terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Muitas Saudades e um Feliz Natal!!!!!

natal - Cópia


Oie Gente!!


Sei que estou muito sumida aqui do blog, mas não abandonarei ele eternamente.
Estou apenas passando por um momento em que a cabeça e o coração não conseguem se dedicar a ler ou escrever nada. Espero que esse limbo não dure muito e que 2014 traga tranquilidade, para mim e para vocês.
Então vim desejar para todo mundo um Feliz Natal, muito amor, alegria e livros!!
Que Papai Noel traga felicidade para todos!
Beijos!!!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

In Death Comenta #08 - Tablet ou E-reader. O que comprar?

Oie Gente!indeathcomenta


Hoje resolvi fazer um post comparando um tablet e um e-reader, já que vi muita gente dividida na hora de comprar. Qual o melhor para ler? Quem tem melhor custo benefício?
Escolhi alguns pontos importantes para avaliar, características que eu acho superimportante ao escolher o que vou comprar.
Eu utilizei os mesmos critérios de avaliação para os dois, independente da função principal deles, assim vocês têm uma ideia real do que encontrarão.


Os dois dispositivos utilizados para os testes foram:



Modebo do Tablet: iPad 4, 64 Gb.



Modelo do E-reader: Kobo Glo, memória expandida de 8Gb.



Formatos suportados: Tanto o Kobo Glo quanto o iPad suportam todos os formatos de e-books existem no mercado, incluindo os bloqueados com DRM.
A vantagem do iPad sobre o Kobo, nesse critério, é que o PDF abre perfeitamente no Tablet, aumentando de tamanho da fonte com alguns movimentos simples, enquanto no E-reader ele só funciona com o zoom do dispositivo, o que faz você precisar arrastar a página de um lado para o outro para ler.
Já todos os outros formatos funcionam igualmente bem nos dois dispositivos.


Bateria sem conexão ativa: Nesse quesito o Kobo Glo ganha do iPad de lavada. A bateria dele dura uma média de 16 dias, para quem lê algumas horas por dia, utilizando a iluminação o tempo todo.
O iPad, mesmo com todas as conexões desligadas, o máximo que consegui render foi algo perto de 12 horas. Mas confesso que estava ouvindo música enquanto lia, então a minha precisão não foi tão perfeita assim.


Bateria com conexão ativa: Já se você ativar as conexões de internet dos dispositivos, aí o iPad vai deixar o Kobo Glo bem para trás. Ela dura aproximadamente 10 horas com uma navegação ativa, enquanto no Kobo Glob ela não durou nem mesmo 5 horas. Quando você ativa a Wi-fi do Kobo Glo a bateria descarrega tão rápido que você consegue acompanhar a bateria descarregando.
Se você apenas ativar a Wi-fi no Kobo, sem sincronizar nada ou tentar navegar na rede ela durará bem mais, mas ainda assim não durará tanto quanto a bateria do iPad.


Leitura noturna: É possível ler no escuro com os dois dispositivos, mas o Kobo Glo ganha nesse critério por que a iluminação dele não irrita os olhos. O grande truque é a tela imitando papel, que deixa a leitura bem suave.


Já no iPad é como tentar ler no computador com a luz apagada. Você até consegue, mas depois de algumas horas você acaba tentado a arrancar os próprios olhos de tanto que eles estão ardendo.


Funções: Acho que essa é a principal característica que definirá qual dos dois dispositivos você comprará. Se você quer um dispositivo apenas para ler, vá de e-reader. Ele é leve, prático, discreto e perfeito para ler. Se você quer um dispositivo que faça muito mais do que isso, aí você precisa de um tablet. Apesar dos e-readers mais simples virem como navegadores, o sistema deles não foi projetado para navegação. A tela não é colorida e como eu disse no post sobre o Kobo, o sistema de links dele é péssimo.
O Kobo também não aceita a instalação de outros aplicativos, então não é possível usar ele para ouvir música ou jogar.
O iPad não tem essa restrição. Tendo sido projetado para ser um finíssimo computador, você navega, joga, ouve música e lê, tudo-ao-mesmo-tempo-agora.


Só que você também precisa saber onde você vai usar o dispositivo. Ler num e-reader, que é pequeno, tem uma aparência bem mais discreta, chama bem menos atenção do que ler num tablet, que normalmente tem entre 7 e 10 polegadas e um design feito para chamar a atenção.


Peso: O Kobo é infinitamente mais leve que o iPad, então para quem vai passar horas e horas lendo é muito mais confortável ler nele do que no iPad. Já experimentei passar um dia inteiro lendo no Kobo e um dia inteiro lendo no iPad e na segunda experiência eu precisei apoiar o iPad em algo em vários momentos. O Kobo é tao leve que você quase não percebe que está com ele na mão, o que não cansa o braço.


Mobilidade: Achei muito mais fácil serelepear por aí carregando o Kobo do que carregando o iPad. Primeiro porque o Kobo é bem mais leve e não transforma a minha bolsa em um peso pesado. Segundo porque dá um certo pavor andar com um iPad dentro da bolsa, se perguntando todo segundo se tem algum ladrão com visão de raio X pronto para rouba-la e deixar você com a dívida.
Apesar de ser terrível dizer isso, se falta de segurança for um assunto frequente na sua vida eu não aconselho a comprar um tablet para serelepear pelo mundo. Como o Kobo é bem menor esconder ele na roupa/bolsa/mochila é muito mais simples do que um tablet de 10 polegadas.


Tamanho da tela: A tela do Kobo Glo mede 6 polegadas e a do iPad mede 10. Para ler eu não vejo defeito na tela pequena do Kobo, já que eu consigo deixar a fonte do tamanho que eu quiser e a página do epub se expande para acomodar o texto perfeitamente.
Já se você estiver lendo em PDF, aí a tela de 10 polegadas do iPad ganha de lavada. Como o PDF não é editável e você não pode alterar a fonte dele, ter mais espaço para a página é sempre melhor.


Livrarias próprias: O Kobo tem a Livraria Cultura e o iPad tem a iTunes Store e nos dois você consegue comprar direto pelo dispositivo. Os preços da Livraria Cultura são bem melhores e eu prefiro o acervo deles, mas você consegue se divertir bastante na iTunes Store, além de vez ou outra ganhar um presentinho da Apple.


Títulos disponíveis: Aqui os dois empatam e desempatam o tempo todo. A Kobo tem um acervo infinito de livros, com preços maravilhosos (como eu já disse). Sejam eles em português, inglês, espanhol ou francês, falou em comprar e-book, falou em Kobo.com. Você também pode comprar os ebooks em qualquer outra livraria e enviar para ele por USB, lendo formatos epub (com ou sem DRM), PDF, Mobi e HTML sem problemas.
Aí você pensa que eu vou dizer então que o Kobo é melhor, só que o iPad empata a disputa ao permitir que você compre qualquer livro, diretamente por ele, em todas as livrarias virtuais do mundo. A livraria da Apple tem preços terríveis ( US$ 14,00 em um e-book? Sério?), mas a Kobo, a Amazon, a Barnes and Noble, a Saraiva, etc, tem aplicativos para iPad que permitem que você compre e baixe os livros automaticamente, sem precisar conectar ao computador para fazer o download.
Então no quesito títulos disponíveis os dois empatam e não servem mesmo para definir qual deles você vai comprar. rs


Compras nas livrarias: Aqui a coisa complica um pouco nos dois. O Kobo permite a compra direto pelo dispositivo, bastando você conectar na Wi-fi, logar na sua conta da Livraria Cultura e ter um cartão de crédito cadastrado lá para comprar. Os livros são vendidos em Real, então você sabe quanto ele custará de fato.
Eu não tive como testar o pagamento via Pay Pal pelo Kobo, mas pelo site da Kobo é possível pagar através dele.
O iPad também permite que você compre direto no dispositivo, mas só com cartão internacional e em dólar. O que quer dizer que você pagará vários impostos sobre a compra e que se o dólar subir, bom, você acabará com um prejuízo daqueles!


Preços dos dispositivos: Beeemmm... aí existe uma grande diferença entre os dois. A média de preço de um tablet realmente bom é R$ 1500. O iPad mais barato, por exemplo, é o iPad Mini de 16 Gb, que custa nada mais nada menos que R$ 1199,00. O mais completo, o iPad 4 64 Gb 4G, custa R$ 2.099,00 (bem mais barato do que quando eu comprei, arf). Já os e-readers disponíveis no mercado brasileiro são bem mais baratos.
O Kobo Glo, vendido na Livraria Cultura, custa R$ 479,00.
O Kindle Paperwhite, vendido na Ponto Frio, custa os mesmos R$ 479,00 na sua versão com Wi-Fi.
O e-reader mais caro que eu encontrei para vender no Brasil custa quase a metade do preço do iPad mais barato sendo vendido. É o Kindle Paperwhite com 3G, que custa R$ 699,00 também na Ponto Frio.


