segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resenha #264 - Lionel Shriver - Precisamos Falar Sobre o Kevin

Oie Gente,


A resenha de hoje foi bem complicada de sair da cabeça e vir para o papel.
O livro foi muito difícil de ler, já que o fala sobre os sentimentos, dúvidas e falhas da mãe de um sociopata.
É difícil também escrever sobre ele, já que Eva nos faz passear por várias fases de sua vida.


Seu amor pelo marido, sua necessidade contraditória de ter um filho, suas dúvidas e medos de mulher.
Em vários momentos você vê que ela assume claramente seus erros, mas você também a vê se esforçando para acertar.


Os textos do livro são cartas que ela escreve ao marido, Franklinh, cheios de detalhes que ela resolve compartilhar com ele, agora que ele não está mais lá.



Eu já havia lido obras com temas complicados, alguns bastante desconcertantes, mas "Precisamos Falar Sobre O Kevin" foi algo assim... incomparável.

As cartas da Eva para o marido relatam erros, escolhas e dúvidas que são muito difíceis para qualquer um assumir que os cometeu ou as teve em qualquer momento da vida.

É tudo muito intenso, cru, e eu acabei precisando de várias pausas durante a leitura dele.


Ao final da leitura eu não sabia dizer se tinha amado ou odiado o livro.

Ele me causou reações tão divergentes, tão confusas, que até agora, enquanto resenho, tento entender o que senti.


A Eva é, afinal, mãe de um sociopata. O filho dela, aquela pessoa que segundo os padrões de comportamento humano, é a pessoa que ela mais deve amar no mundo, causou à ela dores terríveis. Sofrimentos que ninguém deseja que uma pessoa tenha.

Aí você vê essas coisas acontecendo e começa a se preparar para odiar o Kevin completamente e ficar totalmente a favor da Eva. Pensa e tem absoluta certeza de que nada, nadinha, que ela poderia ter feito pode ter influenciado o monstro que o filho dela virou.

Nesse momento vem a autora e te passa uma rasteira, com cenas chocantes. Algumas, com o Kevin ainda bebê, faz você se perguntar se ele nasceu sociopata ou se ele se tornou um.

Não vou dizer que entendo de sociopatia ou até mesmo que fui pesquisar a fundo sobre o assunto, porque não fui.

Sei que a tendência está lá, desde a infância, mas realmente não sei o que faz a pessoa desenvolver a sociopatia e virar, por um exemplo, um serial killer. Não sei se existe uma pessoa que seja "sociopata" mas que não entre naquela figura estereotípica da palavra e, sinceramente, não estou preparada para saber.

Só posso dizer que apesar de tudo, valeu muito a pena enfrentar as profundidades desconcertantes do texto.





Recentemente o livro foi adaptado para o Cinema e, eu confesso, estou totalmente dividida entre assistir ou ignorar.

Se a adaptação for metade tão intensa quanto o livro, não sei se aguentaria assistir até o final.


Beijos!


 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Banca de Quinta #22 - Barbara Delinsky - A Aventura

Oie Gente,


Acho que a primeira coisa que tenho que fazer, nesta resenha, é pedir desculpas. Eu simplesmente não estou no clima correto para resenhar esse livro da Barbara, então a resenha ficou mais sem sal que açúcar queimado.


Sabe quando o seu dia começa ótimo, mas várias pequenas coisas que vão acontecendo e ele vai se estragando no final?
Pois é, assim foi o meu hoje.
Então sentei agora e simplesmente nada do que eu disse saiu exatamente como eu gostaria de ter dito.


Mas, vamos lá...


A Aventura, da Barbara, começa com uma ideia muito louca da mocinha do livro.
Jenna resolve que seu relógio biológico está fazendo tic-tac mais rápido e que ela precisa de um bebê. Só que ela não quer um marido!


Então ela resolve que vai fazer inseminação artificial e, como não quer correr riscos com bancos de espera, decide que o pai de seu bebê será Spencer, o irmão mais velho de sua melhor amiga, Caroline.
Claro que ele não sabe de nada e, quando ela faz o pedido, fica tão chocado que chega a dar pena.


Esse foi o primeiro livro dela que eu li e confesso que gostei bastante. Ela colocou uma dose de humor daquelas assim "de vó", sabe? Muito bem medida, deixando tudo engraçado sem cair na palhaçada.


Também gostei dela ter sabido explorar a falta de experiência da Jenna sem deixar ela ficar com jeito de abestalhada (típico das inocentes personagens da DP).
Sendo um livro de banca, todas nós sabemos que termina com final feliz, né?
Mas eu me diverti MUITO durante a leitura desse, até mesmo naqueles clássicos momentos "mocinho e mocinha tapados que não veem que devem terminar juntos!" [risos]


SINOPSE - SKOOB - ESTANTE VIRTUAL


E, para terminar, tem sorteio!



Para participar basta seguir as regras de promoções do blog!
1) Seguir o In_Death;
2) Tuitar a frase a seguir:


"No #BancaDeQuinta22 vou viver "A Aventura", da Barbara Delinsky, com o @In_Death! http://kingo.to/14xA


Beijos e boa sorte!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Terça Sobrenatural #21 - Leah Brooke - Panthers' Prey

 Oie Gente!


Terça Sobrenatural pegando fogo!
Abram as geladeiras, liguem os ventiladores e tirem as crianças da sala, porque essas duas panteras chegaram com muiiiiiiiiito fogo!


Bailey Knox, Marcus Brand e James Archer são o trio desse livro e, minha nossa senhora, eles conseguem enrolar tudo em 90% do livro!


