segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Resenha #382 - Sylvain Reynard - O Inferno de Gabriel via @EditoraArqueiro

Oie Gente!


Depois de várias semanas sem qualquer vontade de ler e um desânimo literário digno de prêmio, recebi um presente surpresa da Editora Arqueiro: o kit de "O Inferno de Gabriel".


Além do livro veio um pendrive temático com algumas surpresas bem legais: um Guia Ilustrado de O Inferno de Gabriel, um exemplar do e-book de "A Divina Comédia" e outras gracinhas que eu adorei, um botton e marcadores.


Eu já tinha lido "Gabriel's Inferno" e fiquei apaixonada pelo livro desde a primeira página.
Muito tem haver com o próprio livro, mas muito também tem haver com a minha história particular com "A Divina Comédia", um dos primeiros livros que eu li na adolescência.


Mas isso é história para outro momento, então vamos falar um pouquinho sobre o Gabriel.


Uma das coisas que mais me encantaram nele foi a complexidade dos personagens. Nenhum deles é perfeito, todos cometem erros estúpidos e comuns, daqueles que conseguimos acreditar que uma pessoa de verdade cometeria.


Gabriel é um professor universitário, especialista em Dante, que no primeiro dia de aula implica (e muito!) com uma de suas novas alunas, Julia Mitchell.
O que ele não sabe (e ela resolve não dizer) é que eles já se conheceram antes, apesar dele não lembrar.


Julia Mitchell tem uma história com seu professor. Ele não se lembra dela, o que torna o convívio dos dois ainda mais difícil.
E é nesse conflito de experiências que um amor proibido começa a surgir.


Ao contrário das recentes publicações eróticas, "O Inferno de Gabriel" não é um romance BDSM. Algumas pessoas nem o consideram um romance erótico, já que ele tem apenas uma cena de sexo. Eu já o vejo como um dos romances mais eróticos que li nos últimos tempos, com uma sensualidade na medida certa e um drama romântico arrebatador.


Outra coisa que eu gostei nele é que o casal interage com outros personagens. Amigos, colegas e até algumas criaturas irritantes do passado aparecem para alegrar (e enlouquecer) a vida dos dois, evitando que caia naquela monotonia de só ter o casal página depois de página.


Também possibilitou que outras facetas do Gabriel aparecessem, quebrando um pouco o estereótipo de professor irritante que ele deixa no início.


A Julia também acorda um pouco e deixa de ser um bichinho assustando, pondo o Gabriel (e outras criaturas) no lugar dele quando ele merece.
Ela, especificadamente, é uma personagem que nem todo mundo vai entender. É cheia de traumas e nem todos eles são fáceis de assimilar a "causa do drama". Mas acho que a ideia do autor era essa, criar personagens que ilustrassem dramas e personalidades bem reais.


Não acho que seja um livro que vá agradar todo mundo. O texto é bem dramático, os personagens estão em conflito emocional constante e você só começa a realmente entendê-los lá pela metade, mas pra mim ele é a medida certa de um romance delicioso de ler.


O próximo volume deve sair ainda em Julho com o título de "O Julgamento de Gabriel".


Recomendo!


 




 

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3 comentários:

  1. Tou com o livro aqui e adorei os extras também. Achei legal pra contextualizar o livro. Comecei a ler e me irritou MUITO Julia no começo, com a mania dela de morder os lábios toda hora. Dei uma parada porque perdi a vontade de ler drama, mas vou retomar. Mas concordo com você: não é um livro pra todos.

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  2. Ah, algum tempo atrás me mandaram o pdf desse livro, :D
    sou apaixonada por ele! :D

    bjs

    modaeeu.blogspot.com

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  3. Eu também já tinha lido em inglês e adorei a tradução! Estava com medo que se perdesse um pouco da escrita poética de Sylvain, mas isso não aconteceu - ainda bem! Concordo que não é um livro para todos, mas quem insistir vai ver uma história de amor belíssima sendo construida e ver como o amor é capaz de resgatar a alma de uma pessoa...

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