Hardware: Essa é uma disputa injusta, mas necessária. O Kobo (e a maioria dos outros e-readers) tem processadores de 1 Ghz, o que não é ruim. Alguns anos atrás um computador com um processador era top de linha, mas mesmo sabendo disso não tem como como comparar ao dual-core AX6 que vem no iPad. A velocidade de mudança nas páginas (já que estamos falando de um teste para leitura) é incrível. Não vejo um defeito no Kobo, mas não dá mesmo para comparar a velocidade dele a velocidade de mudança de página no iPad.


Sistema de leitura: O Kobo possui um único sistema de leitura, que abre todos os arquivos utilizando o mesmo padrão. Já o iPad permite você escolher que programa você deseja utilizar para ler. Eu testei os aplicativos do Kobo, iBooks, Adobe Reader, Kindle, Livraria Saraiva e cada um tem uma característica própria e um sistema de organização. O grande problema que você acaba esquecendo que livro está onde e as vezes leva um tempão para achar o que você está querendo ler.


Então se o preço é um fator importante e você quer o dispositivo principalmente para ler, tem um computador em casa, compre o e-reader que você não se arrependerá.


Transferência de arquivos: Aqui o Kobo é bem mais simples para a transferência off-line. Basta você conectar o cabo ao computador, copiar e colar os arquivos e pronto. No iPad é preciso conectar, abre o iTunes e transferir através dele para o programa que você deseja usar na leitura.
Já na transferência online o iPad é bem mais simples. Abriu a livraria, comprou, baixou e pronto.


Bom, acho que esses são os principais pontos de comparação entre os dois tipos de dispositivos e apesar de algumas particularidades, você pode aplicar as informações para quase todas as marcas disponíveis no mercado.
Se alguém tiver alguma pergunta específica é só postar aí que eu faço o teste e respondo!


Beijos!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Desordenando #04 - Didier Convard - O Triângulo Secreto - Os Cinco Templários de Jesus

Oie Gente!




[caption id="attachment_3338" align="alignright" width="127"]Arte de @ZottoVaz Arte de @ZottoVaz[/caption]

Hoje quem está Desordenando uma série sou eu! Pedi para a Bertrand Brasil um exemplar de "Os Cinco Templários de Jesus" e resolvi testar a teoria se era ou não possível lê-lo sem ter lido o primeiro livro, "As Lágrimas do Papa", já que o meu exemplar de "As Lágrimas do Papa" ainda estava sob a guarda dos Correios.


Para completar a minha crise de insanidade aventura, "O Triângulo Secreto" tem uma história que liga passado e presente, misturando fatos históricos com situações atuais, ficção com realidade, tudo aquilo que normalmente me ganha de primeira.


E eu consegui, sem grandes dificuldades, ler o segundo sem ter lido o primeiro, mas não é uma tentativa que eu recomende.


O autor faz, em alguns capítulos, referências a acontecimentos do livro anterior e apesar dele explicar algumas das coisas, alguns fatos ficam um pouco confusos e talvez você acabe um pouco perdida, como eu acabei.


Também tive outro problema com o livro... preciso concordar com o que a Hérida falou sobre o primeiro livro e dizer que a ideia central não me convenceu.


Teorias mirabolantes sobre a igreja, sobre os templários e até mesmo sobre Cristo sempre me ganham no primeiro parágrafo, mas esse pareceu um pouco... absurdo e, não sei, estranho demais?


E olhem que eu "comprei" muito bem a teoria de O Código Da Vinci, hein?
Mas com esse livro eu não consegui me conectar para ser convencida pela história.
Não que ele seja um livro ruim ruim, longe disso. Se eu desconsiderar outras teorias, livros históricos e várias outras coisas nas quais acredito piamente (e, um pouco como a Hérida, não consegui me desvincular totalmente para lê-lo), o livro vira um suspense bem legal, mas, mesmo assim, nada que o coloque na minha lista de "10 mais".


É uma boa pedida para uma leitura sem muitas expectativas e confesso que depois que eu li o primeiro eu me convenci um pouco mais a continuar lendo a série (afinal algumas coisas só fizeram sentido depois disso), não vai ser um livro que eu corra para a livraria para comprar assim que sair.


Beijos!




Sinopse - Os Cinco Templários de Jesus - O Triângulo Secreto - Livro 02 - Didier Convard


As quatro letras que acompanharam Jesus até a morte podem ser a chave para a imortalidade. Continuação do eletrizante As lágrimas do papa, mostra que a vida de Jesus pode não ter sido como todos imaginam e que é preciso impedir que a verdade pereça junto com seus guardiões. Segredos históricos que podem abalar toda a crença cristã estão em jogo. Há quem os defenda, mas há também aqueles capazes de morrer e, principalmente, matar para que eles permaneçam na obscuridade.

O autor transporta o leitor para o coração de uma das mais fascinantes e lendárias histórias da França, aliando, para isso, ficção e fatos históricos: a luta do papado contra os iniciados – que acabariam se tornando os famosos templários, os únicos a saber que o acrônimo I.N.R.I. ocultava o testemunho do amor de Cristo. Um saber magnífico, que poderia oferecer à humanidade o mais generoso dos presentes: a imortalidade.


Com uma escrita agradável e fluente, a obra levanta novas questões sobre o homem mais importante que já pisou nesta terra, enquanto desvenda mistérios milenares, ocultos e, até então, impensáveis. Os capítulos encadeiam-se numa dinâmica sequência, em que não há tempo ocioso na trama.


A série O Triângulo Secreto surgiu primeiramente sob a forma de história em quadrinhos, a qual, no momento, já possui vários volumes. Após o enorme sucesso, Didier Convard decidiu transpor a ideia para a literatura.



SKOOB - BERTRAND BRASIL - VERSÃO DIGITAL - VERSÃO IMPRESSA - GOODREADS - BOOK DEPOSIROTY


LE TRIANGLE SECRET — TOME II: LES CINQ TEMPLIERS DE JÉSUS - RESENHAS CITADAS

terça-feira, 17 de setembro de 2013

In Death Convida: #07 - Thaís Averaldo - No Escuro - Elizabeth Haynes


“No Escuro” é um livro daqueles que o leitor se sensibiliza com a história da mocinha desde o início e faz com que sofra junto com ela e o transtorno obsessivo compulsivo. A escrita do livro é diferente, parece que ele foi montado a partir de trechos retirados de um diário e nos intercala o presente e o passado da vida de Catherine.


Em 2003 Catherine, uma mulher normal de vinte e poucos anos, conhece o segurança Lee numa noitada com as amigas e os dois começam a se relacionar. Logo no começo do relacionamento ela descobre que o emprego dele não é ser somente segurança da casa noturna é algo bem mais obscuro, mas ele se recusa a lhe contar o que realmente faz.


No presente estamos no ano de 2007 e Catherine, que para se afastar da pessoa que foi usa o nome abreviado de Cathy, tenta sobreviver ao que lhe aconteceu no passado. Cathy sofre com os rituais que criou por conta do transtorno obsessivo compulsivo.


Vocês podem dizer que não falei grande coisa do enredo e não falei mesmo, pois é exatamente a respeito do que aconteceu com Catherine e Lee que a fez sofrer tanto. O livro como disse é narrado como se fosse um diário, ou uma agenda, não há capítulos e sim os dias da semana dos anos que vão intercalando entre passado e presente.


“No Escuro” entra para lista dos melhores livros lidos em 2013 e também para minha lista pessoal de livros preferidos. Esse é um daqueles livros que depois de começado a vontade é só largar quando termina, mas a carga emocional achei tão pesada que não tive condições emocionais para tanto. Sofri tanto com todo o drama de Catherine com o TOC e em como ela era ciente de que aquilo não era normal, mas não conseguia ver um fim para todo aquele drama e o pior ela sentia que aquilo era algo que lhe trazia “paz de espírito” para se sentir segura.


O livro é altamente recomendado a todos que adoram um bom thriller com aquela pitada de drama psicológico, entretanto quem não gosta do gênero o bom é passar longe! Esse é o primeiro livro que leio dessa autora e posso dizer gostei bastante do estilo dela, até já adicionei “Vingança da Maré” a minha lista de futuras leituras.






Sobre a Thaís: 23, blogueira colaboradora, ama ler, viciada em séries e cappuccino. Considera que balde de pipoca + filme + guaraná = programa perfeito!!!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Resenha #401 - Elin Hilderbrand - Os Náufragos

Oie Gente!


Depois de algumas semanas sem conseguir resenhar nada, hoje finalmente consegui um tempinho para por as coisas em dia.
E nada melhor do que fazer isso com um dos melhores livros que li esse ano, né?


"Os Náufragos" é um suspense romântico daqueles que prende sua atenção do início ao fim, sem reviravoltas mirabolantes (que as vezes me deixam duvidando um pouco da história) e carregada de detalhes.