Dos três o mais cordato é o James, que percebe e aceita que está apaixonado bem rapidinho. A Bailey e o Marcus? Nem pensar! Eles brigam, reclamam e magoam um ao outro de tantas maneiras diferentes que você deseja (e muito) sacudir eles dois e ver se algum bom senso entra na cabeça deles.


Mas deixa eu voltar um pouco e explicar algo peculiar sobre esses dois: Marcus e James são shifters, ora homens, ora panteras, e não tem muito conhecimento sobre as peculiaridades de sua raça.


Junto com várias outras crianças foram resgatadas por um casal amigo dos pais deles e tiveram que aprender como controlar, sozinhos, o lado animal.


O casal que os criou era humano e sabia muito pouco sobre o que acontecia com as pessoas da sua espécie, não podendo ajuda-los em muitos momentos.

Aí, já adultos, eles se encontram desejando uma mulher, querendo sua Companheira. E aí, quando ela aparecem adivinhem o que eles fazem? Negam tudo!


Homens! Ê criaturas complicadas, hein?
Quando não tem, quer, quando tem, não quer mais. Aff... quem entende?


Não sei se vocês já leram algum livro da Leah Brooke, fique sabendo que ela é bem ao estilo de autora que eu gosto. Tem um romance lindo, daqueles assim tipo conto de fadas. Os personagens vivem salvando um ao outro, eles são profundamente apaixonados, fieis, românticos, sexies e o rala e rola pega fogo!


Claro, tem que ter um safado, um doido de pedra ou uma ex-despeitada tentando matar a mocinha ou o mocinho e no final todo mundo que tinha que ficar junto, fica!


Tem como eu não gostar? [risos]
Cerrttoooo, dona Leah sempreee me faz chorar, mas qual é a graça de um romance sem algumas lágrimas? [rindo]


Eu confesso que eu sou um pouco parcial no quesito Leah Brooke, porque eu adoro absolutamente todos os livros dela. Eu ainda não encontrei um livro que não tenha gostado tenho pavor do dia que encontrar, será sofrido como foi com a Nora e por isso é meio difícil só dizer que o livro é quente, que os homão são #TudoDeBomGostosoEHot, que o romance é lindo e que a mocinha te fará rolar de rir de tanta teimosia. #Adoro!


Então, se você é daquelas exploradoras literárias safadhenha e curte uma leitura aventureira, corra e leia!
Tudo no livro é essencialmente hérero, para os não tão aventureiros. rs
Só não recomendo para os mais sensíveis que não curtem um trio parada dura.


Beijos!


SINOPSE - GOODREADS - SIREN

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Brasileiríssimo #02 - Enderson Rafael - Todas as Estrelas do Céu

Oie Gente!


Hoje tem, finalmente, "Todas as Estrelas do Céu" aqui no blog!

Eu sei, eu sei. Demorei, né?
Mas é que eu fiquei com medo. É isso mesmo, minha gente.
Essa pessoa que cá vos fala, que enfrenta pilhas de Diana Palmer, assassinos, vampirões e todo o resto, estava com medinho de ler um romance!

Querem saber por que, né? Eu respondo... porque eu adoro o End!
Pronto, falei! hahahaha
Não, sério, gente. Eu tenho p-a-v-o-r de ler livros de autores que eu conheço. Eu sofri horrores quando fui ler o livro da Bia, o da Laura, o da Janethe e o da Doida e agora foi a mesma coisa com o do End.

Até hoje eu só não sofri com um autor brasileiro, porque ele eu não conheço: o Markus!

Os outros que li conheço e me sentia responsável lendo o "bebê" deles.


Porque, vejam bem, e se eu não gostasse deles? É o bebê de alguém que eu conheço, de alguém que eu voi batalhar para ele sair da mente e ir pro papel.

Eu já disse isso aqui uma vez, mas não adianta dizer que toda a resenha é imparcial. É impossível. Toda resenha é passional, emotiva. Sai do fundo do seu coração, seja ela cheinha de ódio ou de paixão. [riminha tosca detected]

Tá, meio hipócrita da minha parte dizer essas coisas, já que eu nem pisco para falar mal dos livros do Nicholas Sparks que eu quero atirar pela janela, mas eu não conheço o Nicholas, não vou sofrer por magoar os sentimentos dele. [até porque, a probabilidade dele ler minha resenha é, tipo, zero. rs]

Mas eu dei sorte até agora e só peguei livros que são do meu estilo preferido ou que me pegaram completamente de surpresa.

Já sei de um que está ali na minha pilha que não tem jeito de que vai fazer exatamente a minha cabeça. #assobia


Agora chega de introdução tamanho família e vamos à resenha!


Bom... o livro é tão pequeninho, gente! Estou aqui, dez da manhã e já terminei!

Quero mais, vai!
Certo, o tema é polemico e nem todo mundo concordaria com as escolhas dos personagens, mas eu, membro interina do clube "Se é recíproco, vale tudo", adorei.


Me surpreendi muito com a leveza do texto ao abordar o assunto tão complicado, ainda mais sabendo que ele tinha 19 aninhos quando escreveu.

Normalmente eu falaria sobre os personagens do livro aqui, só que, no caso de "Todas", se eu fizer isso estragarei a leitura de vocês.
Qualquer detalhe dado sobre o Leandro, a Carol, a Bárbara, á Lúcia ou qualquer um deles, pode estragar o que eles vão representar no romance.

Só posso dizer que encontrei deles todos aqueles amigos que tive nessa idade: a romântica, a divertida, a sapeca, o arteiro.

