segunda-feira, 28 de maio de 2012

Resenha #274 - Daniel Glattauer - @ mor


Oie Gente,


Não sei se vocês conhecem a Lilian do Lá no Cafofo, mas ela fez, algumas semanas atrás, uma resenha sobre o livro "@mor", da Suma das Letras.

A resenha dela foi tão empolgada, que ela acabou infectando as amigas com a empolgação dela.

Aí, dentre essas amigas, estava eu. E aí, como ler o livro se: 1) Eu não tenho parceria com a Suma das Letras ; E mais importante 2) Estou em um momento "não vou comprar nada porque não posso".

Queria porque queria ler o bendito do livro e descobrir se eu me empolgaria tanto quanto a Lil ou se seria um daqueles livros em que você não consegue entender o que outra pessoa viu nele.

Aí a cara de pau que domina a minha vida disse que eu devia pedir o livro emprestado

Aí já viu, né? Falou em livro e em emprestar, asamiga caíram matando sobre o livro da Lil e o que era um empréstimo, virou um Booktour. hihihihih


Então, depois do Tio Carteiro passar aqui por casa, pulei o @mor na frente de outros livros e vim ler.

Estou escrevendo a resenha enquanto leio o livro, porque é simplesmente impossível não "por para fora" as diferentes reações que eu estou tendo durante a leitura.


Fiquei dividida entre opiniões opostas boa parte do livro, gente.

Apesar de toda a minha aceitação para todo e qualquer tipo de relacionamento, seja a dois, a três ou até mesmo a 200, eu tenho uma regrinha básica que não aceito que seja quebrada: os participantes desses relacionamentos não podem ser involuntários.

Se um casal quer ter um relacionamento aberto e poder aventurar em outras áreas, eles devem fazer isso de comum acordo.

Isso que dizer que eu não aceito esse negócio de traição. Pra mim, tá casado e é monogâmico, então é isso, pronto e acabou-se.

Aí me vi diante da "Emmi", que depois de alguns e-mails passou a flertar, ter ciúmes e construir um relacionamento com o Léo.

O problema? O marido dela não estava exatamente ciente disso.


Meu outro lado, aquele que acredita fielmente que relacionamentos (não necessariamente amorosos) podem acontecer via internet, achava tudo muito fofo e divertido.

Porque, afinal de contas, eu só estava lendo esse livro por conta de um relacionamento que começou pela internet.

Você que está lendo aí, comente ou não minha resenha, está, nesse momento, tendo um relacionamento virtual comigo. Está lendo minhas palavrs, tentando entender o que eu quero dizer com elas, o que senti enquanto as escrevia ou até mesmo o que eu bebi antes de começar a escrever. rs


O mais engraçado de acompanhar a troca de e-mails é que você acompanha todas aquelas fases dos relacionamentos a distância: a descoberta, as curiosidades, as dúvidas, os tropeços, as brigas... todas aquelas situações que você já viveu com uma (m) amiga (o) pela rede, seja a curiosidade por conhecê-lo, que beira o desespero, ou o pavor absoluto de ver o desconforto e a insegurança de conhecer o real daquela pessoa meio imaginária, meio instintiva.


Eu li algumas críticas conta a Emmi, por conta dela ser casada e estar flertando com o Leo. Eu confesso que isso também me irritou, mas não tanto quanto eu achava que iria me irritar. Acho que é aquela eterna dúvida de "se é pela internet, é traição?".

Aí, nesse momento do livro, onde você já está torcendo pelos dois, a autora vem e joga na sua cara o outro lado desse trio.

Aí faz você rever tudinho o que você já estava esperando que acontecesse no livro. Porque você para e pensa: putz, e agora?


O livro é muito bom, gente.

Confesso que não cheguei ao nível de paixão da Lil, mas gostei muito, muito dele.
Só não acho que queira um Leo para mim.
Sério, não riam, mas eu particularmente preferiria um Bernhard.
Gentem!!! Um homem que faz aquilo lá, por amor?
Ah, certo, não concordo com tudo o que ele fez, mas também não concordo com muitas das coisas que o Sr. Leo Leike e a Sra. Emmi Rothner fizeram.
Mas por os sentimentos e os desejos da esposa acima dos seus?
Sou total Bernhard! XD

Recomendo!



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