São oito amigos e cada um deles está vivendo um momento único. Alguns estão muito felizes, outros muito tristes, mas o que nenhum deles esperava era a morte de Tess, Greg, no dia do aniversário de casamento deles.


Cada capítulo é narrado por um personagem, nos levando para outra perspectiva de um mesmo acontecimento.
Qual a participação de cada um na morte de Tess e Greg? Porque alguns estão sentindo-se mais culpados que outros? Ou será que a verdade é que não foi um acidente?
Addison, Phoebe, Jeffrey, Delilah, Andrea e Ed acabam tendo que aceitar os próprios erros, os próprios sentimentos e o que levou cada um ao momento que vive.


Você começa a ler e imagina que irá encontrar um suspense, mas as páginas vão passando, a autora vai desvendando segredos e você acaba envolvido em um drama complexo, pungente e, em alguns momentos, desconcertantemente familiar.


Você pode, como eu, não se identificar com situações específicas dos personagens, mas consegue se conectar ao "como" eles estão se sentindo, aos "porquês".
Foi uma das coisas que mais me surpreendeu nele, já que quando li a sinopse, apesar de ter ficado bem curiosa, imaginei que fosse só um suspense.


Também preciso falar do trabalho gráfico da Bertrand. O livro ficou lindo e eu achei a capa perfeita, exatamente no clima do livro todo.
Ficou maravilho!


Foi uma grata surpresa me deparar com um drama, mas um drama bem estruturado, sem aquele dramalhão tipo novela das oito.
Perfeito para quem gosta do gênero e também para quer se aventurar em novas águas.
Recomendo!



SKOOB - BERTRAND BRASIL - TWITTER DA AUTORA - GOODREADS - THE CASTAWAYS - SARAIVA


SINOPSE: Quando o professor de música Greg MacAvoy passa uma chuvosa noite de domingo com uma bela aluna do último ano do ensino médio, os boatos se espalham na cidade. Os comentários desgastam o casamento de Greg, e sua mulher, Tess, se divide entre o amor pelo marido e um segredo só seu.


 Com a chegada do aniversário de casamento, porém, os MacAvoy saem no veleiro para comemorar, na esperança de que a tormenta tenha ficado para trás. Em vez disso, chega uma notícia trágica: Greg e Tess se afogaram misteriosamente. O que terá acontecido com o casal?

 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Resenha #400 - Dan Brown - Inferno

Oie Gente!


Já tem um tempinho que não resenho, né? Então é uma alegria fazer a resenha de um livro que eu adorei e ainda comemorar 400 resenhas!


"Inferno", do Dan Brown, é a nova aventura de Robert Langdon, que dessa vez conseguiu não apenas uma corporação secreta, mas toda a polícia italiana, boa parte da Embaixada Americana e muito mais gente do que ele seria capaz de imaginar.


Ele está sem memória, levou um tiro na cabeça e tem a companhia da misteriosa Sienna. Eles estão fugindo e não tem a menor ideia de quem e porque. A única coisa que sabem é que Robert está de posse de uma imagem muito estranha, está envolvido em um crime e que toda a polícia italiana está a procura dele.


O que terá acontecido para o renomado professor se encontrar nessa situação?
Quem o está caçando?
E, o mais importante, porque ele tem a imagem da peste?


Mais uma vez Dan Brown conseguiu me fisgar logo nas primeiras páginas. O ritmo frenético desde a introdução e a sucessão de desgraças acontecimentos fisga qualquer um. Eu não sabia se morria de pena do Robert ou se morria de rir da total falta de sorte dele. Outro motivo da atração imediata foi a inspiração em "A Divina Comédia", o que garante a minha curiosidade instantânea.


Uma das coisas que eu mais gosto nos livros do Dan é que ele consegue enlouquecer fatos históricos de uma maneira alucinante. Eu sei que isso é uma das coisas que mais criticam nele, mas eu acho incrível ele conseguir pegar um fato que eu conheço, destorce-lo completamente e me fazer acreditar que a versão dele é que é a realidade.


Dessa vez ele também conseguiu me passar a perna.
Eu cheguei mais ou menos na metade do livro e tinha certeza absoluta que sabia o final. Estava revoltada com o Dan Brown. Como ele tinha a coragem de me entregar o final do livro assim, de bandeja? Mas aí... aí eu cheguei ao capítulo seguinte e percebi que eu estava enganada. Muito enganada.


Para quem gosta dos livros do Dan, pode esperar mais uma aventura daquelas. Para quem não leu nada dele, começar por "Inferno" é uma ótima pedida.


Beijos!



SINOPSE - SKOOB - EDITORA ARQUEIRO - SITE DO AUTOR - SARAIVA - INFERNO


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Noraholicando #14 - Nora Roberts - Almas em Chamas

Oieeeeeeee Genteeee!!


Minha empolgação toda na resenha de hoje é porque ela é sobre um livro muito especial, "Almas em Chamas".
Para quem não sabe, este foi o primeiro livro publicado pela Nora Roberts e eu passei anos procurando por ele.
E nunca encontrei. Já estava perdendo as esperanças quando a Betinha de Amunzinho, lá do LdM, me ligou em um domingo ensolarado para dizer que... tinha encontrado um exemplar para mim!


Foi uma festa só. Não tem nada que eu diga aqui que expresse a minha felicidade e não existem "obrigadas" suficientes pelo presente que ela me deu.


Contei os segundos até o livro chegar e quase morri de ansiedade até o dia que o Tio Carteiro.
Não façam essas caras pra mim. Vocês tem alguma ideia de quanto tempo eu passei procurando este livro?
Pois é, eu também não.


Só sei que foi bastante tempo e que o presente dos presentes merecia toda uma frescura preparação para ler.


Primeiro fiquei babando no livro durante vários dias, sem qualquer coragem de lê-lo. Vocês conseguem imaginar a ansiedade de ler e não gostar?


Então foi uma felicidade enorme ter gostado tanto do primeiro volume da trilogia Corações Irlandeses.


Adélia Devlin saiu da Irlanda para viver com o tio, Padrick, que trabalha para o machista Travis Grant, criando e treinando cavalos.


Ele é teimoso, mal educado e se acha o último biscoito do pacote, mas também é a única chance que ela tem de ficar com a última pessoa que sobrou de sua família. A única coisa que ela não esperava era acabar completamente apaixonada por ele e correndo o risco de perder não só o coração, mas a vida.


Ele é basicamente um romance água com açúcar, daqueles que você sabe perfeitamente como será o final, mas que apreciará bastante o doce durante a leitura.


Você também perceberá algumas características bem marcantes dá época: mocinha inocente, mocinho durão, uma boa dose de ogrice por parte do digníssimo, mas tudo perdoável quando você percebe que tudo aquilo era fachada e que ele é, na verdade, um ursinho de pelúcia.


Ele é bem pequenino, dá para ler em menos de uma horinha, mas vale muito a pena apreciá-las.
É possível perceber algumas características dos livros da Nora, mas também é bem marcante o quanto ela evoluiu de lá para cá.


É uma pena que ele não tenha sido republicado, já que é algo que vale ter em segunda, terceira, milésima edição.


Para quem lê em inglês, existem várias edições disponíveis para venda: Amazon, Barnes & Noble, Kobo e Sony Store.
Para quem só lê em português, eu entrei uma referência de publicação de "Almas em Chamas" em Portugal, no ano passado, mas não encontrei o livro para vender nas livrarias portuguesas que eu conheço. E aqui no Brasil, bom... a esperança é vocês conseguirem uma Beta Sortuda para vocês, mas elas são artigos de luxo e muito, muito raras de encontrar. =P


Beijos!


SINOPSE - SKOOB - SITE DA AUTORA - GOODREADS - IRISH THOROUGHBRED


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Noraholicando #13 - J.D. Robb - Sobrevivência Mortal

AVISO!


Está resenha contém spoilers sobre os livros anteriores. Se vocês não leram e não gostam de spoiler, não continuem! Existem comentários sobre livros anteriores.


Oie Gente!



Essa semana recebe de presente da Editora Bertrand o mais recente lançamento deles da Série Mortal, "Sobrevivência Mortal".
O 20º livro da série é, de longe, um dos melhores livros que a Nora Roberts já escreveu.
Foi premiado com o Rita de 2006 e é a união perfeita do romance da Nora Roberts com o suspense da J.D. Robb, se é que vocês me entendem.


A Tenente Dallas foi chamada para a cena de um crime brutal: uma família inteira assassinada enquanto dormia. Cada um deles teve a garganta cortada, exibindo uma pessoalidade que ninguém consegue explicar.


O que ela não esperava era encontrar uma criança apavorada, coberta de sangue, houvesse testemunhado o crime.


Gente, eu chorei esse livro inteiro. Não foi a primeira vez que li, já que eu e Elis nos aventuramos pelo original láaaa em 2005, mas não existe nada tão bom quanto ler algo no seu próprio idioma.


Aquela fofura da Nixie, com aqueles olhos enormes e aquela coragem sem fim, ganhou meu coração na primeira página. O meu, o do Summerset, do Roarke, da Mira, da Peabody e da antissocial da Eve.