Foi tão real que foi impossível não me identificar com as situações, apesar de não conhecer os lugares.


Mesmo quem não gosta do gênero (eu considero mais um drama do que um romance), vai sentir afinidade com os personagens, com suas dúvidas, seus tormentos, frustrações e desejos.

E, justamente esse trágico aí do final da frase foi que mais me surpreendeu!
Gentem, eu adorei o drama! (sons de trombetas anunciando o apocalipse)
É, povo! Isso mesmo! Eu, Barbara Sant, rainha do coração mole coberto com manteiga derretida, gostei do drama do livro! hehehehe


Se eu fosse resumir tudo, tudinho mesmo o que senti lendo e as impressões que ficaram depois de ler, digo só isso:

Tão lindo. Tão fofo. Tão trágico!

Beijos!




PS: Post publicado excepcionalmente na segunda.3

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Banca de Quinta #21 - Diana Palmer - Caminhos do Coração

AVISO - ESSA RESENHA CONTÉM SPOILERS


Só continue lendo se você não se importar com os spoilers sobre o livro. São tantos pequenos detalhes que é praticamente um estudo de caso! [risos]

Oieee Genteee!!!


Sim, querida leitora, fuja para as montanhas! Eu vim hoje de Diana Palmer! o/


Vocês sabem que eu leio muito DP, né? Quase tanto quanto leio Nora Roberts. Mas, no caso da DP, minhas reações normalmente são mais... extremas.
Ela consegue me tirar do sério, me enlouquecer, me encantar e me fazer subir pelas paredes de raiva.
Normalmente esses sentimentos acontecem, bem... em livros diferentes. Cada vez que eu leio um fico em uma dessas categorias. Mas isso foi até eu ler "Caminhos do Coração".
Minha gente, o que é esse livro????????????????...????? (é, assim mesmo, tudo isso de dúvidas!)
Como é que a Diana conseguiu criar esse Quinn?
Sério, gente. Sabem aquela música do Raul, que dizia "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante"? Pois é, é o Quinn.


No início do livro, umas vinte, trinta páginas, no máximo, você odeia o Quinn profundamente. Você o odeia como eu odiei o King. Ele trata a Amanda mal muito, muito mal, pelo simples fato dela ser mulher. Só. Ela só faz dar bom dia para ele e pronto, ele só falta dizer que ela é o cão chupando manga.
Aí ele quase morre, apavora o filho dele, Eliot (que é assim, uma mistura de coisa fofíssima com um mocinho da Diana Palmer [risos]). Aí a criança vai procurar a única mulher [porque, na cabeça dele, só uma mulher saberia como tratar um doente [nem pensar do homem tomar remédio sozinho, né? Imagina, abrir um vidro de aspirina e beber {blogueira infartando}]) e a Amanda vai lá tratar do doente.
Pronto, acabou-se o mundo. Ele trata ela mal, xinga ela, reclama dela e tudo o que ela estava tentando fazer era manter ele vivo.


No dia seguinte, quando você imagina que ele vá acordar mais humilde (afinal, a mulher salvou a vida dele), ele vem, se veste de Rey Hart, e só falta dizer que ela é puta! Não, gente, sério! Ele diz que ela é sem moral, que ela é amante de um velho, que ela é uma aproveitadora e mais um monte de absurdos.
E, gentem, existem um pequeno detalhe: ela é virgem! Virgem! Isso, exatamente, igual todas as mocinhas da DP.


Bom, agora você está se perguntando o que tem de diferente, né? Eu digo: ele, também, é!
Isso aí, minha gente! Nesse momento, eu saí do status "ódio supremo nível King" e passei para o "oin que fofo".
O homem é assim, o antiquado de todos os antiquados. Ele diz (e põe em prática, não é hipócrita igual 99% dos mocinhos da DP) que sexo é algo para se fazer com amor, com alguém que você queira trocar mais coisas do que fluidos corporais. [risos]


Certo, então agora você quer saber onde foi que ele me tirou do sério. Eu respondo: ele é muito, muito preconceituoso. Ele diz em alto e bom som que todo roqueiro é satanista, usa drogas e o diabo a quatro. E ele diz isso para a Amanda.


Agora, você não deve entender minha indignação! Eu respondo, a Amanda é... roqueira!
É vocalista de uma banca de rock , não bebe, não fuma e nem namora! Pense na revolta da coitada, que estava lá tentando se recuperar de um trauma terrível, que a está impedindo de cantar.
Você pode pensar que existe um atenuante no crime, já que ele não a conhece, não tem ideia de quem ela é e que todo roqueiro tem mesmo essa fama.


Tudo bem, concordo com você. Mas aí ele começa a conhecer a pessoa de verdade, eles começam a namorar. Se apaixonam, trocam beijos, carinhos, juras de amor. Aí ela percebe que precisa deixar de medo e revelar quem ela realmente é, para que ele possa conhecê-la completamente.
E aí, neste momento, quando ela está no palco, enfrentando um trauma terrível, o que ele faz? Hein, hein? Ele vai embora! Abandona a coitada e nem deixa ela dar tchau!
E quando ela liga para se explicar ele... dá um passa fora nela, diz que ela é uma má influência e que nunca mais vai poder falar com o Eliot (ela já ama a criança como uma mãe, nessa altura do livro).


E neste momento "Eu Realmente Sou Um Mocinho da DP" é que ele me enlouquece. Depois de todas essas burradas, quando a Amanda está entre a vida e a morte, ele enfrenta tudo e todos, arrisca a própria vida e vai salvá-la!


