sábado, 30 de junho de 2012

Resenha #291 - Lionel Shriver - Tempo é Dinheiro

Oie Gente!!


Sei que vocês não veem muitas resenhas sendo postadas aos sábados aqui no blog, mas dessa vez eu abri uma exceção para "Tempo é Dinheiro" por um único motivo: o livro é foda!


Se vocês já leram "Precisamos Falar Sobre o Kevin", também da Lionel Shriver, sabem que ele é inquietante, com todas aquelas reflexões da Eva e todas aquelas dúvidas e temores.
E eu gostei dele, mas nada, absolutamente nada comparado com a experiência incrível que foi ler "Tempo é Dinheiro".


Quando eu pego um livro, leio todos os escritos dele: capa, contracapa, aquelas opiniões de jornais, orelhas... leio tudo.
E sempre fico meio desconfiada  para ver se são exagerados. Mas, dessa vez, nenhum deles é exagero:




Uma história visceral e profundamente sensível sobre como a doença afeta os relacionamentos e como os esforços para lidar com a mortalidade remodelam vidas. O entendimento de Shriver sobre as pessoas é tão íntimo, tão sentimental, que faz com que os personagens fiquem permanentemente gravados na imaginação dos leitores.


THE NEW YORK TIMES



E o livro é exatamente isso: visceral.
Vocês sabem que eu não gosto dos livros do Nicholas Sparks porque alguém sempre morre no final, certo? Mas acontece que não é só por isso. Até aceitaria que ele matasse um dos personagens, se houvesse um sentido nisso tudo, uma lição ou fosse algo bem realista.
Só que não é o caso dos livros do Nicholas. Ele me parece apenas querer fazer você chorar. Só.


Aí eu catei "Tempo é Dinheiro" já sabendo que era um drama, que era quase impossível que todos os personagens saíssem vivos e que iam haver muitas, muitas lágrimas.
Mas foram lágrimas conquistadas, pela Shriver, com conteúdo!


Acho que a primeira coisa que preciso dizer para vocês fazerem é ler a sinopse. Ela explica o essencial para o início da leitura, já que lá você vai entender o motivo de eu saber do drama intrínseco.
Depois disso, preciso dizer que todos os personagens são incríveis.


O Shep é basicamente o cara responsável da família. Faz tudo certinho quase sempre, está sempre pronto para ajudar aos outros e apoiar a família. Montou uma empresa de "faz-tudo", ganhou uma boa grana, mas sempre se deixou controlar pela esposa, Glynis.
A Gnu é uma artista plástica frustrada, que tem alguns problemas com perfeccionismo e que adora apontar os erros dos outros e criticá-los.


Os dois são opostos completos. Como definidos pela própria "Shriver", o Shep é a água, maleável, adaptável e, em alguns momentos, destruidor.
A Glynis é como um metal, dura, fria e difícil.
Você pode imaginar que esses dois teriam tudo para dar errado mas, quando lê, vê que a autora conseguiu combinar os dois muito bem.


Além deles dois, ainda temos a incrível Flicka, que tem uma doença genética raríssima chamada disautonomia familiar, é mal humorada, mal educada, antipática e cheia de um humor seco e sarcástico típico de uma adolescente rebelde com causa. Ela simplesmente se recusa a ser um poço de felicidade, tendo uma doença rara e terrível.
E eu adorei ela! rs


O pai e a mãe dela também são personagens marcantes e opostos, que viverão uma situação muito escrota, daquelas em que você não acredita que alguém caia, mas sabe que ainda cai.


Gente, não dá para falar de todos os personagens. Eu ia ficar falando de cada um deles e o motivo de eu ter gostado de cada antipatia altamente realista. [risos]


O livro é muito, muito, muito, etc, etc, etc, dramático. Também é hilário, sexy e romântico na mesma medida. Me fez chorar, rir, xingar a estupidez e o egoísmo humano e dizer "puta merda, pior que as pessoas são assim mesmo!".


No final da leitura você vai, assim como o Shep, perguntar: qual o preço de uma vida humana?


O livro é, como diria uma pessoa que eu conheço, fodástico. Não gosto de dar estrelas, mas pra esse eu dou cinco completas!

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Beijos!


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XXXXX



sexta-feira, 29 de junho de 2012

@MaratonaDeBanca #04 - Deborah Simmons - A Esposa Virgem


Oie Gente!


Nossa, passei um sufoco esses dias, viu? Minha lista para a Maratona simplesmente desapareceu!
Foi preciso apelar para a super @CarolineSantos, que tinha a minha listinha, para saber o que eu tinha que ler! hihihihih


E aí que dessa vez é Deborah Simmons, já que o tema era Históricos e ela é das poucas que realmente me agradam no gênero.
Esse livro é o segundo volume da série De Laci e nele temos a estória de Nicholas e Sophie.
Ele é o irmão da Isadora lá de bodas de fogo, que deseja a todo custo se vingar de Hexham, que o abandonou para a morte durante as Cruzadas.


Quando eu comecei a ler, fiquei me perguntando onde diabos tinha ido parar a Isadora. Tive que apelar para meu sistema de informações @Bluebeta, que nesse post nos explica a mudança do nome da personagem.
No original ela se chama Aisley e foi alterado em "Bodas de Fogo" mas mantido em "A Esposa Virgem". #quementende?


Depois das primeiras doze páginas eu já odiava o Nicholas com todas as minhas forças.
Não me interessa se os homens da idade média eram daquele jeito, que a Deborah foi fidelíssima na pesquisa, um homem desses que resolve se vingar na pobre noviça porque o tio dela era o cão chupando manga, pra mim só merece ficar sentando num formigueiro (de formigas de fogo, por sinal) .


Só que quando eu cheguei na página 12 eu já ria a gargalhadas pelo que o futuro reservada para ele.
Sophie não era nada do que ele esperava.


Eu já tinha lido esse livro, mas reler é sempre uma aventura.
Nicholas é uma das criaturas mais absurdas que eu já "conheci".
Ele grita, esbraveja, reclama, reclama, reclama. Tudo isso enquanto diz que não gosta da mulher, que vai fazer ela sofrer, que vai se vingar, blá, blá, blá.
Mas aí é só ela dar um gemido doente para ele tomar vergonha e tento e começar a tratá-la que nem gente. rs


Certo, ele continua gritando, esbravejando, etc, mas aí já é porque quer mantê-la viva.
Dá para dormir com um barulho desses? rsrs


Eu adorei o livro, como aconteceu com todos os livros da Deborah que eu já li.
É divertido, tem ação e o romance é bem ao estilo "homão gostosão é gamado na mocinha mas se recusa a admitir".