Não existe a menor possibilidade de resistir a ela ou de não ficar com o coração em pedaços todas as vezes que ela aparece e percebe que nada vai trazer a família dela de volta.


Acho que o mais incrível nesse livro é que a Nora conseguiu colocar nele as medidas exatas de tudo o que tem de melhor nos livros dela. Tem romance, perseguições policiais, algumas cenas cheias de comédia, mas não em doses que abafassem o drama dos assassinatos. E o mesmo se aplica ao drama, já que ele é quebrado pelas cenas cômicas, pelo romance e pela própria investigação, deixando o livro bem mais "leve".


Querem saber o que tem? Tem Roarke extra romântico, com uma cena de amor na água que, nossa!, vai fazer você se hospedar no congelador pra resfriar.


Tem Mavis gravidíssima deixando a Eve desconcertada com toda aquela protuberância.


Tem Dra. Mira em um momento "não sou sua mãe, mas me obedeça!" com a Eve, que deixou a Peabody saindo de fininho e euzinha morrendo de rir.


Tem Webster causando tensão... adoro Roarke estilo vou-quebrar-sua-cara-só-porque-você-já-dormiu-com-ela.


E tem muito, muito drama, daquele estilo da Nora "vou fazer esse personagem sofrer tudo e mais um pouco e você morrer de chorar"!


E tem a introdução do próximo livro, "Origem Mortal", que vai fazer todo mundo ficar de cabelo em pé!


Enfim, "Sobrevivência Mortal" deveria vir com um aviso de "é impossível ler uma vez só", porque você mal terminou de lê-lo e já quer começar tudo outra vez.


Beijos!


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Noraholicando #12 - J.D. Robb - Testemunha Mortal

Oie Gente!


Essa semana teremos o lançamento de outro livro da série mortal, então aproveitei para reler alguns dos meus livros preferidos da série.
E o de hoje é "Testemunha Mortal", décimo primeiro livro da série, onde nossa corajosa tenente investigará um assassino audaz, que  cometeu o assassinato mais público dos últimos tempos.


Em uma releitura de "Testemunha de Acusação", um ator é assassinado na noite de estréia. O que o culpado não sabe é que na platéia está a Tenente Dallas e que ela não descansará até a máscara dele cair.
E exatamente como um livro de Agatha Christie, nada é exatamente o que aparente e ninguém é totalmente inocente.


Sei que não preciso apresentar a série mortal para vocês, então vou logo dizer o motivo desse livro ser tão especial.
É impossível torcer parar que o culpado seja preso.
Por mais que vocês saibam que é politicamente incorreto querer que o "vilão" saia impune, cada novo fato traz ainda mais empatia com ele.


Logo no início das investigações já descobrimos que nossa repórter favorita, Nadine First, é uma das suspeitas do assassinado, e que a vítima, Richard Draco, é um completo babaca, imbecil de marca maior, poço de inutilidade humana, e que merecia...




"Pensando melhor, gostaria de pegar seu pinto murcho em minhas mãos e torcê-lo com força até arrebentar."



E a cada nova descoberta feita pelos investigadores, mais e mais você fica a favor do assassino e contra aquele projeto de ser humano.
Xinguei esse Richard da primeira página até a última e nunca torci tanto para uma investigação acabar em nada e o assassino sair impune.


Ainda mais quando lá pelo meio do livro e percebemos que as coisas que achávamos rins eram, na verdade, muito piores.


Para balancear as cenas carreadas de drama que acontecem em "Testemunha Mortal", temos algumas absolutamente cômicas. Como o prazer quase orgásmico da Eve se preparando para destruir o computador velho que ela usava na Central.
Gente! É uma daquelas cenas que deveriam vir com alerta de "não ler em público", porque é impossível não gargalhar ao ler aquilo lá.


Aí, para fechar tudo com aquele aperto no coração, nosso docíssimo Trueheart ainda vai fazer nosso coração parar e a nossa tentene enlouquecer quando ele se encontra em uma situação de vida ou morte.
Não vou contar exatamente como as coisas acontecem, mas vou dizer que eu fiquei com o coração na mão de tanta ansiedade!


Mas acho que o mais incrível de tudo é o final. Eu imaginei todas as combinações possíveis, mas por aquela eu não passei nem perto.
Recomendo!


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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sexta Picante #03 - Sylvia Day - Para Sempre Sua

Oie Gente!

Essa semana eu peguei o terceiro livro de Crossfire e eu não sei por onde começo a resenha, já que "Para Sempre Sua" foi um livro que amei e odiei nas mesmas medidas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

In Death Comenta #07 - Formatos de E-books

Oie Gente!indeathcomenta

Depois do post sobre o "Kobo Glo" algumas pessoas me perguntaram se eu tenho dificuldade com a conversão de alguns formatos de e-books para o epub, então resolvi fazer um post falando sobre quais os formatos eu compro nas livrarias e quais programas eu utilizo para convertê-los.


Para quem lê obras de domínio público, existe o problema da maioria delas ser fornecida em PDF.
O site "Domínio Público" é uma ótima fonte de livros, mas todo o acervo dele está naquele formato que, como dito no post sobre o Kobo, não é um bom formato para e-readers, apesar de ser o formato perfeito para computadores.


Para resolver esse problema eu uso dois programinhas: o Mobipocket Reader (versão 6.2) e o Calibre (sempre na versão recente).
O problema é que na hora de converter alguns formatos (como o PDF) para epub (no caso do Kobo) ou para Mobi (no caso do Kindle) utilizando o Calibre, eles ficam completamente desconfigurados, com linhas aparecendo nas quebras de páginas e a estrutura de texto fica perdida.


Primeiro vou mostrar para vocês como converter no Mobipocket Reader e depois como adicionar e converter no Calibre.


Vá até o site do Domínio Público e faça o download de algum livro disponível no acervo.
Salve o arquivo no seu computador.
Agora instale os dois programas de acordo com as suas preferências. Eu, como nenhum deles vem com programas extras, simplesmente dou avançar (next) até o final da instalação e uso as configurações padrões dos dois programas.


Agora abra o Mobipocket Reader e ele exibirá a tela padrão do programa.




[caption id="" align="aligncenter" width="399"] Clique na imagem para amplia-la.[/caption]

Agora Vá até a pasta onde está o arquivo PDF que você baixou do "Domínio Público".
Selecione e arraste o arquivo para dentro do programa.


A vantagem desse programa é que ele converte até 300 arquivos de uma vez, sem precisar de qualquer outra ação sua.

[caption id="" align="aligncenter" width="414"] Clique na imagem para amplia-la.[/caption]

Aguarde até o livro aparecer na tela e pronto, o seu PDF está convertido para o formato MOBI, que pode ser lido no Kindle perfeitamente.




[caption id="" align="aligncenter" width="433"] Clique na imagem para amplia-la.[/caption]

O mesmo procedimento você pode fazer com vários formatos de arquivo de texto disponíveis. O único que ele não converte diretamente é o "LIT", mas pouquíssimas livrarias ainda trabalham com esse formato.


No entanto para quem vai ler no Kobo (como eu) o Mobi ainda não é o arquivo perfeito.


Vá até o Calibre, clique em adicionar livros e navegue até a pasta criada pelo Mobipocket. Se você usou as configurações do programa, a pasta deve ter o nome de "My Ebooks" e estar dentro de "Documentos". Selecione todos os arquivos que você converteu e depois em "Abrir".


Aguarde o Calibre adicionar à sua biblioteca antes de iniciar o próximo passo.




[caption id="" align="aligncenter" width="456"] Clique na imagem para amplia-la.[/caption]

Agora você irá converter os arquivos do calibre.
Para quem vai ler no Kobo e precisa converter para epub, existem duas maneiras de fazer isto. Converter os arquivos em massa, que converterá todos os arquivos de uma única vez, ou converter individualmente. As duas opções ficam no ícone "converter arquivos" e na tela exibida pelo programa você poderá escolher o formato de saída, cor das fontes, etc.




[caption id="" align="aligncenter" width="456"] Clique na imagem para amplia-la.[/caption]

Eu deixo sempre o formato epub e a configuração padrão do programa, que funciona perfeitamente no Kobo.


Ele vai converter seus arquivos e arquiva-los nas pastas dos autores.
Agora conecte o e-reader ao computador, espere o calibre identifica-lo, selecione os arquivos que você quer enviar para ele e clique em "enviar para o dispositivo".


Depois os seus livros para o seu e-reader, vá até o Mobipocket, selecione todos os e-books exibidos dele e delete-os, para evitar arquivos duplicados no seu computador.


E pronto, agora e só aproveitar!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Terça Sobrenatural #49 - Justin Cronin - Os Doze - @EditoraArqueiro

Oie Gente!