Durmam com um barulho desses, minha gente!
O homem não resolve se é Ogro ou Príncipe Encantado!
Coisa enlouquecedora, minha gente!
Como a  blogueira pode ser uma pessoa normal desse jeito? Lendo livros assim, é de se estranhar que eu goste das coisas mais insanas?
Claro que não!


Diana, minha filha, se um dia eu surtar a culpa é toda sua!
Fica me fazendo ter essas alterações emocionais! Ai, ai, ai, hein?
Tá bom, o livro é ótimo, mas mesmo assim!
Faça o favor de, no próximo, ser maravilhoso ou terrível.


E tenho dito!


SINOPSE - SKOOB - ESTANTE VIRTUAL


SORTEIO



Para participar basta:


Seguir o @In_Death no Twitter;
Tuittar a frase a seguir:



"Caminhos do Coração" é o #BancaDeQuinta21, eu vou ganhar ele do @In_Death e surtar com a DP! http://kingo.to/13Ve


E só!

Boa sorte!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Terça Sobrenatural #20 - Linda Howard - Inferno

Oie Gente!


Então... terça-feira... dia de sobrenatural... como escolher?


Dessa vez eu tinha várias opções (não, @Crislayne_df, não é Nora Roberts rs), mas como estou em um momento Banca de Ser, resolvi ler minha última aquisição da Linda Howard: Inferno.


O nome já deixa claro que de normal o livro não tem nada, né?
Inferno é o nome do cassino onde o livro começa e onde os personagens principais se conhecem.
Lorna e Dante ( rá rá ) não podiam ser mais diferentes.
Ele é rico, tem poderes sobrenaturais, é o rei de seu povo e vem de uma família diferente, porém unida. Os Raintree estão em guerra com os Ansara desde o início das duas tribos. Após uma terrível batalha, os Ansara ficaram enfraquecidos e os Raintree vivem em relativa paz.
O Dante é um senhor do fogo, capaz de controlar de uma simples chama de vela até um incêndio de proporções catastróficas.


Ela já foi muito pobre, não quer ter qualquer poder sobrenatural, teve uma infância infernal e não consegue gastar $ 20 sem fazer milhares de cálculos. Acha usar seda um desperdício de dinheiro, calça sapatos de doze dólares e guarda dinheiro como o Tio Patinhas.
Quando os dois se conhecem tudo vira de pernas pro ar.


Olha só, gentem, eu adoro os livros da Linda. Gosto tanto deles que deixei as amigas loucas até elas encontrarem um livro dela da coleção Mackenzie que eu não conseguia encontrar para vender . Então eu fiquei horrorizada com as atitudes do Dante no início do livro.


A Lorna é uma apostadora que está jogando Vinte e Um no cassino dele. Ela está ganhando continuamente e, por isso, ele acha que está roubando.
Aí ele manda o  chefe da segurança escolta-la até o escritório dele, já que ele vai investigar como é que ela está trapaceando. (porque ela tem certeza de que ela está roubando! Imagina, uma pessoa ter sorte? rsrs )


Se fosse só isso, estava tudo bem. Todo dono de cassino quer mais é que os seus frequentadores percam. Aí aparece um ganhando e, bom, ele não pode deixar isso barato.
Só que ele não para aí! Acontece um acidente no Inferno e o Dante salva a vida da Lorna. Nesse momento já estava pronta para perdoar a arrogância inicial dele quando ele consegue bater todos os recordes de abusos!


SPOILER ON> Gentemm!!! Ele passa a controlar a mente dela! No início eu até entendi, ele estava tentando fazer ela enfrentar o medo do fogo. Mas aí ele me resolve investigar se ela é uma Ansara! E depois fica prendendo ela nos lugares, porque ele não quer que ela vá embora, com a desculpa que vai ensiná-la a controlar os poderes. Ahã, sei! Arrogância pouca é bobagem, né, Dante?

SPOILER OFF

Ok, certo, depois desse momento altamente "mocinho da Diana Palmer", ele demonstra de várias maneiras que está arrependido, salvando a vida da Lorna (de novo) em outro terrível acidente, mas foi preciso chegar em uma determinada cena do livro (se você ler vai saber exatamente de qual cena estou falando), para eu conseguir perdoa-lo e dizer "oinn, eu quero um Dante pra mim". (risos)


Uma coisa que me incomodou foi aquele final. Gentem, o livro não tem é final! É, isso mesmo! Sem final! É quase um final de filme, sabe? Acaba bem naquele momento que você não gostaria nunca que acabasse!
Fui dar uma conferida nos comentários, porque fiquei me perguntando se acabava ali mesmo ou se era o meu com defeito, e vi uma mensagem da Virginia Rivera de que é assim mesmo que o livro acaba, que é preciso esperar a continuação para poder entender. (blogueira suspira frustrada. Quando eu acho que me livrei do Murphy lendo na ordem correta, pego um livro sem final. É mole??)
Então, bom, só me resta continuar esperando pelo próximo livro e torcer para que o Gideon, senhor dos Raios, seja tão bom (gostoso) quanto o irmão.


SINOPSE - SKOOB - HARLEQUIN - GOODREADS


Beijos!


Fontes: Skoob, Editora Harlequin, Romances In Pink

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desordenando #01 - Harlan Coben - Alta Tensão

Oie Gente!




[caption id="" align="alignright" width="169" caption="Arte de @ZottoVaz"][/caption]

Se vocês já vieram ao blog antes, provavelmente sabem que eu tenho um caso de Horror e Ódio com o Murphy. Ele me ama, adora se intrometer na minha vida e causar o caos completo enquanto eu o odeio de montão.

