sábado, 30 de junho de 2012

Resenha #291 - Lionel Shriver - Tempo é Dinheiro

Oie Gente!!


Sei que vocês não veem muitas resenhas sendo postadas aos sábados aqui no blog, mas dessa vez eu abri uma exceção para "Tempo é Dinheiro" por um único motivo: o livro é foda!


Se vocês já leram "Precisamos Falar Sobre o Kevin", também da Lionel Shriver, sabem que ele é inquietante, com todas aquelas reflexões da Eva e todas aquelas dúvidas e temores.
E eu gostei dele, mas nada, absolutamente nada comparado com a experiência incrível que foi ler "Tempo é Dinheiro".


Quando eu pego um livro, leio todos os escritos dele: capa, contracapa, aquelas opiniões de jornais, orelhas... leio tudo.
E sempre fico meio desconfiada  para ver se são exagerados. Mas, dessa vez, nenhum deles é exagero:




Uma história visceral e profundamente sensível sobre como a doença afeta os relacionamentos e como os esforços para lidar com a mortalidade remodelam vidas. O entendimento de Shriver sobre as pessoas é tão íntimo, tão sentimental, que faz com que os personagens fiquem permanentemente gravados na imaginação dos leitores.


THE NEW YORK TIMES



E o livro é exatamente isso: visceral.
Vocês sabem que eu não gosto dos livros do Nicholas Sparks porque alguém sempre morre no final, certo? Mas acontece que não é só por isso. Até aceitaria que ele matasse um dos personagens, se houvesse um sentido nisso tudo, uma lição ou fosse algo bem realista.
Só que não é o caso dos livros do Nicholas. Ele me parece apenas querer fazer você chorar. Só.


Aí eu catei "Tempo é Dinheiro" já sabendo que era um drama, que era quase impossível que todos os personagens saíssem vivos e que iam haver muitas, muitas lágrimas.
Mas foram lágrimas conquistadas, pela Shriver, com conteúdo!


Acho que a primeira coisa que preciso dizer para vocês fazerem é ler a sinopse. Ela explica o essencial para o início da leitura, já que lá você vai entender o motivo de eu saber do drama intrínseco.
Depois disso, preciso dizer que todos os personagens são incríveis.


O Shep é basicamente o cara responsável da família. Faz tudo certinho quase sempre, está sempre pronto para ajudar aos outros e apoiar a família. Montou uma empresa de "faz-tudo", ganhou uma boa grana, mas sempre se deixou controlar pela esposa, Glynis.
A Gnu é uma artista plástica frustrada, que tem alguns problemas com perfeccionismo e que adora apontar os erros dos outros e criticá-los.


Os dois são opostos completos. Como definidos pela própria "Shriver", o Shep é a água, maleável, adaptável e, em alguns momentos, destruidor.
A Glynis é como um metal, dura, fria e difícil.
Você pode imaginar que esses dois teriam tudo para dar errado mas, quando lê, vê que a autora conseguiu combinar os dois muito bem.


Além deles dois, ainda temos a incrível Flicka, que tem uma doença genética raríssima chamada disautonomia familiar, é mal humorada, mal educada, antipática e cheia de um humor seco e sarcástico típico de uma adolescente rebelde com causa. Ela simplesmente se recusa a ser um poço de felicidade, tendo uma doença rara e terrível.
E eu adorei ela! rs


O pai e a mãe dela também são personagens marcantes e opostos, que viverão uma situação muito escrota, daquelas em que você não acredita que alguém caia, mas sabe que ainda cai.


Gente, não dá para falar de todos os personagens. Eu ia ficar falando de cada um deles e o motivo de eu ter gostado de cada antipatia altamente realista. [risos]


O livro é muito, muito, muito, etc, etc, etc, dramático. Também é hilário, sexy e romântico na mesma medida. Me fez chorar, rir, xingar a estupidez e o egoísmo humano e dizer "puta merda, pior que as pessoas são assim mesmo!".


