiaridade: nós sabemos, desde o começo, o nome do assassino.
Isso é sempre um motivo de apreensão, pois, se a estória não tiver um enredo empolgante, você acaba perdendo a vontade de ler. Com "Sedução Mortal" isso não acontece.
As artimanhas do assassino, os planos da Eve e a mágica do Roarke prendem sua atenção do começo ao fim, garantindo horas e horas de paixão, terror e risadas.

O caso investigado nesse livro é a cereja do bolo.
É revoltante, inquietante e chocantemente real.
Muitas cenas em idioma geek (fazendo a Eve querer arrancar os cabelos e nos fazendo rolar de rir), uma boa dose de maldade humana e uma pitada de humor pastelão fazem de "Sedução Mortal" uma pedida incrível pra quem vai viajar nas férias.
Esse eu realmente recomendo!

Sinopse: Neste mais recente caso, a tenente Eve Dallas está em busca de um Casanova cruel com um nefasto apetite para seduzir suas vítimas antes de assassiná-las. Dante já cortejava sua presa pela internet havia várias semanas quando foi encontrá-la pessoalmente pela primeira vez. Alguns goles de vinho e algumas horas depois, a sua pobre acompanhante estava morta. A arma do crime: a dose de uma droga rara e indetectável, do tipo “boa-noite, Cinderela”, com assustador valor de mercado.

sábado, 10 de julho de 2010

Resenha #69 - Alyson Noël - Lua Azul

Peguei "Lua Azul" pra ler assim que terminei "Para Sempre".
Estava meio apreensiva quando comecei, por porque achei "Para Sempre"muito lento em boa parte da estória.
Mas, ao contrário do que imaginei, me diverti incrivelmente com o livro!

Quem quiser ler a resenha sobre o primeiro livro, ela está aqui.

Temos alguns personagens novos em "Lua Azul", o que dá uma ótima dinâmica a estória.
Senti falta da  Riley no livro, que é o estereótipo da irmã pestinha mais divertido que já encontrei nos livros.
Achei "Lua Azul" bem mais dinâmico que "Para Sempre", o que me animou bastante a continuar lendo a série.

O vilão do livro também é bem, bem mais malvado e mirabolante  e faz coisas absurdamente terríveis e inesperáveis.
A dinâmica do livro é tão boa e cativante que, quando eu vi, já estava acabando!
A Ever sofre que só livro, atua que nem uma bocó em várias situações absurdamente infames e nos faz dar boas risadas. E todos, todos sofremos com ela nos momentos em que as maquinações do vilão-malvadão a fazem sofrer e ouvir os desaforos mais terríveis das pessoas que ela ama.
Não acho que vá ficar uma pessoa com os olhos secos nas cenas da estrada e todos os corações ficarão tão quebrados quanto o dela na cena da porta da sala de aula.
O livro é bem mais adulto que o primeiro e bem mais centrado nos relacionamentos da Ever, assim como tem bem mais magia e explicações mágicas que o primeiro, o que, pra mim, tornou tudo ainda mais encantador.

Pra quem sentiu que faltava algo no primeiro livro, Lua Azul veio arrebatar sua atenção e deixá-lo louco de curiosidade para saber como é que a Ever vai desfazer aquele final.
Esse eu recomendo!

Sinopse: Ever é agora uma imortal. Iniciada nesse mundo desconhecido e sedutor por seu eterno amado, Damen, está empenhada em conhecer e dominar suas novas habilidades, mas algo terrível começa a acontecer. Acometido por uma doença misteriosa que ameaça, inclusive, sua memória, Damen não percebe que seus poderes se estão esvaindo – enquanto Ever se sente cada vez mais forte. Desesperada para salvá-lo, ela viaja até a dimensão mística de Summerland, onde não apenas toma conhecimento da misteriosa história de Damen, brutal e torturante, mas também tem acesso aos segredos que regem o Tempo. Com a lua azul que se aproxima, anunciando uma oportunidade única de se projetar para o passado ou para o futuro, Ever é forçada a decidir entre voltar no tempo e impedir o acidente que tirou a vida de toda a sua família ou ficar no presente e salvar Damen, que parece definhar a cada dia.

domingo, 4 de julho de 2010

Resenha #68 - Alyson Noël - Para Sempre

"Para Sempre" é o primeiro livro da série Os Imortais, onde conhecemos Ever Bloom e o mundo dos Imortais.
Gostei bastante da estória, apesar de alguns momentos ela parecer ser um pouco lenta. Mas quando você estiver nesse momento, não desista: mais pra frente ela fica realmente empolgante.
 
É um livro mais adulto que juvenil, com cenas, dúvidas e situações bem reais.
O livro tem, basicamente, personagens e estilos clássicos. 
Temos a Ever, que ao se ver em uma situação diferente se fecha completamente e se culpa por todas as desgraças que aconteceram.
São tantas desgraças acontecendo ao redor da Ever que não tem como não ficar morrendo de pena dela.
Ao mesmo tempo, quando ela começa a aprontar e a fazer besteira depois de besteira, chega a ser desolador.
E, ao contrário das pessoas que estão ao redor dela, que ficam com pena e acham que a dor é que causou as asneiras, você sabe perfeitamente bem porque ela começa a agir como uma completa idiota.

Temos a melhor amiga dela, Haven, que é a típica adolescente confusa e carente.
Muda de look e de humor como quem muda de roupa, sendo totalmente instável e a vítima preferida da vilã. Tive desejos de dar-lhe uns cascudos pra ver se ela acordava e via o que estava bem a frente dela.
Temos o amigo gay, que completa o trio de estranhos e que causará cenas divertidíssimas com os comentários.
Temos a patricinha malvada, que nos ferve de raiva com as maldades descaradas dela e por sempre, sempre conseguir escapar impune.
Temos a vilã da estória, que age insidiosamente, causando arrepios de terror.
E temos Damen, o namorado perfeito e misterioso. Ora temos certeza que ele é do mal, ora juramos que é tão perfeito como parece.

Alguns podem dizer que todo a estória é batida, mas acho que justamente o uso de todos esses personagens clássicos junto com o enredo diferente fazem de "Para Sempre" um ótimo livro de fim de semana, daqueles que você vai se divertir muito lendo, mas não causará grandes arroubos de paixão e fúria.


Sinopse: Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida... e apaixonada.