[caption id="attachment_3345" align="alignleft" width="95" caption="Customizado por @BlackBirdLonely"][/caption]

Para quem não conhece o blog, fique sabendo que Murphy, que é esse cara aqui, vive pondo em prática, na minha vida, a Lei de Murphy.
As vezes fico achando que é castigo, porque passei muiiiiiiito tempo rindo das desgraças que aconteciam com o Rafael. Aí Murphy, lá do além, me ouviu rindo e resolver vir "me assombrar".
E um dos lugares onde Murphy mais me ataca é na leitura de séries. Se for uma série, eu vou sempre pegar os livros foram de ordem para ler.
A coisa é tão complicada que se eu estiver com, por exemplo, os três primeiros livros de uma série na estante, eu vou sempre, SEMPRE começar pelo terceiro e só descobrir depois de algumas páginas que aquele lá não era o primeiro.
Ou, no caso mais comum: começo pelo terceiro livro e só na metade do segundo ou terceiro capítulos é que descubro que é continuação. Até lá já sei tudo o que podia e não podia saber sobre os dois primeiros livros e já estou maldizendo o dia que Murphy entrou na minha vida.
Então depois de incontáveis mandados judiciais, exigindo que ele mantivesse distância da minha pessoa, de pedidos, mandingas, promessas e todo tipo de surto e chilique dado, desisti de tentar me separar dele e me rendi.
Aí, bom, deu nisso aqui. Toda vez que o Murphy se intrometer na minha vida e desordenar uma série, pimba, o livro vem parar aqui.


E, claro, dessa vez não é diferente, né?


Como vocês sabem eu tenho parceria com a Editora Arqueiro. O que talvez vocês não saibam é o método de escolha dos livros que eu irei ler: eu abro o catálogo, escolho, mando o pedido. Se tiver em estoque a editora envia, eu leio e aí resenho.
Tudo normal, certo? Simples e fácil. Mas, é claro, quando eu abri o catálogo dessa vez, Murphy deu uma risadinha e... fez eu escolher o livro de uma série!


"Ah, qual o problema?" você deve estar pensando. Eu respondo, querida (o) leitora (r). O problema é que... ele não é o livro inicial!


Segundo o Fantastic Fiction, existem nove (NOVE, MINHA GENTE!) livros antes dele! E eu li algum? Hein? Hein? Não!

Fui agora no site da Editora Arqueiro, ver quais deles eu poderia ter pego para ler (mesmo já sabendo spoilers sobre eles, vou ler, sou chata) e descobri que... tinha o primeiro livro lá! (*.*)
Tão vendo como é coisa do Murphy??
Certo, é bem verdade que ser o décimo (blogueira suspirando profundamente agora) não estragou a leitura, mas bem que eu queria entender vários daqueles comentários feitos pelos personagens, naqueles momentos bem "oi, isso foi dito no livro passado", onde eu fiquei mais perdida que alfinete em gaveta de botão.


Bom, agora deixa eu falar sobre o que achei do livro e parar com esse blá, blá, blá.


Myron Bolitar é um agente, mas não do tipo com distintivo. Ele é o representante de jogadores, atores e pessoas do gênero. Só que ele parece se esquecer disso e fica dando uma de "agente" do FBI.
Dessa vez ele foi ajudar uma amiga de longa data, Suzze T, que recebeu um comentário maldoso no Facebook (quem nunca passou por isso?) acerca da paternidade do filho que está esperando.


Tudo parece muito simples, né? E foi o que eu pensei no início do livro.
Fiquei achando a premissa dele muito sem graça. Não conseguia entender como é que um simples post no Facebook poderia render um livro todo, certo?
Errado. O trem começa com um simples post no Facebook, mas como tudo que acontece na internet, migra para a "vida real" e toma proporções inesperadas.
Eu realmente acho que o Myron tem um parafuso a menos. Ele consegue se meter e meter os amigos em todo tipo de confusão nesse livro.


Vocês não sabem, mas minha paixão por romances policias, thrillers ou qualquer nome que queiram dar ao gênero, começou com Arsène Lupin, que era um ladrão muito do seu sem vergonha e que sempre conseguia passar a polícia para trás. Depois dele vieram os livros da Agatha e daí não parei mais.
Então normalmente para eu dizer que gostei de um livro policial, ele precisa ser "as antigas". Nada de CSI no livro, nada de botar um tubinho na máquina e descobrir quem era o culpado.


Por isso "Alta Tensão" me conquistou. O "mocinho" é totalmente sem noção, mais atrapalha que ajuda (palavra dos amigos dele!), faz o que estava difícil ficar ainda pior, mas tudo na base do sangue, suor e raça!


Tá, certo, o Win é rico-de-morrer, o que quer dizer que ele dá um telefonema e tem um jatinho pronto para voar, os telefones deles dariam aula ao sistema de localização do Foursquare, mas é só.
O resto é tudo feito na coragem!
Estão querendo saber o que acontece de tão legal nesse livro, né? Só que eu não posso contar.
Só posso dizer que em alguns momentos passei muita, muita raiva, porque o autor vestiu sua capa de "Nicholas Sparks" e fez aquilo que o Nicholas faz e que eu odeio.
É, isso aí mesmo que você está pensando. E, não, ele não faz isso uma vez... ele faz DUAS! DUAS! Eu quase enlouqueci com isso!
E o final? Minha nossa senhora, o que é aquele final? Como assim acaba lá? Cadê a continuação? Quero ela, tipo, !