Tradução: bem do jeitinho que eu gosto. hahahaha
Infelizmente esse livro está esgotado em todos os cantos que você possa imaginar.
Para quem faz coleção do gênero só resta torcer para alguma editora republicar, já que a Nova Cultural não lança mais livros impressos.


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Banca de Quinta #30 - Anne Mather - Destino Marcado

Oie Gente!


Vocês lembram que semana passada falei aqui de um livro da Anne Mather, certo?
Pois é, hoje também é livro dela, também dos antigões.


Acho que "Destino Marcado" deve ser um dos livros mais clichês da Anne Mather. Tem ex-mulher traíra e vingativa, irmão mais novo canalha, traidor e aproveitador, workaholic abandonado e traído e a moça tímida, honesta e um pouco ingênua, que cai no meio da trama para ser a nova paixão do pobre irmão traído.


O livro tem, ao todo, uns dez personagens. Tudo o que acontece nele eu ia dizendo: já vi isso antes.
Mas a grande sacada da Anne Mather nesse livro é justamente a pobre moça inocente, que é o ponto exato entre uma palerma e uma mulher decidida.


Não, gente, não estou exagerando.
Ela vê o babaca do  Oliver caindo direitinho nas armações e insinuações do irmão dele, Tom. Aí ela se revolta com o Tom, passa o maior sermão nele. Nesse momento você imagina que ela vá dizendo ao Oliver exatamente o que está acontecendo, certo?


Errado. A bocó me resolve ir embora para San Luís. Simples assim.
Nesse momento, onde você está preparada para defini-la com uma palerma do tipo 100% puro, ela resolve tomar as suas próprias dores e joga na cara do Olivier que ele é tão safado quanto o irmão e que de coitadinho não tem nada.


Depois, quando você também tem em mente uma imagem dela de "sou certinha", ela chuta o balde e... bom, não posso completar esse "e", mas vou dizer que é mais um daqueles momentos de "sou o ponto médio exato entre uma bocó e uma decidida".


Bem legal!


Claro, né, gente, não é exatamente um livro perfeito, mas essa ambiguidade da Grace (ela ainda tinha que se chamar Grace, para completar o pacote) deixam ele um clichê bem não-clichê.


E, claro, tem sorteio!

Para participar basta seguir o @In_Death e tuitar a frase a seguir:

"No #BancaDeQuinta30 eu vou ganhar "Destino Marcado" do @In_Death. http://bit.ly/BancaDeQuinta30"

Dessa vez não será feito pelo Sorteie.me, já que ele está fora do ar desde ontem (e por isso ainda não consegui fazer o sorteio do Banca de Quinta 29), e sim pelo http://twicket.heroku.com/.

Por isso, utilizem a hashtag completinha, ok?

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Beijos!

 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Terça Sobrenatural #29 - Lily Blake - Branca de Neve e o Caçador



Oie Gente,
O livro de hoje é de um estilo que normalmente não faz parte das minhas leituras regulares: adaptações.
No caso deste é a adaptação do clássico da Branca de Neve para novos moldes.

No caso de "Branca de Neve e o Caçador", as bases do clássico tiveram algumas alterações.
Os sete anões não são fofinhos e limpinhos.
Nope! São bêbados, briguentos, encrenqueiros e fedidos!
Tudo isso porque a Rainha tomou posse de suas minas e, desprovidos de seu orgulho, acabaram se entregando aos vícios.
A Rainha má dessa vez quer vingança, já que o Rei matou toda a sua família e destruiu sua aldeia.
Ela deseja matá-lo e destruir tudo aquilo que ele ama.
E é quando ela está pondo essa vingança em prática que o livro começa.
Definitivamente não é um livro de história infantil!

Eu sinceramente não gosto dessa moda de adaptar clássicos.
Sei lá, acho muito complicado você pegar algo de séculos e tentar modificar, adaptando, algumas vezes, a realidades totalmente diferentes da época ou a modinhas sobrenaturais.

O trabalho de diagramação da Novo Conceito foi um capítulo aparte. A capa é linda, as divisões de capítulos ficaram show e o kit foi de outro mundo.
Como vocês podem ver aqui, eles tiveram uma delicadeza nela que salta aos olhos.
Agora a revisão pecou um pouco.
Achei alguns erros de concordância nominal (e olha que eu sou terrível nisso, hein?), mas nada absurdo que vá estragar a leitura.

Também percebi algumas falhas básicas no texto da autora, mas eu tenho que confessar que não sei se no compilado pelos Irmãos Grimm, já que nunca li o original. rs
Por exemplo, tem uma personagem que passa anos restrita a uma sela. E aí, quando ela consegue fugir, ela corre igual uma maratonista! E também sabe tudo de táticas de guerra.
Tipo, oi? Dez anos presa e nenhuma consequência psicológica?
Mas isso sou eu sendo implicante por ser uma adaptação.

Tem muitas outras coisas no livro que eu não gostei, mas se eu explicar vai estragar a leitura do pessoal.
Se uma coisa ou outra houvesse terminado diferente eu teria gostado bem mais.

No final só posso dizer que o livro é legalzinho, da para ler numa manhã e é uma boa pedida para uma diversão sem grandes pretensões filosóficas.

Beijos

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SNOW WHITE AND THE HUNTSMAN - GOODREADS - BOOK DEPOSITORY





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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Resenha #287 - Tony DiTerlizzi - Em Busca de WondLa

Oie Gente!




Mês de junho foi recheado de livros da Intrínseca, repararam?

E um deles eu li por indicação da Nanie, que ficou encantada depois que leu, como vocês podem ver aqui. É o livro "Em Busca de WondLa", do americano Tony DiTerlizzi.

Quando eu vi o nome eu não reconheci. Só mesmo quando comecei a ler foi que percebi que era o autor de "As Crônicas de Spiderwick".