Post de hoje é do segundo livro da trilogia "A Passagem" e demorou um pouco para sair por ter sido a leitura mais turbulenta que tive nos últimos meses. Precisei ler o livro duas vezes para conseguir resenha-lo, tamanha enormidade de acontecimentos em "Os Doze".


Peter, Amy e Alicia estão muito distantes do final de "A Passagem" e ninguém tem notícia dos outros. Após aquele final abrupto no primeiro volume, descobrimos que vários anos se passaram e que os três não estão exatamente juntos.
Peter juntou-se aos Expedicionários e junto com a Alícia combate ao lado deles.
Amy agora vive com as irmãs e cuida das crianças, mas algo estranho vem acontecendo com ela.
O que nenhum dos três pode imaginar é que um mal muito pior se aproxima e que Os Doze estarão reunidos outra vez.
Será que a humanidade sobreviverá?
Ou será que os virais tomarão conta de tudo?


Assim como o primeiro livro, "Os Doze" é maravilhoso, mas não se deve lê-lo achando que irá encontrar o mesmo ritmo e ou estilo utilizados pelo autor no livro inicial. (que foi o que eu fiz no início, o que me causou certa frustração)


Minha leitura demorou um pouquinho para pegar ritmo, mas depois dos seis primeiros capítulos o bichinho da curiosidade já tinha me picado e eu já não conseguia mais largar o livro.
Aí você se pergunta porque então eu achei a leitura turbulenta, já que foi uma daquelas devoradas-numa-mordida-só.


Primeiro foi porque eu precisei dar umas boas espiadas no primeiro livro para lembrar o que tinha acontecido com quem.
Também existia uma enorme expectativa em o que aconteceria e se ele conseguiria se superar, o que nunca é um bom prenúncio, já que normalmente causa decepções.


Também estranhei durante boa parte do livro o aparecimento e desaparecimento de alguns personagens sem qualquer explicação.
Mas aí as páginas foram passando e o que me parecia aleatório foi se mostrando justificado e muito importante. (apesar de um pouquinho confuso)


Percebi um aumento considerável na violência (saaannnggguueeee), mas nada que não fosse esperado de uma trilogia pós-apocalíptica. Só que por conta disso você precisa preparar o coração para ver seus personagens favoritos sofrerem. Muito.


Nenhum deles, dos mais novos aos mais velhos, sairão de "Os Doze" inteiros. E por mais que você sofra com isso, também é um dos motivos que irão fazer você grudar no livro e não conseguir largá-lo.


Eu confesso que eu sofri tanto lendo esse livro (são tantas desgraças acontecendo que até as pedras se emocionariam) que não conseguiria expressar isso aqui nem com dois dias de resenha e todos os spoilers do Universo, então espero apenas que vocês aceitem minha palavra dizendo que ele é uma experiência única.
Não vou dizer que foi melhor ou pior que "A Passagem", mas vou dizer que ele foi absolutamente diferente.


Para quem está se peguntando pelo terceiro livro, aparentemente o Justin ainda está escrevendo-o. Mas quem gosta de alguns petiscos, vez ou outra tem algum comentário sobre o livro no facebook da trilogia.
Eu vou ficar por aqui fingindo que não morrerei de curiosidade pelo próximo volume e torcendo para ele não demorar tanto quanto "Os Doze".


Beijos!


SINOPSE - SKOOB - ARQUEIRO - SITE DO AUTOR - THE TWELVE - GOODREADS - SARAIVA - CAPA DA EDIÇÃO BRITÂNICA

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Noraholicando #11 - Nora Roberts - Lírio Vermelho

Oie Gente!


Antes de começar a resenha, vou distribuir para vocês alguns dos meus lencinhos, porque é impossível falar sobre "Lírio Vermelho" sem derramar algumas lágrimas.
Ele é o terceiro livro da Trilogia das Flores e conseguiu fechá-la com maestria.


Hayley Philips chegou à Harper House grávida, desempregada e desejando construir um lar para o bebê que estava chegando.
E acabou encontrando muito mais. Uma família, amigas maravilhosas e um fantasma aterrador.
Mas entre as paredes assombradas da Harper Hause ela também está descobrindo um grande amor.


Harper Ashby é o filho mais velho de Roz e o jardineiro que todo mundo deseja ter. Apaixonado por jardinagem, trabalha junto com a mãe na criação de novas plantas e no gerenciamento do negócio da família.
Ele está apaixonado pela Hayley e luta com todas as forças para resistir a esse desejo.
Mas ao perceber o perigo que ronda-a, deixará escapar a oportunidade de um grande amor?


Eu A-D-O-R-E-I o livro. Por mais que eu escreva aqui, não conseguirei explicar a vocês o quanto eu gostei dele e quais foram todos os motivos que me levaram a ficar tão apaixonada assim.
Foram pequenos e grandes detalhes que a Nora colocou nesse livro que conseguiram cobrir todos os pontos que eu uso para avaliar o quão bom foi um livro para mim.


Sempre que eu leio algo tem um ou outro detalhe que eu não me agrado completamente, mas não existe nada em "Lírio Vermelho" que eu não tenha achado perfeito.
Foi daqueles livros românticos que nos cativam desde a primeira página, mas que tem uma pitadinha de drama na medida exata para garantir surpresas e situações inesperadas.


A Hyley já tinha me conquistado desde o primeiro livro ao viajar para tão longe em busca de um sonho. Mas nesse livro ela está maravilhosa, mesmo quando está protagonizando aqueles momentos "clichê de livro romântico".
Além disso ela ainda os presenteia com aquela delicinha de bebê que é a Lily! Não dá pra resistir, gente. Livro com criança sempre me encanta.


O Harper é... *suspiros* o Harper. Entende tudo de flores, tem mãos fortes, mas delicadas e entende tudo de pegada! O.O
Gamei. Cadê o endereço da Nora para eu pedir um desses pra mim?


Confesso que a Noiva Harper dessa vez que deu arrepios! Confesso que no primeiro livro eu adorava saber que havia um fantasma na casa, mas nesse? Cada vez que ela aparecia eu tinha vontade de chamar os Caça-Fantasmas! Ela aprontou de tudo e mais um pouco e quase levou os moradores da Harper House à loucura!


E um aparte a ser feito é a capa do livro. Eu amei a textura utilizada no papel. Ficou supermacio, quase como a pétala de uma flor.


Outra coisa que preciso deixar vocês alertadas: lágrimas. Muitas lágrimas serão resultado da leitura dele. Se o primeiro livro era romântico e o segundo foi encantador, o terceiro volume podemos dizer que foi apaixonado.
E não estou falando apenas de paixões saudáveis, quero deixar isso claro.
As coisas que descobrimos sobre a Noiva Harper são de deixar qualquer um de cabelo em pé.


Tudo isso (e muito mais, claro) tornou "Lírio Vermelho" a conclusão perfeita para um Trilogia maravilhosa!


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB - BERTRAND BRASIL - SITE DA AUTORA - RED LILY - GOODREADS - SARAIVA - CAPA DA EDIÇÃO PORTUGUESA

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Resenha #391 - O Último Grito - Lisa Jackson

Oie Gente!


As coisas por aqui continuam corridas, mas finalmente estou conseguindo ler alguma coisa além do código de tributação brasileiro... rs


E uma das coisas que eu li foi "O Último Grito", publicado pela Bertrand Brasil e de autoria da Lisa Jackson.


Mas antes de eu o que eu achei do livro, deixa eu falar um pouquinho sobre os personagens.


Cassidy é uma garota de 16 anos, filha do homem mais rico da cidade e irmã de Angie, a estrelinha da cidade.
Ela acaba de conhecer Bring, o rebelde da cidade, quando ele foi contratado pelo pai dela para domar uma cavalo.
O que os dois não podiam imaginar era o risco que essa aproximação iria trazer para eles.
Um incêndio, duas mortes e a vida deles vira de cabeça para baixo.


Anos depois ela está de volta a cidade e o fogo volta a matar. Dessa vez a vítima é o marido dela e um homem desconhecido.
Quem ele será? Terá sido ele quem quase matou Chase?
Ou terá sido ela, único elemento comum aos dois incêndios?


Eu confesso que quando eu peguei essa indicação eu nunca imaginei que fosse encontrar um suspense romântico e fiquei bem surpresa ao me ver tão ansiosa com ele.


Sabem aqueles livros que conseguem fazer você se apaixonar pelo casal, desejar que eles consigam ser felizes, mesmo sabendo que é impossível?
Que você luta com a realidade da autora o tempo inteiro?
A minha leitura de "O Último Grito" foi assim.


Eu adorei a Cassidy no início do livro. Achei ela uma garota decidida, generosa e até um pouco temperamental.


O Bring me pareceu aquele típico "bad boy"  de bom coração, que adora aparentar que não liga para nada nem para ninguém, mas que no fundo tem todas características de um bom homem de família.


Mas aí acontece o primeiro incêndio e tudo o que me parecia certo ficou nebuloso e não dava para ter certeza de quem era mocinho e quem era vilão.