E como eu sou uma pessoa muita calma e tranquila (rá rá rá, que piada) no que se refere a continuações, eu nem preciso dizer que eu já surtei quando vi que... não tem continuação nem em inglês! blogueira morta detected. Zumbi feelings.
Então, bom, o jeito agora é começar a ler a série na ordem e torcer para conseguir aguentar até sair o livro final. #Oremos


SINOPSE - ESTANTE VIRTUAL - ARQUEIRO - SKOOB


Série Original:




Deal BreakerDrop ShotFade AwayBack Spin
One False MoveThe Final DetailDarkest FearPromise Me
Long LostLive WireThree Great Novels: Deal Breaker / Drop Shot / Fade AwayThe Myron Bolitar Collection: 9 Great Novels


Spin-off:

Mickey Bolitar


Shelter



Fui!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Banca de Quinta #20 - Nora Roberts - Uma Vez Mais Com Ternura

Oie Gente!!!


Hoje é outra daquelas quartas insanas: são nove da noite e eu estava cá sem ideia do que resenhar para amanhã... aí a viciada @crislayne_df  disse para eu apelar e vir de Nora de novo... bom, o problema era achar um Nora que eu já tivesse lido, não tivesse resenhado e não fosse da Maratona de Banca... e... errr... quase eu não acho! exagerada mode on


Bom, dentre as milhares poucas opções, vim de um que não sabia se tinha lido, mas que tinha vários exemplares para venda na Estante Virtual.


Estou aqui resenhando enquanto leio o bendito do livro e, em um estilo Macgyver de ser, estou fazendo banner, vendo um filminho e tomando café igual contador no último dia da declaração do imposto de renda. hauhauhauhaua


No meu arquivo o livro estava marcado como lido... poréemmm... depois de seis parágrafos eu tinha certeza de que não tinha lido.


Kate e Brandon tiveram uma história de amor e, por algum motivo que por enquanto eu desconheço, mas aposto que tem algum safado (a) apaixonado (a) na história eles se separaram.
Agora, cinco anos depois ele aparece do além, como só um ex sem noção consegue fazer na vida dela, com uma proposta de trabalho impossível de negar: criar a trilha sonora de um musical baseado no best seller do ano.


Como o livro é de 1983, me deparei com coisas como gravações de LPs, dificuldades para passar programas feitos em um país nos outros, coisas bem anos 80 que dão aquela saudade... ah, a informática!
Mal sabiam os nossos personagens que, menos de 30 anos depois, tudo é praticamente instantâneo e segredos são coisas do passado. [risos]


Agora que já estou na metade do livro, preciso dizer que entendi duas coisas:


1) Esse Brandon é como todo mocinho bocó mais velho de livro romântico:  decide o que é melhor para os dois e acha que pode resolver tudo sozinho. E ele também é muito babaca. Fica se achando o último biscoito do pacote, minha gente! A mulher diz pra ele que não quer se envolver novamente. Aí ele leva ela para um cantinho romântico em um dia que ela está frágil, fica dando beijinhos e abracinhos. Ela, boba apaixonada, corresponde. Aí cai em si e muda de ideia e... ele fica com raiva! Isso é bem coisa de homem dos anos 80 mesmo, hein? Hunf!


2) Vocês repararam o quanto a Nora gosta de fazer as mocinhas terem infâncias terríveis? Eve Dallas, Emma, Adrianne, etc, etc, etc. Mulher mais #DuMal, hein?? As mocinhas sofrem e nós nos acabamos de chorar... O.o
E dessa vez não é diferente: além de ser apaixonada pelo bocó Brandon e ter sido largada cinco anos atrás por ele, a  Kate teve uma infância daquelas. Mãe alcoólatra, vida dura, só conseguia expressar seus sentimentos através da música.


Como eu adoro livros com música, gostei muito mais dele do que eu esperava que fosse gostar Brandon bocó quase estragou meu livrinho! rsrsrs, já que alguns dos livros escritos pela Nora no início dos anos 80 realmente me deixam frustrada (principalmente pela grande capacidade dela de dar realidade aos personagen, o que faz dos homens uns machistas que sempre tiram a Bazinha do sério).


Foi bem rapidinho de ler, já que agora são 00:29 e eu já terminei o livro, a resenha e o banner! hhehehe


É um livrinho bem "fim de tarde". Suave, romântico e divertido.


E, bom, hoje tem sorteio!



Para participar é só seguir o @In_Death no Twitter e tuitar a frase a seguir:


"Uma Vez Mais Com Ternura" vai ser meu presente do @In_Death no #BancadeQuinta20! http://kingo.to/13Dl


E só!!


Beijos e boa sorte!


*************************************************************************


SINOPSE - SKOOB - ESTANTE VIRTUAL - HARLEQUIN

terça-feira, 10 de abril de 2012

Terça Sobrenatural #19 - Tahereh Mafi - Estilhaça-me

Oie Gente!!


Como eu disse no domingo, peguei "Estilhaça-me" para ler assim que ele chegou. Terminei agora e resolvi aproveitar que estou totalmente sem sono para fazer a resenha.


Quando soube que ele era YA fiz um pouco de cara feia. Nos últimos meses quase todos os YAs que li me desagradaram de um modo ou outro.
Então comecei a ler o livro já com certo preconceito, eu confesso. Mas me embasbaquei na primeira página.
Veja, não é que ele seja maravilhoso. Não é que ele não tenha me deixado confusa. Nem é que os personagens tenham sido absolutamente perfeitos. Nada disso.
Ele é... desconcertante. Acho que é isso que posso dizer sobre o início do livro.