Aí o livro chegou, eu me encantei com a capa, com as funções interativas "do livro", já que com uma webcam e uma conexão com a internet é possível acessar coisas bem legais nesse site e com as ilustrações, exatamente como a Nanie predisse.
Claro que eu só me achei nessa função porque segui a explicação da Nani, que você pode ver bem aqui, e desta errata da Intrínseca.


"Em Busca de WondLa" é uma ficção científica recheada de aventuras e coberta por uma deliciosa cama de fantasia, onde Eva Nove, uma menina humana de 12 anos, deve descobrir porque ela é tão diferente de todos ao seu redor.

Acompanhada de algumas criaturas fantásticas dignas de Senhor dos Anéis e de uma Robô à la Isasc Asinov, ela se aventura por um mundo mágico e perigoso, em busca de outros como ela.


Eu adorei o livro e entendi em todos os gêneros porque a Nanie ficou tão empolgada.
É uma daquelas raríssimas obras que conseguirá divertir você, tenha você 12, 30 ou 50 anos.

A descrição do autor é maravilhosa, mas as ilustrações deixam tudo perfeito.


 As aventuras da personagem e o jeito que ela escapa de alguma delas é bem condizente com a idade dela, ao mesmo tempo em que as dúvidas e medos são perfeitos para a  situação dela.

No final da leitura você percebe que tudo foi feito na dose certa: o mistério, a ficção científica, as aventuras, as dúvidas, os vilões...


Tem alguns momentos típicos do gênero, com algumas lições de vida, de comportamento... mas tudo são sutil que nem o mais rebelde dos pré-adolescentes conseguiria implicar.

RECOMENDO! 



Beijos!


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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Livro-Trauma #08 - Erik Larson - No Jardim das Feras



Oie Gente,

Já viram que hoje eu vim de Livro-Trauma, né?
Mas é um livro-trauma diferente dos habituais.
Normalmente eu pego um livro de ficção de um gênero que não faz o meu estilo habitual, mas dessa vez eu aceitei um desafio: vim de não-ficção: biografia, de alguém que vivem na "Alemanha de Hitler".

Eu tenho uma dificuldade enorme com biografias de qualquer tipo.
Acho algo muito complicado de ler se não sou fã da pessoa, porque algumas das informações não são algo que vá fazer diferença para mim.
E apesar de não conhecer William E. Dodd, livros sobre a época do nazismo sempre me emocionam, então respirei fundo e comecei a ler.

Nossa, gente, foi difícil.
Não dá para dizer que as coisas que acontecem no livro são uma surpresa, porque elas não são.
Todo mundo sabe das atrocidades cometidas pelos alemães e, por mais que se diga que muitos estavam só cumprindo ordens, que não tinham outra opção, eu sempre vejo pelo fato cru e real: as pessoas optaram por fazer atrocidade com outras pessoas.
As que não estavam fazendo atrocidade achavam tudo àquilo normal e, das reclamações que poucos estavam fazendo, achavam um exagero.
Na página 65 existe um trecho que reflete isso muito bem:



Marha retrucou que a Alemanha estava em meio a um renascimento histórico. Os incidentes ocorridos eram, com certeza, apenas expressões fortuitas do intenso entusiamo que tomara conta do país. Nos poucos dias desde a sua chegada, não vira nada que confirmasse as histórias de Schultz.

É preciso ter em mente que apesar de ser uma história na "Alemanha de Hitler" e não sobre a Alemanha de Hitler.
Muitos dos capítulos são sobre a vida comum de Dodd, como a escolha da casa, as particularidades sobre sua família e coisas do dia a dia.
Eu não sou especialista em não-ficção e menos ainda em biografias, mas eu gostei bastante dela.
Tem todos aqueles detalhes de uma vida comum, mas também tem muitos questionamentos. Alguns exatamente iguais aos que eu faço aos meus livros de história quando estudo essa época da humanidade.



O complicado de ler um livro assim é saber que por mais que o tempo tenha passado nada mudou.

Apenas as figuras foram alteradas, mas maiorias ainda exterminam minorias.

Governos e governantes ainda assassinam populações ineitinhas por elas serem diferentes, terem religiões diferentes ou pelos assuntos mais imbecis.

Não é um livro para qualquer um, já que ele conta das opções que pessoas tomaram e que, mesmo não tendo sido a que determinou o extermínio, ajudaram a fazer isso.

Não esperem que apareça um heroi, porque ele não irá aparecer.

No "Das Vorspiel*" o autor diz o seguinte:




Não há heróis aqui, pelo menos daquela variedde que figura em A Lista de Schindler, mas há lampejos de heroísmo e pessoas que se comportaram com inesperada elegância. Já sempre nuances, embora por cvezes tenham natureza perturbadora. Este é o problema da não ficção. É preciso deixar de lado aquilo que todos nós -- agora -- sabemos ser verdade e tentar seguir meus dois inocentes pelo mundo tal qual o conheceram.



 

Mas de todos os acontecimentos, de todos os momentos relatados e vividos pelos personagens, os mais difíceis de acompanhar são os da imobilidade humana. Ver presidentes, Chefes de Estados e outras figuras históricas simplesmente não fazerem nada contra as atrocidades e os abusos apenas porque não eram com o seu próprio povo.


Realmente foi... aterrador.




 Beijos!


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Banca de Quinta #30 - Anne Mather - Grávida em Segredo

Oie Gente,



Semana passada não teve Banca de Quinta por conta da reforma.
E por conta da dona Harlequin Brasil eu não pude ainda fazer o Banca de Quinta com o livro da Nora que eu havia escolhido, já que ela simplesmente não entrega livros em Belém tem meses!


Já me disseram que logo, logo vai voltar ao normal, que o problema era no distribuidor, mas até agora eu não vi livros nas bancas.
Mas enquanto os livros não voltam, vou resenhar as pilhas de romances de banca que tenho em casa.


Alguns eu fazia coleção e hoje em dia não faço mais, então preferi dividi-los com vocês aqui no blog do que abandoná-los naquele sebo cheio de mofo, de onde eu resgato pobres e inocentes livrinhos.E o escolhido dessa vez foi outro livro da série Paixão, também dos volumes iniciais.


"Grávida em Segredo", da Anne Mather, é o Paixão nº 07, e é da época em que eu ainda gostava dos livros da Anne.