Outra coisa que gostei muito no livro foi que o final me pegou completamente de surpresa.
Além do falso vilão óbvio criado por ela, várias outras pessoas tinham todas as atitudes certas para serem responsáveis pelas mortes, então quando cheguei ao final e percebi quem era o real culpado foi um susto daqueles.


Aí parei para pensar e vi que estava na cara, desde as primeiras páginas, e eu simplesmente não tinha visto.
Foi o que fechou o livro com chave de ouro.


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB - BERTRAND BRASIL - SITE DA AUTORA - FINAL SCREAM - GOODREADS

terça-feira, 21 de maio de 2013

In Death Comenta #06 - Kobo Glo [Atualizado]

Oie Gente!




[caption id="" align="alignright" width="130"] Fonte da imagem: Livraria Cultura[/caption]

Comprei um Kobo Glo e prometi postar aqui um resumo do que eu achei dele.
Já tenho mais de um mês de uso, então posso finalmente dizer tudo o que eu gostei e o que não gostei nele.


O Epub: Formato principal utilizado pelas livrarias, é o melhor para ser utilizado no Kobo.
Todas as funções e acessórios do Kobo funcionam com esse formato. Com ele eu consigo alterar o tamanho da fonte sem ter que utilizar o zoom, modificar a fonte do ebook, marcar e selecionar textos e adicionar notas aos livros, assim como consultar os significados das palavras e até pesquisar em outros livros se eles também utilizam aquela palavra.


O PDF: Eu não consegui ler em PDF. Como todo mundo sabe, ele foi feito para ser uma maneira mais simples de transportar documentos finalizados. Então não dá para alterar eles depois de prontos, o que impede que o Kobo altere o tamanho da fonte. Só é possível aumentá-la usando o zoom, coisa que eu detesto fazer. Então eu converto os arquivos para epub quando quero ler algo que só é vendido em PDF.


O Mobi: Eu até consegui ler em Mobi, mas eu não gostei muito do resultado. Eu conseguia mover as imagens sem dificuldades, mas quando eu tentei utilizar as funções do Kobo o resultado não foi muito bom.


O RTF: Apesar de o site dizer que o Kobo abra arquivos RTF eu não consegui fazer o meu identificar esse formato. Tentei de tudo e ele não leu nenhum dos arquivos que eu coloquei no cartão quando eles foram salvos em formatos RTF.


O TXT: Eu não gostei do resultado em TXT. Não sei qual foi o problema da codificação do conteúdo, mas o arquivo que eu testei não conseguiu identificar os acentos, o "ç" ou os travessões do texto. Testei outros arquivos cujos originais estavam em português e todos eles apresentaram o mesmo defeito.


Saiu um novo software para o Kobo que corrigiu esse problema do TXT. Agora os arquivos abrem normalmente, sem qualquer bug na configuração.
Eu ainda não consigo abrir RTF, mas espero que no próximo isso seja corrigido. XD


O HTML: Ele funciona quase melhor que o PDF e o MOBI, mas bem pior que o Epub. Tem a vantagem de ser mais leve e a desvantagem de não carregar junto com o texto as imagens associadas ao livro e nem me permitir pesquisar as palavras nos dicionários.


Nos formatos de texto eu não consegui testar o XHTML. Se alguém tiver algum ebook neste formato e quiser que eu faça os testes para por aqui os resultados é só me enviar.


Os Quadrinhos: Eu testei o formato CBR, um dos padrões utilizados para quadrinhos. Gostei bastante do resultado e meu receio de que os balões das conversas ficassem estranhos não se confirmou. Mesmo os textos nas fontes mais claras tinham


As Imagens: O Kobo exibe imagens em preto e branco, com uma qualidade boa, desde que o original da imagem seja colorido. Mapas são complicados de ler, já que eles tem muitos detalhes pequenos e a tela de 7" não foi projetada para isso.
Eu consegui abrir todos os formatos que ele informa no site e não tive dificuldades para girar imagens, aumentar e reduzir o zoom para ver os detalhes.


Se as imagens forem pequenas ele perde qualidade nos detalhes. Testei capas de livros entre 60 x 24 pxls até 500 x 600. Ele abriu todos, mas quanto maior a imagem, melhor a exibição dos detalhes.


O único formato que não pude testar foi o TIFF, porque não tenho nada no computador nele.


A Iluminação: Essa é uma característica perfeita do Kobo. Seja para ler durante a noite ou em um ambiente mal iluminado, eu a achei na medida certa de claridade para não me incomodar.


Os Dicionários: Uma das funções que eu adorei no Kobo são os dicionários e os tradutores. Sempre tem uma palavra ou outra em outro idioma que me deixa confusa e o significado ou a tradução dela estavam a um clique de distância.


Pouquíssimas palavras eu não encontrei nos dicionários, e, em sua maioria, elas eram aquelas "invencionices" estranhas feitas na língua inglesa.


A Bateria: Gente, preciso dizer que nunca vi uma bateria tão boa. Na primeira vez que carreguei o Kobo, utilizando ele todos os dias, em uma média de 6 horas por dia, ela durou 12 dias sem o Kobo descarregar.
A segunda, usando uma média de 4 horas por dia, com ele conectado durante algumas dessas horas, durou 15 dias. A terceira (e última vez que carreguei meu Kobo) já está durando desde então (o Kobo chegou dia 11 de Abril, se não me falha a memória). Então vocês podem ver o quanto essa bateria é boa. XD


A Conexão: O Kobo tem uma navegador de WEB que consegue se conectar à wireless aqui de casa em uma velocidade aceitável. O problema dele é o sistema de uso de links. Da um trabalhão conseguir abrir um link nele e é preciso usar o zoom para que você consiga aumentar o tamanho da fonte e, só assim, conseguir clicar. Foi uma das poucas funções do Kobo que eu não gostei e realmente merece uma atualização.


Você pode se perguntar em que isso vai atrapalhar sua leitura. A resposta é que atrapalha a compra de novos ebooks. Tentei comprar uns livros na Book Strand e como ela usa links diretos para o download, tive uma trabalheira enorme. Acabei desistindo, fazendo a compra pelo celular e baixando o arquivo direto no computador. Aí conectei o cartão SD no pc e transferi o arquivo.


O Touch: Eu adorei o touchscreen do Kobo. Ele é supersensível, não dá qualquer trabalho para mudar as páginas. Basta que você aprenda que parte da tela deve tocar para abrir determinada função, para sentir totalmente confortável com ele.


Os Arquivos: Eu testei arquivos de todos os tamanhos. O mais leve pesava cerca de 24 Kb e o mais pesado 5,12 Mb e todos eles abriram normalmente, sem travar o Kobo de maneira nenhuma.


Os Bugs: O único bug que eu tive com o Kobo foi ao tentar modificar o tamanho da fonte de um arquivo Mobi. Ele travou no meio do processo e eu ainda não tive oportunidade de testar com outro arquivo.


As Prateleiras: O Kobo permite que você classifique seus livros em prateleiras que você mesmo cria, o que facilita e muito a navegação dentro da sua biblioteca.


Espero ter tirado algumas das dúvidas de vocês e qualquer outra informação que precisem é só deixar a pergunta nos comentários!


Beijos!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Terça Sobrenatural #48 - @TymberDalton - Triple Trouble - + 18

Oie Gente!
O Terça Sobrenatural de hoje é sobre uma série de romances eróticos chamada Triple Trouble, centrada em uma "família" composta pelos mais diversos tipos de shiftters. Tem lobos, dragões, deusas, coiotes e várias outras raças.
Eu adorei a série e apesar de já ter lido todo tipo de romance do gênero, fazia tempo que não gostava tanto de uma assim. Achei que a combinação de personagens ficou absolutamente perfeita, balanceada entre humor, romance e drama na medida certa.


O primeiro livro da série, "Trouble Comes in Threes", eu já tinha lido, mas confesso que gostei mais dele agora que a autora criou três prequels para a série.
Elain Pardie é uma repórter de TV que está cobrindo os Jogos Highlanders de Arcádia, quando encontra um cachorro perdido e acaba levando ele para casa. O que ela não sabe é que o cachorro é na verdade Brodey, um dos irmãos Lyall, shiffiters trigêmeos e alfas. Quando ela os conhece descobre que é a "única" para eles e que eles estão destinados a serem seus companheiros.


Os três são centrados na família de dragões e na deusa, relatando a luta deles contra uma raça de shiffiters que deseja acabar com todas as outras raças existentes.


O que me encantou na série toda foi que a Tymber conseguiu criar uma série romântica que não fica presa em só um casal (mesmo que nesse caso seja um quarteto). Ora os personagens centrais são os lobos, ora os dragões e sempre estão todos juntos, como uma grande família.


Tem cenas românticas, claro, mas tem cenas das amigas saindo para tomar um café, os amigos reunidos em um churrasco, ou todos juntos lutando para salvar um ao outro.