Sabem todas aquelas previsões que os ecologistas, cientistas e vários outros "istas" fazem sobre o futuro do nosso planeta? Pios é, todos viraram realidade. A natureza está morrendo, as pessoas estão morrendo e tudo virou uma desgraça só.


Um grupo de pessoas denominado de "O Restabelecimento" tomou o controle de tudo, dizendo que ia ajudar, e tudo ficou ainda pior.


A Juliette, que é a personagem central do livro, está presa em um hospício e todos os seus dias são um amontoado de medo, dor e solidão. E o texto do início do livro é bem parecido com o estado emocional dela: uma confusão só.


Você percebe pelos trechos riscados [assim, desse jeito que faço aqui no blog para dizer algo que deveria ter ficado só nos meus pensamentos] que ela esconde tudo aquilo que pensa e sente de verdade, com medo do que possa acontecer com ela.
Aí aparece o Adan. Nesse momento você deve estar pensando: ah, qual é, mais um casal sem graça?


Bem, não. Os dois não começam como um casal. Pelo contrário. Você tem absoluta certeza de que ele está traindo ela com uma peste daquelas bem peste. E ele está! Tudo o que estava ruim para a Juliette fica ainda pior depois que o Adan chega e... bem, não vou contar, né? hehehehe


Enfim, depois do início caótico, as coisas na cabeça da Juliette vão se acalmando e o texto vai ficando mais tranquilo [as partes riscadas realmente são ótimas], mas os acontecimentos vão ficando mais perigosos.


Eu disse que ele é bem diferente do que tenho lido, né? Mas estou falando nas mesmas coisas de sempre... uma quase-adulta-com-poderes-sobrenaturais, um gatão-que-ninguém-sabe-se-é-bom-ou-ruim e um malvadão-bem-malvado-mesmo.


Só que o diferente é que a mocinha tem tudo para ser a próxima "bomba atômica", o gatão tá mais para ajudante do capeta e o malvadão tem jeito de ser o mais honesto de todos. Tudo o que acontece de "mau" no livro tem justificativas tão bem dadas que, na situação da Juliette, talvez qualquer um de nós fosse topar entrar para o lado negro da força.


Mas então, tô eu aqui falando e falando e não acho que tenha falado coisa com coisa... é que o livro é, bem... desconcertante... tudo é absurdamente fantástico e fantasticamente absurdo, que não sobra outra alternativa a não ser acabar gostando dele.


Claro, como todo final de primeiro livro de série, termina naquele momento "Ai, que saco, acabou justo aqui?", deixando o leitor curioso com o que vai acontecer com os personagens [como sempre, né?].


Com tanto "como sempre, né?" que eu já disse aqui, você deve estar se perguntando o que ele tem de tão diferente, para eu dizer que ele não é nada como os últimos YAs que eu li.
E o fato é que eu não sei dizer. O conjunto do livro todo me agradou.
Desde o trabalho gráfico da Novo Conceito [aquela capa é tudo de bom, nossa mãe! ], até o texto confuso, que faz você se envolver com a Juliette de uma maneira peculiar.


Mas não garanto que todo mundo vá gostar dele. Acho que a pessoa vai ter que manter a mente aberta para as confusões que o texto vai causar, já que ele tenta expressar o estado emocional da personagem, deixando o leitor um pouco confuso.
Eu realmente recomendo que, se você ler, venha aqui me dizer o que achou dele.


Não li outras resenhas antes [estou fora da net tem uns dez dias], então não sei se alguém vai concordar comigo nessa.
Ele é bem... peculiar.
E eu gostei bastante dele.


Beijos!!


Sinopse: Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Livro-Trauma #07 - Deborah Simmons - Lobo Domado

 Oie Gente!!


A resenha de hoje é de um daqueles livros que fazem parte da minha interminável lista de traumas: Lobo Domado!


Ele estava na lista por dois motivos: é histórico e de uma série enorrrmeee!
Já tinha lido resenhas dele, já tinha ouvido comentários, incentivos e até algumas chantagens para ler, mas não tinha conseguido me animar para pegar o livro e enfrentar o medo.


Até que um dia... #MadreHooligan pegou o livro para ler!



Veja bem, pessoa que está lendo isso, #MadreHooligan não tem papas na língua e fala mesmo quando não gosta do livro. E como ela não é viciada nas autoras, não tem aquele oclínhos cor de rosa que todo bom viciado tem nos livros do seu autor favorito. [vide eu e meu consumismo incontrolável com a Nora Roberts]

Bom, #MadreHooligan disse que o livro era ótimo! Que os de Burgh é que eram Homens e todo o resto é imitação! [tá, #MdreHooligan não usou essas palavras, mas o espírito é o mesmo!] Lá fui eu procurar o bendito do livro para ler.

E não é que eu adorei??


Pera, pera, pera... Não quero dizer que eu gostei do livro todo, porque uma das minhas grandes dificuldades com Clássicos Históricos é o pensamento masculino (e até mesmo feminino) sobre o que eram as mulheres naquela época. Não dá, sempre acabo irritada quando leio sobre mulheres sendo tratadas como eram na realidade da Idade Média. Sei bem que eram todas vistas como propriedade e que a melhor coisa que poderiam oferecer era uma membrana ridícula do meio das pernas e o parto de uma ruma de filhos, mas não dá.