Então, gente, esse livro é sobre uma mulher que teve uma noite de amor envolta em drama com um espanhol gostosão.
Aí, óbvio, ela fica grávida e resolve manter isso em segredo.


E aí começa todo o dramalhão.
Ele fala uma coisa, ela entende outra. Ele diz que está apaixonado, que ela é a mulher da vida dele, ela acha que ele está com pena dela, porque ela é uma pobre viúva rica e uma mulher velha.
Tradução: ela não tem autoestima e ele está gamadão.


Mas vá lá, mesmo assim eu gostei do livrinho.
Chega a ser ridículo o quanto vemos que ele está apaixonado e o quanto ela nega isso.
Sério, mais tapada do que essa eu nunca vi. hihihihihih


E como eu sou muito legal cof cof vou dividir ele com vocês!
Né legal? rs


Para participar é o de sempre:


1) Seguir o @In_Death no Twitter;
2) Tuitar a frase a seguir:


"No #BancaDeQuinta29 o @In_Death vai me contar quem é que está "Grávida em Segredo". http://kingo.to/17CJ


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 Beijos!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Terça Sobrenatural #28 - Rick Riordan - O Filho de Netuno

Oie Gente!


Então... uma semana sem post, né? É que a casa estava em reforma e sentar para resenhar estava impossível.
E nem mesmo ler eu consegui. *pausa para suspiros tristes da blogueira*
Aí, quando a reforma finalmente acabou, chegou "O Filho de Netuno", que eu não aguentava mais esperar.
Larguei tudo e fui ler.


Agora, antes de começar a resenha, preciso avisar que existem spoilers sobre "O Herói Perdido". São inevitáveis, então só leiam se vocês sabem o que aconteceu no primeiro livro.


Gente, vocês sabem que eu adoro infanto-juvenil, certo? E sabem que eu gosto ainda mais de Percy Jackson, que compartilha comigo a maldição de Murphy.
Já resenhei todos os livros da série Percy e os Olimpianos e continuei a saga em Os Heróis do Olimpo.
Mas eu preciso confessar algo que não disse na resenha de "O Herói Perdido": eu realmente tenho pavor de séries continuação.


Sempre fico com medo do autor perder o prumo e estragar minha série ou mudar os personagens de tal maneira que acabe não os reconhecendo.
E graças aos Deuses não foi o que o Rick fez dessa vez.
"O Filho de Netuno", segundo livro de Os Heróis do Olimpo, começa com o Percy fugindo, completamente sem memória, exatamente como o Jason estava antes de chegar ao "Acampamento Meio-Sangue".
E, exatamente como aconteceu com ele, Percy está indo em direção ao acampamento "inimigo".
Ele está sem memória, como Jason, e só consegue se lembrar do nome da Annabeth.
Quando ele chega ao Acampamento Júpiter e descobre os semideuses e percebe que tudo o que viveu nos últimos dias não é nada comparado ao que está por vir.


Eu gostei bastante do livro, mesmo o com o Percy sendo meio bocó no início.
Tá certo, eu sei que tinha que dar um desconto por ele estar sem memória, mas é complicado de ver ele agindo como se tivesse 12 anos, quando na verdade já tem 16.


Mas para balancear essa crise do Percy, o Rick dá a ele dois novos amigos maravilhosos: Frank e Hazel.
Hazel Levesque é uma menina de 14 anos, criada em Nova Orleans e que tem poderes muito estranhos.
Frank Zhang é sino-canadense (descendente de chineses, nascido no Canadá), se acha um bobão e tem corpo de guerreiro e carinha de bebê. (sim, isso é relevante no livro, juro!).


Os três juntos conseguiram se meter em tantas confusões que eu me senti totalmente em casa.
Gente, mas acontecem tantas coisas com eles que chega a dar dó! [risos]
Em alguns momentos estava com tanta pena dos três que já queria que o livro corresse e acontece logo e bendita da batalha!
Pobres semideuses sem sorte. Rick foi malvadão e aprontou todas com eles. rsrs adoro!


Mas vocês sabem quem está surpreendente? Juno! Pela primeira vez desde (rá-rá) eras, ela até que é bem sincera no que quer e nos motivos de ter feito o que fez.


Agora, gente, os comentários sarcásticos são um capítulo inteiro a parte.
Eles me fizeram gargalhar (e gemer)  boa parte do livro.


Mas, pelo amor de todos os finais de livros desesperadores, ele tinha mesmo que acabar ALÍ??
Nossa, eu queria entrar nas páginas e correr para saber o que ia acontecer!
O pior de tudo é ter que esperar até outubro, quando sai "The Mark Of Athena".


Mas, como sempre acontece com livros do Rick Riordan, eu adorei!
Recomendo!


 

SINOPSE - SKOOB - EDITORA INTRÍNSECA - SARAIVA - SITE DO AUTOR


HOT SITE DA SÉRIE - THE SON OF NEPTUNE - GOODREADS - BOOK DEPOSITORY

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resenha #283 - Harlan Coben - Jogada Mortal

Oie Gente,


Eu comecei a ler a série Myron Bolitar totalmente fora de ordem e, como gostei muito dela, resolvei pegar os outros livros para ler.
"Jogada Mortal" é o segundo livro da série e o terceiro livro que eu leio. rs


Como eu comecei a ler do último livro para o primeiro, eu percebi que alguns dos personagens eram muito diferentes, Myron incluído, nos livros iniciais.
Em Jogada Mortal eu já gostei mais deles e entendi muita coisa que não fazia sentido por ter lido o 10º e depois o 1º livro.


Gente, vocês lembram que eu falei que o Myron  se metia nas coisas e parecia só fazer piorar? Bem, ele também faz isso nesse livro.


Talvez por ter sido do FBI ele ache que pode resolver tudo sozinho, mas, nossa!!!!, ele as vezes mete MESMO os pés pelas mãos.


Dessa vez o livro começa com uma ex-atleta que resolveu voltar às quadras e vai atrás dele para que ele a ajude. Só que antes deles fecharem um acordo, durante o jogo de um outro cliente dele, ela é assassinada. O suspeito? O cliente!


Gente, é muito difícil fazer um resuminho do que acontece, porque eu acabaria estragando as rasteiras que o Harlan vai dar em vocês durante a leitura.
Todas as vezes em que eu dizia "não, foi isso que aconteceu! Tenho certeza, olha só" ele vinha e acabava com as minhas esperanças.