No final da leitura você vai, assim como o Shep, perguntar: qual o preço de uma vida humana?


O livro é, como diria uma pessoa que eu conheço, fodástico. Não gosto de dar estrelas, mas pra esse eu dou cinco completas!

SINOPSE - SKOOB - EDITORA INTRÍNSECA - SITE DA AUTORA
SARAIVA - SO MUCH FOR THAT - GOODREADS - BOOK DEPOSITORY


Beijos!


*****


XXXXX



10 comentários:

  1. Caramba, todo mundo falando bem desse livro. Nem tinha lido resenha nenhuma imaginando que fosse alguma coisa sobre... dinheiro. Dã. Mas nem me liguei que a autora é a mesma de Precisamos Falar sobre o Kevin. Como você escreveu a resenha, vim ver. E agora eu quero ler, sua louca! HAHAHAHAHH

    Trate de sortear esse livro, pvf. 

    Beijocas.

    ResponderExcluir
  2. Tô com a Lilian... ao ver o título pensei que fosse sobre como manter seu dinheiro,  gastar direitinho, economizar... nunca um drama familiar. kkk... mas como não fui com a cara do livro anterior.... esse talvez eu leia... a capa não é tenebrosa... mas tem o lance da tristeza e só isso já me deixou com um pé atrás... corro de muito drama... choro fácil... XD

    ResponderExcluir
  3. OI Bá!

    Se você não falasse sobre o livro, eu nunca pegaria ele na mão kkkk

    Estava com uma idéia totalmente contrária kkk

    Bjs!

    ResponderExcluir
  4. Interessante. BEM interessante. Mas vamos combinar que o título em português não ajuda, hein?  
    E sabe, concordo plenamente com o que vc disse sobre o Sparks: o problema nem é tanto o personagem morrer no final- mas morrer sem "conteúdo". 

    Bjos!

    ResponderExcluir
  5. O livro é tão fodástico que eu já pedi exemplar, a @intrinseca:twitter [aquela fofa] já me deu e vai rolar sorteio relâmpago! hauhauha

    Ele é MARAVILHOSO! Tipo, daqueles que dá para ler 38558 milhões de vezes e se empolgar em todas elas.
    Apesar de não ter nada haver com o estilo, ele está do ladinho de "A Passagem" e de "Innocent in death" na minha lista de "leio de novo".

    Bjusss

    ResponderExcluir
  6. O livro é tão fodástico que eu já pedi exemplar, a @intrinseca:twitter   [aquela fofa] já me deu e vai rolar sorteio relâmpago! hauhauha
    Ele é MARAVILHOSO! Tipo, daqueles que dá para ler 38558 milhões de vezes e se empolgar em todas elas.Apesar de não ter nada haver com o estilo, ele está do ladinho de "A Passagem" e de "Innocent in death" na minha lista de "leio de novo".
    Bjusss

    ResponderExcluir
  7. hauhauahua
    É, o título pode deixar a pessoa confusa, mas quando você vai ler você percebe que tem tudo haver, porque nele só o dinheiro conseguiu comprar o tempo.
    Então o tempo é, bem, dinheiro.... rsrs

    Olha, eu não gosto de drama, mas esse é mais que demais!!!

    Bjusss

    ResponderExcluir
  8. hauhauahua
    Por causa do título, né?
    Eu te entendo. Passei a mesma coisa com "A Passagem", que achei que era alguma coisa espírita ou de autoajuda huhuahauhauha

    Mas é um drama daqueles que você chora, chora, suspira, ri e não larga de JEITO NENHUM!

    Bjusss

    ResponderExcluir
  9. Pois é!
    Matar por matar não tem muita graça. u.u'

    O título é meio confuso, mas acredite, tem tudo haver com o livro.
    E, Tha, vale MUITO a leitura!

    Bjusss

    ResponderExcluir
  10. [...] tem resultado da promoção “Tempo É Dinheiro“, feita em parceria com a [...]

    ResponderExcluir