Já me bastavam os livros de história... nas minhas estórias eu gosto mesmo é das mulheres sendo muito bem tratadas pelos seus homens, respeitadas como profissionais e até podendo surtar porque quebraram o salto do sapato enquanto iam para uma reunião de fusão de empresas. [risos]


Deixa eu falar um pouquinho sobre o tal do Lobo... Não gostei nadica de nada do Dunstan no início do livro. Achei ele arrogante demais, abusado demais e qualquer outro demais negativo que você possa pensar. A pobre da mocinha apavorada tenta dizer para ele que vai acabar morta se voltar para onde ele está tentando fazer ela voltar e, o que ele faz? Diz que é imaginação dela, que ela não tem capacidade para saber disso e mais um monte de besteiras! [Lançamento de livro a distância só não foi praticado porque era versão digital]


Ah, aí ela passa ele para traz uma... duas... três vezes( /o ) e nada dele assumir que ela não é uma bocó descerebrada. Ô criaturinha arrogante!

Claro, eu comecei a perdoar a criatura quando ele vai atrás dela ao perceber que o Tio dela é o cão chupando manga verde com sal... mas o meu perdão foi revogado e ele foi enviado de volta para a prisão ao relegar ela à função de mobília de novo.

Homem teimoso, cruzes!

Se eu fosse mulher de uma criatura dessas, naquela época, eu acabaria na forca/fogueira, porque eu matava o traste! hehehehe


Ah, querem saber quem é #MadreHooligan? Não, não é minha mãe! #MadreHooligan é o apelido carinhoso da mamis de @Bluebeta!

Não adianta, não contarei o motivo do apelido! rs Deem uma olhadinha por aí e quem sabe vocês descobrem? hehehehe

Beijos!


Sinopse: Forte, corajoso, sempre alerta contra o perigo, Dunstan de Burgh, barão de Wessex, era comparado a um lobo selvagem. Destemido cavaleiro de mil batalhas, ele não acreditava no amor. Até o dia em que seu destino cruzou com o de Marion Warenne. Misteriosa donzela de passado nebuloso e olhar doce, Marion começou a derrubar todas as defesas armadas em torno do coração de Dunstan.

domingo, 1 de abril de 2012

@MaratonadeBanca #02 - Hannah Howell - Refém da Sedução



Oie Gente,


Como alguns de vocês sabem passei os últimos dias com minha avó no hospital. Ela teve uns problemas complicados, mas já está melhor.
Então durante as horas sentada assistindo ao soro pingar, precisei de alguma coisa pra fazer.
Aí Aproveitei que estava com o livro da maratona de banca no celular e fui lendo pra não surtar de ansiedade (ou enlouquecer as pobres das enfermeiras, aquelas almas santas que tiveram paciência de responder um milhão de perguntas 200 milhões de vezes).


Aí estou aqui no quarto, esperando outro médico chegar para começar a ver o que foi que causou as isquemias e rabiscando no celular essa resenha.


Uma das minhas grandes dificuldades com livros históricos é o comportamento e pensamento dos personagens, tão diferentes dos meus. É algo como tentar aprender um novo idioma. Você precisa treinar o cérebro para que aquelas palavras, tão sem sentido, tenham lógica e possam ser relacionadas com suas próprias escolhas. Quando comecei esse livro, a primeira coisa que me chamou atenção foi o sangue.


Essa Hanna é do mal, viu? Mal fazem 3 páginas de livro e já rola muito sangue! Fiquei me perguntando como podem chamar isso de literatura de mulherzinha. No começo do livro me sentia um pouco como a Jennet: não via sentido na maior parte dos acontecimentos do livro. Guerras sem fim, mulheres sendo tomadas como espólio de guerra. Tudo muito real, eu sei, mas ainda assim muito desagradável. O texto do livro é maravilhoso. Expressa bem a tensão da época e as dificuldades da vida na guerra. O trabalho de tradução e revisão estavam ótimos, acusando uma saudade enorme dos bons tempos. Rs.


Agora, o mocinho do livro é um caso a parte. Ele rouba a mocinha de um contento, a leva como espólio de guerra e a seduz, já que a quer como mulher, mas não quer que seja na marra, como muitos de seus conterrâneos. Ele é um homem enorme, daqueles que chamam a atenção de longe. É difícil definir o tipo dele, já que ora ele está coberto de sangue no meio da guerra, ora ele está todo sorrisos para a mocinha.
Eu o adorei, mesmo tendo dificuldade de aceitar ele tomar a Jennet como posse. Acho que passei a gostar mais do livro lá pelo final do primeiro terço, porque você vê que perto de alguns dos outros homens o mocinho é maravilhoso. Tem vários outros ótimos personagens no livro, o que permite algumas cenas ótimas em meio às partes mais tensas. Ele foi um bom companheiro em um momento difícil.


Beijos.


Sinopse: Escócia, 1318


Nos braços do inimigo...
Jennet Graeme testemunhou tragédias terríveis ao longo dos muitos anos de conflitos entre ingleses e escoceses. Quando os escoceses invadem o convento onde ela se refugiou, Jennet resiste e desafia o guerreiro bonito, alto e loiro que a toma como refém. Mas a força bruta de Hacon é avassaladora, e Jennet é forçada a cavalgar com ele por aquelas terras sem lei, cuidando dos feridos, protegida e desejada por um homem a quem ela quer odiar... mas não consegue... Hacon Gillard se sente tocado pela bondade e generosidade de Jennet. Como cavaleiro do rei, ele jurou lealdade a seu soberano, mesmo perdendo o coração para aquela jovem encantadora. E então, o impiedoso guerreiro começa a sonhar com algo que vai muito além do calor das batalhas...