É bem verdade que eu entendi alguns dos suspenses do livro ainda bem no início, mas o verdadeiro culpado eu só descobri bem perto do final.
Também foi bom ver alguns dos personagens que me encantaram em "Alta Tensão" finalmente dando as caras e, assim como a Esperança, eu continuo não gostando muito da Jessica. u.u"
Tá, fiquei com pena dela dessa vez, porque ela passa por algumas coisas bem punks, mas eu ainda acho que a vaca traidora moça vai aprontar uma feia com ele e deixar ele quebrado, aos pedaços, para terem que recolher os caquinhos depois.


Agora, gentem, o que é o Win nesse livro!
Ele praticamente veste a capa de Super Homem e sai por aí defendendo os amigos! Minha NOSSA, gente!
Deu até medinho dele, viu? O.O


O livro é pequeno, são só 256 páginas, e dá mesmo para ler em uma tarde.
Principalmente porque quando você começa a ler simplesmente não quer mais largar.
Recomendo!


SINOPSE - SKOOB - EDITORA ARQUEIRO - SARAIVA - SITE DO AUTOR


DROP SHOT - GOODREADS - BOOK DEPOSITORY


Ordem dos livros:

1. Deal Breaker (1995) Quebra de confiança (Arqueiro, 2011)

2. Drop Shot (1996) Jogada Mortal  (Arqueiro, 2012)

3. Fade Away (1996) LANÇAMENTO PREVISTO SETEMBRO/2012

4. Back Spin (1997) LANÇAMENTO PREVISTO FEVEREIRO/2013

5. One False Move (1998) LANÇAMENTO PREVISTO SETEMBRO/2013

6. The Final Detail (1999)

7. Darkest Fear (2000)

8. Promise Me (2006) A promessa (ARX, 2008)

9. Long Lost (2009) Quando ela se foi (Arqueiro, 2011)

10. Live Wire (2011) Alta tensão (Arqueiro, 2011)

 

 

domingo, 17 de junho de 2012

[Resultado] Quebra de Confiança via @EditoraArqueiro

Oie Gente!

Hoje vim postar o resultado da promoção de "Quebra de Confiança", feita com o apoio da Editora Arqueiro.
Foram 1225 participações e quem levou para casa um exemplar do livro do Harlan Coben foi...

a Rafflecopter giveaway


 

Parabéns!

Envie seus dados para blog.in.death@gmail.com em até três dias úteis!

Para conferir o resultado basta logar no script do sorteio.
Beijos e até a próxima!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Terça Sobrenatural #27 - Roberta Spindler e Oriana Comesanha - Contos de Meigan: A Fúria dos Cártagos

Oie Gente,


Bom, eu confesso que eu não sabia como começar essa resenha.

Pensei, pensei e nada do que eu escrevia parecia estar a altura da aventura que foi ler o primeiro livro da trilogia "Contos de Meigan" e nem representavam uma mínima parte do que foi a ansiedade de lê-lo.

Primeiro fiquei ansiosa porque o livro era enorme e eu não queria ler aos pedaços, o que atrapalharia a leitura. Levei uns dois meses para conseguir uma folga e ler ele com tranquilidade.


O outro grande motivo da ansiedade é conhecer a autora. E é um conhecer do tipo todo sábado/domingo estamos papeando na Saraiva. rs

Admito, vai... deu aquele medinho básico antes de começar a ler e aqueles fantasmas pairando na cabeça: "ih meu pai, e se eu não gostar?" "E se achar ruim?" E se isso... e se aquilo...

Vocês sabem como é, né?

Então quando surgiu aquela folguinha, respirei fundo e fui ler.


E, gente, foi uma viagem maravilhosa!


Ao contrário do que o título sugere, Contos de Meigan não é um livro de contos e nem Meigan é uma pessoa.

Meigan é um lugar, uma dimensão paralela à Terra, onde a magia é a regra e guerras terríveis definiram a sociedade atual.

É bem complicado explicar o início do livro, já que são muitos detalhes e seria preciso uma resenha inteirinha só para explicar as o que e como é Meigan.

Mas aqui você consegue ler o prólogo, que explica muito bem tudo isso.


Eu já resenhei fantasia infanto-juvenil de todo tipo aqui no blog, mas esse é o primeiro livro de fantasia adulta, que não é um romance, que eu resenho.
Então perdoem a resenha enorme, mas desde Senhor dos Anéis esse tipo de fantasia não me  empolgava tanto.


Acho que todo mundo aqui viu ou ler Senhor dos Anéis e sabem o quanto a estória é diferente de tudo o que veio antes dela. Explicar Meigan seria como explicar SDA para alguém que nunca ouviu falar de hobites: um trabalhão. E com Meigan é a mesma coisa.

Apesar das pessoas parecerem com humanos os poderes que cada uma tem e as particularidades de cada poder e da estrutura política de Meigan são tão diferentes que é impossível dizer que se parece com qualquer outra coisa.

Vou tentar só dar as indicações básicas dos acontecimentos, para vocês entenderem mais ou menos o que vou comentar.


"A Fúria dos Cártagos", primeiro livro da trilogia "Contos de Meigan" começa com o retorno da Maya para Meigan no exato momento do início de outra guerra contra os Cártagos.

Ela é filha da Shyrat, que é a governante de Meigan, e fugiu para a Terra depois de muitas brigas com a mãe.

No início do livro eu realmente detestei a Maya.

Ela é cabeça-dura, teimosa e orgulhosa demais pro próprio bem, caracterizando muito bem uma pessoa que resolve fugir de casa só porque não consegue se entender com a mãe.

Achei que fosse entrar para o time das que detestam ela, mas no decorrer do livro você percebe que ela vai mudando, que deixa de ser tão egoísta e que começa a entender que nem tudo gira do redor dela.

Quando ela chega em Meigan, ainda em um estilo aborrecente de ser, se depara com seu mundo de pernas pro ar, uma guerra que nenhum magi tem esperança de ganhar sozinho e muitas, muitas dificuldades.


Além da Maya, a estória do primeiro livro nos apresenta os misteriosos e temíveis Guardiões. Todos em Meigan tem pavor deles e ninguém sabe explicar exatamente porque.