Claro que não é uma série que vá agradar todo mundo. Quem não gosta de "casal" com mais de dois não vai se agradar, já que apenas um dos livros tem um "casal" do tipo comum (se é que posso chamar um lobo Dom e uma Deusa sub de comum).


Já para quem curte uma variação, aviso que tem de tudo na série. Agrada toooooodos os gostos safadhenhos!
Entre os "casais" com mais de um homem e uma mulher não há romance homo, mas existem alguns casais homo para a alegria de quem curte M/M.


Beijos!


GOODREADS - SITE DA AUTORA - BOOKSTRAND


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Noraholicando #10 - J.D. Robb - Lealdade Mortal - @BertrandBrasil

Oie Gente!


Já que eu resenhei "Conspiração Mortal" umas semanas atrás, hoje eu vim com "Lealdade Mortal", que é outro dos livros da série que você começa a ler e não consegue parar.
Antes de falar qualquer coisa sobre o livro, preciso dizer que um dos personagens mais fofos já criados pela Nora é apresentado neste livro: Zeke!
Se eu não tivesse o meu Roarke (tirem os olhos, suas espertinhas!), eu diria que eu quero muito um Zeke pra mim!


Em "Lealdade Mortal" nos deparamos com um grupo terrorista chamado Cassandra, que como todos os grupos terroristas, tem certeza que sabe exatamente o que é melhor para a cidade de Nova York e para o mundo.
E a primeira demonstração de sua superioridade foi explodir um complexo de prédios, colocando a vida de Eve e Peabody em risco.


Quando eu li esse livro a primeira vez, muito tempo atrás, lembro que não consegui largar de jeito nenhum. Além de todo o terror que existe por conta dos atos de Cassandra, tem a absoluta doçura do Zeke se apaixonando e sendo uma mistura perfeita de príncipe encantando e Cavaleiro de Armadura Brilhante.


É bem bacana o quanto os outros personagens são explorados nesse livro mudando um pouco o cenário e  também outras facetas dos personagens fixos, como a Peabody interagindo com o irmão.


Outra coisa que eu adorei em Lealdade é que o final me pegou dão desprevenida quanto pegou a Eve.
Quando eu percebi que tudo era óbvio, vi que foi enganada tão bem quanto dos no próprio livro.
Mas a "cereja do bolo" é o final. É eletrizante como poucos e me fez cravar os dedos no livro enquanto virava as páginas!


Surpreendente, eletrizante e cheio de reviravoltas, "Lealdade Mortal" vai surpreender você do início ao fim.


Recomendo!


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terça-feira, 26 de março de 2013

Noraholicando #09 - J.D. Robb - Conspiração Mortal - @BertrandBrasil

AVISO


ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS DESTE LIVRO E DE LIVROS ANTERIORES!



Oie Gente!

Já que no mês que vem tem um Mortal fresquinho saindo dos fornos da Bertrand, hoje eu vim de série Mortal, catando um livro que ficou láaaa atrás, mas que eu a-d-o-r-o-!


"Conspiração Mortal" é um dos primeiros livros da série que exploram muito mais drama do que investigação, característica que passou a ser marcante em vários dos títulos da Nora.


Eve Dallas é tenente da Divisão de Homicídios do Departamento de Polícia de Nova York e acaba de ser chamada para atender uma morte suspeita. O morto é um morador de rua que pode ter morrido congelado, e ela espera resolver tudo o mais rápido possível, já que o frio está, literalmente, de matar.
O que ela não esperava era tropeçar em uma conspiração que pode lhe custar a vida.


Gentem! Pobre da Eve nesse livro! É de chorar ele quase todo, com o tanto de coisa ruim que acontece com ela.


E tudo começa quando ela encontra a versão policial do calo no pé. Não achem graça, povos, aquela Bowers é exatamente isso: dolorida, chata e quando você menos espera, ela estoura e torna tudo pior.


Quando uma investigação faz as duas se cruzarem e, após receber uma descompostura  Bowers começa a fazer da vida da Eve um verdadeiro inferno.


Uma das coisas que eu mais gosto nesse livro é todo o drama que a Nora cria ao redor da investigação. Quando o assassino percebe que a Eve não vai descansar e que ela fará de tudo para predê-lo, resolve atacá-la em uma das coisas que ela mais ama: seu distintivo.


É absolutamente impossível terminar esse livro sem se emocionar com o desespero da Eve, ao se ver completamente sem chão após as decisões tomadas pela equipe da DAI após as investigações feitas por eles.
E eu confesso que eu não cheguei nem perto de acertar quem era o culpado, mesmo com todas as pistas que, depois, percebemos que estavam lá. Todo mundo que eu chutei era inocente, o que prova que, mesmo depois de uma centena de livros, a Nora ainda consegue surpreender até o mais antigo dos fãs.


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB - BERTRAND BRASIL - SITE DA AUTORA - SARAIVA - VIRA-VIRA
CONSPIRACY IN DEATH - GOODREADS - BOOK DEPOSITORY

segunda-feira, 25 de março de 2013

Resenha #387 - Lee Child - Destino Inferno - @BertrandBrasil

Oie Gente!


Eu catei os livros do Lee Child pra ler por indicação da Luka, esperando encontrar apenas um livro de ação, com um bocado de explosões, algumas mortes e um mundo de briga e confusão.


O que eu jamais esperei foi encontrar em "Destino Inferno" um livro no melhor estilo "Duro de Matar", "Rambo" e esses outros filmes que conhecemos e adoramos!


Jack Reacher é um ex-militar que depois de anos cumprindo com seus deveres com a Marinha, finalmente está livre. Agora ele viaja de cidade em cidade, finalmente conhecendo os Estados Unidos e, apesar de não desejar, se metendo nas maiores encrencas.


Gente, no primeiro livro que eu li do Lee, fiquei bem surpresa com o estilo dele. Quando recebi "Destino Inferno", achei que ele fosse seguir exatamente o mesmo roteiro e não tinha grandes expectativas quanto a leitura. Como eu me enganei, viu?


O livro é absolutamente cheio de clichês de filmes de ação: tem um cara enorme daqueles que você só falta quebrar o pescoço de tanto que tem que erguer a cabeça pra olhar, uma donzela em perigo mesmo sendo uma donzela agente do FBI, um vilão megalomaníaco, um herói do tipo "consigo construir uma bomba com dois palitos de fósforo e um fio de cabelo", muitos tiros, armas de todo tipo e, claro, um final que faz você olhar para o livro e dizer "mas nem o MacGyver fazia igual!".


Aí você deve imaginar que isso tenha deixado o livro tedioso, certo?
Errado. O mais incrível foi que o Lee conseguiu fazer o livro ficar interessante, mesmo com os elementos batidos.
Foi uma das coisas que eu mais gostei nele, porque conseguir manter minha atenção daquele jeito, usando atrativos tão comuns, não é tarefa fácil, viu?


Agora, gente, "xô" fazer um comentário indiretamente relacionado à resenha... Como é que colocaram Tom Cruise para fazer Jack Reacher no cinema?
Jack Reacher é uma criatura enorme, que tem só de peito quase o que eu tenho de altura e o Tom Cruise, bem... é o Tom Cruise!


Certo, certo, eu vi e gostei do filme, mas não muda o fato que o Tom não tem nada a ver com o Jack! #ProntoFalei


Eu realmente adorei o livro e estou bem curiosa com o que ele aprontará no próximo!


Recomendo!


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DIE TRYINGGOODREADS - BOOK DEPOSITORY


terça-feira, 19 de março de 2013

Terça Sobrenatural #47 - Patrick Rothfuss - O Nome do Vento - @EditoraArqueiro

Oie Gente,


Vocês sabem que eu adoro fantasia, certo? Mas não é todo livro de fantasia que me agrada. Pois "O Nome do Vento" me agradou em absolutamente tudo!


Tem romance, tem aventura, tem magia, tem ciência, têm personagens nada corretos, criaturas mitológicas loucas e uma das melhores narrativas que já "vi" na vida.


Kote é um homem estranho, dono de uma hospedaria, que tem um passado misterioso e muita coisa para contar.
Quando um cronista chega à hospedaria ele aceita contar sua história e nos leva para um mundo de assassinatos, magia e paixões.


Se imaginem em uma roda de história. Agora pensem no melhor contador de histórias que você já ouviu falar. Imaginem que ele está contando uma história para você, numa noite de chuva, naquele momento em que você está confortavelmente instalado sob as cobertas.


É exatamente esta a sensação de ler "O Nome do Vento". A narrativa do livro faz você entrar nos acontecimentos de maneira tão perfeita que é como se você estivesse ouvindo o livro contar as coisas. Abrir as páginas e começar a ler é como encontrar um velho amigo e fazer um novo amigo, tudo ao mesmo tempo.


Causa dores, risos, lágrimas de uma separação, junto com aquele frisson de novas descobertas. A cada página que você vira você descobre uma nova paixão, desvenda um novo mistério e fica louquinho de vontade de conhecer o mundo incrível que Patrick Rothfuss criou.