E isso tinha tudo para continuar exatamente assim, não fosse o encontro da Maya com o Guardião do 7º Portão. eu quero um pra mim, eu quero um pra mim!
Aí quando ela aparece na vida dele tudo, tudinho mesmo, vira de pernas pro ar.


Vocês não tem ideia de como está sendo difícil não falar de todos os personagens, mas isso faria dessa resenha um livro e aí ia estragar a graça, né? [risos]
Só vou dizer mais uma coisa sobre eles: vão fazer você sofrer. Muito.
Você vai adorar alguns, ficar torcendo por eles e, de repente, você percebe que eles não são nada do que você imaginava. Ou, pior ainda, vemos aquele personagem que adoramos serem arrebatados pelo outro lado e... errr... melhor parar, né? rs



Quando eu comecei a leitura e vi que não tinha um glossário pensei seriamente em ficar desesperada. Fiquei me imaginando no meio do livro totalmente perdida, tentando a todo custo gravar todos os termos, nomes e palavras diferentes que são apresentados pelas autoras.


Só que quando eu cheguei lá pelo sexto capítulo eu percebi que não ia precisar.

Elas foram reforçando cada um desses termos ao longo do texto, explicando um pouco mais sobre cada um e permitindo que você criasse sua própria definição.


Também tinha medo de ficar entediada nas partes explicativas do livro como eu fiquei em Senhor dos Anéis só que isso não aconteceu, já que depois do prólogo, todas as explicações sobre o mundo são entremeadas com cenas de ação e sangue. Muito sangue.



Acontecem tantas coisas no livro que é difícil falar sobre o que eu mais gostei.
E o mais incrível é que, mesmo com tanta coisa acontecendo, eu não me vi perdida no meio dos fatos.


Outra coisa bem legal é que o lado malvado do livro não é malvado só por ser.
Eles tem motivos relativamente justos para começarem a guerra (ao menos na teoria), já que Meigan é sua terra natal e tudo o que eles querem é voltar para lá.


O problema, é claro, são os políticos! Eta racinha terrível, minha gente! Até na fantasia eles conseguem desvirtuar as coisas e, na surdina, vão fazendo as coisas acabarem em vantagem para eles.


A trilogia é totalmente sequencial, então o final é de arrasar e deixar você insano.
O livro é muito bom, seja para quem gosta de fantasia , para quem curte uma boa aventura ou gosta de livros cheios de conspirações.


É muito difícil colocar no papel tudo o que senti enquanto lia, porque qualquer migalha de informação  vai messsmoo estragar algumas surpresas.


Então só posso dizer que é cheio de mistério, magia e reviravoltas incríveis!


R-E-C-O-M-E-N-D-O!


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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resenha #281 - J.D. Robb - Dilema Mortal

Oie Gente!


Vocês sabem, existe uma força maior que move a paixão nossa de cada dia: o orçamento.


É esse intrometido que faz você ter que esperar meeesssesss após o lançamento do livrinho que você estava louca pra ler para poder comprá-lo. Ou então você tem que esperar uma amiga fofa ganhar no Twitter e trocar com você. Elis linda, te lovu!!


Aí chega o seu livro querido, você jura que vai esperar até chegar mais perto do próximo lançamento para reler, mas quem disse que você aguenta? Você larga absolutamente tudo o que estava lendo antes, muda toda a sua programação do blog e simplesmente devora o pobre livro.


E, bom, foi isso que eu fiz com Dilema Mortal.


Todo mundo aqui sabe que eu adoro a série, que já li todos os livros que saíram em inglês e até que cometi algumas insanidades e comprei alguns originais. [risos] Mas isso não quer dizer que eu acho todos os livros perfeitos.


Por exemplo, a Nora sempre faz a mesma descrição do Roarke, com as exatas mesmas palavras. e todas elas me fazem suspirar [risos] Ela também descreve os olhos da Eve da mesma maneira e as vezes faz você ficar dividida entre achar isso divertido ou achar isso um tédio.


Só que nada disso acontece em Dilema Mortal.


Dessa vez nossos queridos personagens estão metidos no meio de uma conspiração envolvendo a pior de todas as agências governamentais, algo como uma mistura de CIA com Serviço Secreto e a equipe brasileira do Mensalão, sacam?


Em Dilema Mortal tem espiões, tecnologia de ponta, assassinatos bem sangrentos, um grupo terrorista bem do mal e uma escolha terrível.


Roarke descobre, durante a investigação da Eve, que algumas pessoas sabiam do que acontecia naquele quarto em Dallas. O resultado? Ele quer matar todos eles!
E isso, claro, cria um conflito terrível para o nosso querido casal, já que para a Eve isso seria assassinato puro e simples e, para o Roarke, isso é apenas justiça.


Acho que esse é o primeiro (de vários) livros onde os dois acabam ficando em lados opostos e tendo que escolher se seguirão seus corações ou suas visões de certo ou errado.


Além de tudo isso aí, em Dilema ainda temos algumas cenas com a Mavis que são... mais que demais!
Ela está impagável e tem uma cena com a Eve de fazer você chorar de rir.


E falando em chorar, ainda tem as cenas da Eve com a Mira. Oiiinnnn, gentem! São tão fofinhas!
E o Denis? Cenas da Eve e o Denis juntos sempre acabam em suspiros fofos. ´[risos]


Mas chega de contar detalhes do livro!


Só vou dizer que apesar da falta de vários palavrões (quando as editoras vão entender que gostamos de ler nossos personagens mandando os outros irem se foder, tomar no cu e dizendo "porra, porra, porra!" ao invés de "maldição, maldição, maldição??) o livro não perdeu todo o clima e é uma leitura maravilhosa!

Recomendo!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Resenha #280 - Giorgio Faletti - Memórias de um Vendedor de Mulheres

Oie Gente,


Essa semana eu recebi da @Intrinseca o livro "Memórias de um Vendedor de Mulheres", do italiano Giorgio Faletti.


Eu gostei muito do livro, mas preciso ressaltar que ele não é nada do que eu esperava.
É certo que com um título desses não dá para imaginar que o livro vai ser uma perseguição policial depois da outra, certo? Mas ele também não é uma biografia chata e monótona que o título pode lembrar.


Para quem estava esperando algo no estilo "Eu Mato", vai ser um pouco frustrante.
Mas para mim, que comecei a ler com os dois pés atrás (já, já explico por que), foi uma grata surpresa.


"Memórias de Um Vendedor de Mulheres" conta exatamente o que o título diz: a vida de um cafetão.


O livro começa com o misterioso Bravo contando um pequeno detalhe de sua anatomia:




"EU ME CHAMO BRAVO E NÃO tenho pau.


Essa poderia ser minha apresentação. O fato de eu andar por aí com um apelido, e não com um nome de verdade, não significa nada. Cada um é o que é, apesar dos rastros burocráticos que carrega consigo como serpentinas depois de um baile de carnaval. Não importava o nome com que eu me apresentasse ao dar apertos de mão: minha vida não seria mudada em nem uma vírgula. Nada a mais nem a menos. "



Por esse trecho vocês podem ver que não tem nada de comum nesse livro.


Dos livros do Giorgio que eu já li, esse me pareceu ser o mais italiano deles.
Tem máfia, tem paisagens maravilhosas, tem boa vida, têm mulheres, prostitutas, policiais corruptos, noites em cassinos e um monte de outros clássicos (ou clichês?) italianos da década de setenta. E não é só isso.
O Bravo é um cafetão. Mas é um cafetão bem legal: trabalha para ele quem quer, as mulheres ficam com a maior parte do dinheiro e ele está sempre tentando defendê-las (quando elas estão dando lucro para ele, vamos deixar isso claro).


Só que esse cafetão, por ser bem legal, acaba se metendo em uma série de assassinatos que, a cada mínimo detalhe, apontam para ele como culpado.
E aí é que começa o grande mistério do livro.


Algumas das cenas são bem pesadas, mas não por serem cruas ou violentas demais. O peso dessa vez é emocional, já que a carga dramática desse livro é bem maior que a dos anteriores.


Uma das coisas que eu mais gostei nele foi que quando eu já achava que tinha entendido tudo, o Giorgio me dava mais um pequeno detalhe que mudava toda a figura do quebra-cabeça.


Talvez ele não vá agradar quem espera um suspense policial, já que a participação da polícia, aqui,  é praticamente para se dar bem ou complicar ainda mais a vida do Bravo.


É bem dramático, com um toque de investigação e de humor. Até as cenas eróticas do livro são carregadas de drama.
E se você está querendo saber como o cara que não tem pau participa de cenas eróticas, só posso dizer que é de uma maneira bem criativa. rs


Eu falei que comecei a ler esse livro com os dois pés atrás, e disse isso porque esse livro é em primeira pessoa e ele não é policial.
Dessa vez a primeira pessoa não me incomodou. Justamente por serem sob a ótica do Bravo muitos dos acontecimentos conseguiram manter o mistério até o final.
Como eu só tinha o ponto de vista dele nos fatos, algumas coisas que me pareceram bastante simples, no final, se mostraram ser bem mais complicadas.


Tem uma dose de humor no livro, mas não é um humor clássico. É uma coisa mais autodepreciativa. Os personagens fazem piadas com seus próprios defeitos, seus problemas e até suas crises.


Como eu disse antes, não tem nada haver com "Eu Mato".
Eu acho que não desgostei do livro justamente por saber disso antes de ter começado a ler.
Fico imaginando a frustração de alguém que espera ler um policial e se depara com um drama sangrento.


Mas eu, apesar de preferir um policial a um drama, gostei bastante desse.


Beijos!


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Banca de Quinta #28 - Deborah Simmons - O Anel de Noivado

Oie Gente!


A resenha de hoje é de um daqueles livros que me apavoram: De Burgh!
Eu sei, eu sei. Todos os livros dessa série que eu li eu gostei muito.
O problema é que: eu sempre, sempre, seeeemmprreee os leio fora de ordem.
Vide dessa vez, que estou eu cá lendo "O Anel de Noivado" e não tenho a menor ideia de que número ele é na série.


Tive que apelar para a minha fonte de informações sem fim, o LdM, onde descobri que, por milagre divino, é o segundo!


O primeiro, Lobo Domado, você pode ler a resenha aqui.


Ain, gentemmm, eu quero um Geoffrey pra mim!


Ele é tão fofo, tão sensível, tão machão!
Eu sei, eu sei, não combinam em nada esses três adjetivos, né? Mas é exatamente assim que ele é!


Vejam bem, o ano é 1280 e Geoffrey e Eleonor foram obrigados, pelo Rei, a casar.
Ele, como um bom súdito, vai cumprir as ordens de seu Rei e senhor. Já ela, que já se viu obrigada a casar (e a matar o marido) uma vez, quer fugir disso de todas as maneiras.
O problema é que, como qualquer aula de história nos ensinou, as mulheres não tinham qualquer direitos.
E Eleonor casou.
Os moçoilos me deem uma licença, mas vou falar com as mulheres aqui presentes...
Nesse momento você deve estar pronta para odiar o Geoffrey, certo? Ele obrigou a Eleonor a casar com ele, tomando posse de tudo o que o pai dela tinha, independente se ela queria ou não isso.
Mas não fiquem. Ele é tão fofo, mesmo quando ela está, aos berros, ameaçando mata-lo e a todos os irmãos dele.
Ele tem paciência de aturar todas as tentativas dela de afugentá-lo, com gritos, xingamentos, não tomando banho e mais um mundo de coisas.


Aí você deve estar achando que a Eleonor é uma bruxa sem coração, certo? Errado. O que ela é, é uma mulher que foi atormentada a vida toda e que tem um pai que é um monstro.
Dentre as poucas coisas que uma mulher podia ser estava a função de castelã. Mas, para isso, ela precisaria saber ler e fazer contas.
E o pai de Eleonor não permitiu nem mesmo isso.


Eu achei que a Deborah não fosse conseguir resolver isso, com tantos pequenos conflitos, mas ela consegue. E de uma maneira tão suave que eu consegui ver as mudanças acontecendo.
Não vou contar quais foram, porque vai estragar a diversão que é perceber os dois ficando mais e mais unidos, até chegarem em uma cena suspirável.


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB - SITE DA AUTORATHE DE BURGH BRIDE


E, como eu divido com vocês o bom e o ruim, tem sorteio! XD



Para participar basta seguir o @In_Death no Twitter e tuitar a frase a seguir:



"No #BancaDeQuinta28 o @In_Death vai me dar "Anel de Noivado", da Deborah Simmons! http://kingo.to/171l"


A edição do sorteio é a "Harlequin Romances Históricos Nº 30", publicada em 2007.