Eu ri, eu chorei, maldisse personagens e o autor, fiz tudo isso e muito mais. A única coisa que me foi impossível, foi parar de ler. Cada vez que eu fechava o livro era pura e simplesmente porque eu realmente precisava, porque vontade de fazer isso eu não tinha.


Me é absolutamente impossível fazer jus à delícia que foi lê-lo, então vou só dizer que ele tem absolutamente tudo aquilo que eu desejo num livro: aventuras, surpresas, alegrias e tristezas.


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB - ARQUEIRO - SITE DO AUTOR - SARAIVA - THE NAME OF THE WINDGOODREADS - BOOK DEPOSOTORY


sexta-feira, 15 de março de 2013

Sexta Picante #03 - Bella Andre - Não Posso Me Apaixonar

Oie Gente!


Esses dias eu catei "Não Posso Me Apaixonar", último lançamento da Bella Andre no Brasil, e amadorei o bendito!


Dos Sullivans que eu já li, foi o que eu mais gostei.
Primeiro por um motivo bem fútil e mulherzinha: Gabe é um bombeirão gostosão. Tem mulher que resista a um bombeiro???


Segundo que ele é a coisa mais doce, gostosa, dengosa e sensual desde... sempre!


Gabe Sullivan tem apenas uma regra: nunca, jamais, se envolver com uma vítima de incêndio. Seu coração já havia sido muito machucado uma vez e ele não se arriscaria uma segunda vez.


Megan Harris jamais se envolveria com um homem apaixonado pelo perigo. Sua vida já havia sido destruída pela irresponsabilidade de um homem e ela não permitiria que outro a fizesse sofrer novamente.


O que os dois não sabiam é que a pequena Summer é mais esperta que os dois e vai fazer de tudo para ver os dois juntos!


O livro me ganhou já nas primeiras páginas e foi absolutamente impossível largar. Quando eu consegui largar absolutamente na marra, me acreditem estava quase no final e apaixonadíssima por todos os personagens, cada vez mais curiosa com a história da matriarca da família e desejando muito, muito que Gabe e Megan deixassem de ser tão teimosos e percebessem o quanto eram perfeitos um para o outro!


Ele teve tudo na medida exata: o humor, a paixão, o nervosismo e até mesmo a criança pestinha deixando todos malucos.
É impossível não se apaixonar!


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB NOVO CONCEITO - BELLA ANDRE - CAN'T HELP FALLING IN LOVE
SARAIVA - GOODREDAS - BOOK DEPOSITORY



terça-feira, 12 de março de 2013

Resenha #384 - Gillian Flynn - Garota Exemplar - @Intrinseca

Vocês sabem aquele tipo de livro que quando você termina de ler, mesmo que você não seja afeita a ele, você dirá um sonoro "puta que pariu!!!", cheio de pontos de exclamações mentais?


"Garota Exemplar" é exatamente assim.
Ele começa manso, lento, quase sem graça.
As páginas passam e você começa a perceber que alguma coisa está errada, que nada pode ser tão simples, e, como em uma cena absolutamente clichê, você percebe que aquela pessoa pela qual você estava torcendo, pela qual você estava se condoendo, morrendo de pena mesmo, é uma pessoa terrível, podre, feia e pode até ser considerada uma mentirosa desalmada.


E o seu quase tédio começa a virar uma ansiedade, uma necessidade de ver a pessoa ser castigada, de que as pessoas ao redor dela percebam que é ela, olha lá, ali na cara, cheia de mentiras óbvias e desconexas; você quase esquece que é um livro, dada a necessidade de justiça que a autora cria em você, a necessidade de ver a "pessoa ruim" ser colocada na cadeia, porque ela é uma dessas pessoas que causam pavor nas criancinhas na hora da história de terror.


E aí você chega ao meio do livro e você vê seu mundo (certo, dos personagens, mas isso é só um detalhe) virar de cabeça para baixo. É como descobrir que dois + dois não dá quatro, que chocolate não existe e que o mundo, afinal, é quadrado.


Nada mais faz sentido e você só quer saber, pelo-amor-de-todos-os-leitores-ansiosos, quem de fato fez todas aquelas coisas terríveis, ruins, ruins, ruins.



E aí você já está quase sem unhas, devorando as páginas como se fossem arrancar os livros das suas mãos desesperadas, precisando chegar ao *fim*, precisando saber que existe um final feliz, que alguém de fato é inocente... e aí você percebe que não, claro que não seria assim tão simples, claro que aquilo tinha que acontecer, porque um bom vilão está sempre, sempre três passos na frente de qualquer ingênuo leitor. Que tudo o que era ruim ficou muito, muito pior, e que o final é de causar crises de ansiedade e necessidade de um próximo livro, ao mesmo tempo em que você pensa "não, assim está realmente perfeito" e que ele acabou do jeito que tinha que acabar.


Eu adoro thrillers, romances policiais e coisas do gênero, e leio todos com absoluto prazer, mas raramente um me pega tão desprevenida quando esse.

Absolutamente surpreendente, com um vilão incrivelmente exemplar (rá, rá, não podia deixar sem a piada clichê) digno de todos os adjetivos que se puder imaginar.

Realmente, realmente, realmente ad infinitum, recomendo!

Beijos



sexta-feira, 8 de março de 2013

Livro-Trauma #13 - Jane Herman - Entre a Nobreza e o Crime

Oie Gente!


A primeira vez que ouvi falar de "Entre a Nobreza e o Crime" foi uns dias antes da Bienal de São Paulo. Todo mundo estava comentando como era um romance incrível, que as cenas entre o casal eram maravilhosas, que era impossível não se apaixonar e mais todo o tipo de coisa boa que você puder imaginar.


O problema é que não existe nada pior para um livro do que ele causar uma grande expectativa. Você já o abre esperando que ele seja perfeito, que tenha tudo o que você espera de um romance e que você se apaixone pelos personagens desde a primeira linha.


Só que com "Entre a Nobreza e o Crime" isso é impossível. Primeiro porque o livro não é um romance, no sentindo "livro romântico" da palavra.
Os personagens não são nada fáceis, fogem completamente de qualquer característica comum aos heróis românticos e estou bem mais inclinada à classifica-los como vilões disfarçados. A trama também não é do tipo "essa pessoa malvada quer me separar do meu grande amor".


As pessoas malvadas são os personagens centrais. Talvez seja mais simples dizer que eles são 100% reais, absolutamente cheios de defeitos, com escolhas próprias que me são impossíveis de compreender.


Irene Hargensen é herdeira de uma nobre família inglesa, que tem uma família completamente disfuncional e um relacionamento conturbado com o irmão. Ele acaba de ser assassinado e tudo o que ela mais deseja é vingança contra os responsáveis.


É em busca dessa vingança que ela vai a procura de Viktor Morgan, chefe do braço inglês da máfia Russa, um homem cruel e sanguinário, que não vê nada de errado em prostituir mulheres, traficar bebês e matar qualquer um que se ponha no seu caminho para o topo da máfia.


Eu li o livro duas vezes antes de fazer a resenha. A primeira vez eu simplesmente não consegui resenhar por não ter conseguido me entender em nada com os personagens, já que eu esperava uma coisa completamente diferente.


Na segunda leitura eu consegui apagar toda a expectativa criada e fui lê-lo como se nunca houvesse lido qualquer resenha ou comentário sobre ele e passei a ver o livro como um drama. Aí eu até conseguir gostar do contexto todo, mas não consegui criar qualquer ligação com os personagens.


Viktor Morgan tem tudo o que eu abomino nos seres humanos. Ele é capaz de fazer as maiores maldades com um sorriso no rosto, sem qualquer necessidade de justificativa ou motivo. Não dá nem para dizer que ele é um psicopata, porque uma pessoa com transtorno antissocial vê seu comportamento como sendo o "certo", não enxergando nada de "errado" em agir como age. O Viktor não é assim. Ele tem plena consciência de que o que faz é hediondo e, apesar disso, nada é capaz de fazê-lo mudar.


Irene Hargensen é a criatura mais ensandecida que eu já conheci. Absolutamente nada do que ela faz tem qualquer justificativa, desde o uso de drogas até o envolvimento "romântico" com o Viktor. Ela sabe que ele é casado, que é uma pessoa ruim, que nada de bom virá daquilo, mas ela faz questão de insistir no romance. Cada vez que ele a maltrata ou a humilha ela parece ficar mais apaixonada.
É quase o esteriótipo de "mulher de bandido", com a diferença que é uma mulher muito bem educada, culta e que não depende financeiramente do Viktor.


E não foram só desses dois que eu me desagradei. O pai da Irene é uma criatura das mais vis, talhado para ser da máfia, dado o nível de premeditação dos próprios atos.


No final da segunda leitura cheguei à conclusão que esse livro não é para o gosto de todos e que as gostam dos romances mais tradicionais não irão se agradar nele.


Beijos!


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