Beijos e boa sorte!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Terça Sobrenatural #26 - Nora Roberts - A Chave da Coragem

Oie Gente!


Bom, como disse aqui e aqui, peguei a Trilogia das Chaves para ler.
Gostei bastante do primeiro, gostei do segundo, mas adorei o terceiro.


 Eu já tinha reparado que a Zoe e o Brad estavam roubando a cena, mas eu não imaginei que fossem roubar tanto a cena.


Os dois não têm nada e tudo em comum. São amigos fiéis, são responsáveis, um pouco desconfiados e muito, muito encantadores.


A Zoe é uma mulher com muitas inseguranças. Ficou grávida aos 16 anos, foi acusada de estar tentando o velho golpe da barriga, teve que se virar sozinha e, ao contrário de tudo o que disseram para ela na maior parte da vida, conseguiu se virar muito bem sozinha.


O Brad é, na verdade, Bradley Charles Vane IV. O IV no nome já deixa bem claro que é de uma família muito, muito rica. Um homem de posses e poder, que não é nada daquilo que você imagina que ele fosse ser.


E eu acho que é justamente essa oposição completa que torna os dois mais atraentes.


Vejam bem, o Brad está apaixonado pela Zoe. Ele começa a tentar conquista-la com, pasmem, uma escada portátil! Você deve achar isso absurdo, mas na verdade só mostra o quanto ele conhece e entende a mulher que está amando.


A Zoe não quer saber de relacionamentos. Por conta disso, mete os pés pelas mãos em vários momentos e quase chega a nos tirar do sério. Fica no quase justamente porque sabemos que ela só está com medo, mas não quer fazer ninguém sofrer.


O vilão, Kane, está mais sutil e muito mais venenoso. Ele apela para golpes muito baixos e me fez ficar subindo pelas paredes.
O livro também tem outras cenas maravilhosas, com todos os personagens.
Desde o cachorro até os deuses, todo mundo vai fazer você suspirar, resmungar, chorar, rir e tudo mais entre essas reações.


É indiscutivelmente o melhor livro da trilogia e realmente entrou para a minha lista de preferidos.


Mas, né, não tem em português brasileiro. Então, bom, será que preciso dizer outra vez que um "oi @BertrandBrasil, quando vocês vão lançar a #TrilogiaDasChaves?" no Twitter ia bem. XD


Recomendo!


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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Desordenando #03 - Allison Brennan - Se Eu Morrer Antes De Você

Oie Gente!


O Desordenando de hoje é meio diferente. É diferente porque esse livro "Se Eu Morrer Antes de Você", é e não é de uma série.




[caption id="attachment_3338" align="alignright" width="127" caption="Arte de @ZottoVaz"][/caption]

Vejam bem, ele é, de fato, o primeiro livro da série da "Lucy Kincaid", mas ele também é um spin-off da série "No Evil", da mesma autora.
Então apesar de eu ter entendido o livro perfeitamente, eu percebi que boa parte do drama emocional acaba perdido, porque eu não pude ler os livros anteriores, onde o sequestro da Lucy acontece.


Mas deixa eu começar do começo, para vocês me entenderem melhor.


Lucy Kincaid é uma sobrevivente. Ela foi sequestrada, estuprada e quase assassinada por um cara realmente, realmente mal. Além de toda essa desgraça, ela ainda teve todos esses acontecimentos exibidos pela internet, em sites de exploração de pornografia ilegal.
Quando o livro começa, já se passaram seis anos desde de o sequestro e ela está sobrevivendo e tentando seguir em frente.
Quer entrar para o FBI e, enquanto isso não acontece, ela trabalha como voluntária em um lugar que auxilia a polícia a colocar predadores sexuais de volta na cadeia.


Tudo vai indo bem até que ela descobre que vários dos homens que ela rastreou acabaram mortos e que, sem o seu conhecimento, ela vinha sendo usada por um grupo de vingadores, pessoas que resolveram ser "juiz, júri e executor" de pessoas que escaparam impune dos crimes que cometeram.


Eu falei desse livro ontem no Pa Book Club e, como eu disse lá, você sente falta da carga emocional que algumas cenas te passariam se você tivesse tido a oportunidade de ler os livros anteriores.


Mas mesmo com esse problema, eu gostei muito, muito do livro.
Primeiro porque é um policial bem diferente. Certo, tem bandidos, tem mocinhos, mas tem um porém: você se pergunta em muitos momentos se condenaria os bandidos da história.
Porque, vejam bem, eles estão matando pessoas. Eles estavam usando a Lucy para rastrear essas pessoas. Mas essas pessoas são nada mais nada menos que molestadores sexuais. Criaturas muito, muito ruins.


E eu confesso que eu fiquei bem dividida. Claro, seria mais fácil simplesmente dizer que eu acho um absurdo saírem por aí matando esses homens, mas quando você imagina que alguns deles passaram pouco mais de um ano na cadeia, tendo estuprado várias mulheres, molestado crianças, você para e se pergunta "que sistema é esse?".


Certo, certo, vocês podem dizer "oi, você vive mesmo no Brasil?". Mas mesmo assim fica a dúvida e você termina o livro bem dividido nessa situação.


Além disso, ainda tem muita, muita coisa boa acontecendo.
Certo, essa edição é uma daquelas que tem aqueles problemas irritantes. Tem palavras truncadas, números onde não deviam e eu realmente fiquei irritada durante essa parte.


Mas depois que essa parte passa (eu precisei de um cadinho de paciência para ela), o livro flui que é uma maravilha.
Como eu disse ontem, é um dos poucos livros que pode ser indicado para quem gosta de policial e para quem gosta de romance.


Porque além de toda a maravilhosa investigação que acontece, ainda tem um romance super fofo da Lucy com o tudebomgostosoerebelde do Sean!


Ah, querem saber quem é o Sean? hihihihih não conto, não!
Só digo que ele é meu e não dou, não vendo e não empresto! hauhauha XD


SINOPSE - SKOOB - UNIVERSO DOS LIVROS - SARAIVA - LOVE ME TO DEATH


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