sexta-feira, 8 de março de 2013

Livro-Trauma #13 - Jane Herman - Entre a Nobreza e o Crime

Oie Gente!


A primeira vez que ouvi falar de "Entre a Nobreza e o Crime" foi uns dias antes da Bienal de São Paulo. Todo mundo estava comentando como era um romance incrível, que as cenas entre o casal eram maravilhosas, que era impossível não se apaixonar e mais todo o tipo de coisa boa que você puder imaginar.


O problema é que não existe nada pior para um livro do que ele causar uma grande expectativa. Você já o abre esperando que ele seja perfeito, que tenha tudo o que você espera de um romance e que você se apaixone pelos personagens desde a primeira linha.


Só que com "Entre a Nobreza e o Crime" isso é impossível. Primeiro porque o livro não é um romance, no sentindo "livro romântico" da palavra.
Os personagens não são nada fáceis, fogem completamente de qualquer característica comum aos heróis românticos e estou bem mais inclinada à classifica-los como vilões disfarçados. A trama também não é do tipo "essa pessoa malvada quer me separar do meu grande amor".


As pessoas malvadas são os personagens centrais. Talvez seja mais simples dizer que eles são 100% reais, absolutamente cheios de defeitos, com escolhas próprias que me são impossíveis de compreender.


Irene Hargensen é herdeira de uma nobre família inglesa, que tem uma família completamente disfuncional e um relacionamento conturbado com o irmão. Ele acaba de ser assassinado e tudo o que ela mais deseja é vingança contra os responsáveis.


É em busca dessa vingança que ela vai a procura de Viktor Morgan, chefe do braço inglês da máfia Russa, um homem cruel e sanguinário, que não vê nada de errado em prostituir mulheres, traficar bebês e matar qualquer um que se ponha no seu caminho para o topo da máfia.


Eu li o livro duas vezes antes de fazer a resenha. A primeira vez eu simplesmente não consegui resenhar por não ter conseguido me entender em nada com os personagens, já que eu esperava uma coisa completamente diferente.


Na segunda leitura eu consegui apagar toda a expectativa criada e fui lê-lo como se nunca houvesse lido qualquer resenha ou comentário sobre ele e passei a ver o livro como um drama. Aí eu até conseguir gostar do contexto todo, mas não consegui criar qualquer ligação com os personagens.


Viktor Morgan tem tudo o que eu abomino nos seres humanos. Ele é capaz de fazer as maiores maldades com um sorriso no rosto, sem qualquer necessidade de justificativa ou motivo. Não dá nem para dizer que ele é um psicopata, porque uma pessoa com transtorno antissocial vê seu comportamento como sendo o "certo", não enxergando nada de "errado" em agir como age. O Viktor não é assim. Ele tem plena consciência de que o que faz é hediondo e, apesar disso, nada é capaz de fazê-lo mudar.


Irene Hargensen é a criatura mais ensandecida que eu já conheci. Absolutamente nada do que ela faz tem qualquer justificativa, desde o uso de drogas até o envolvimento "romântico" com o Viktor. Ela sabe que ele é casado, que é uma pessoa ruim, que nada de bom virá daquilo, mas ela faz questão de insistir no romance. Cada vez que ele a maltrata ou a humilha ela parece ficar mais apaixonada.
É quase o esteriótipo de "mulher de bandido", com a diferença que é uma mulher muito bem educada, culta e que não depende financeiramente do Viktor.


E não foram só desses dois que eu me desagradei. O pai da Irene é uma criatura das mais vis, talhado para ser da máfia, dado o nível de premeditação dos próprios atos.


No final da segunda leitura cheguei à conclusão que esse livro não é para o gosto de todos e que as gostam dos romances mais tradicionais não irão se agradar nele.


Beijos!


SINOPSE - SKOOB - LIO - SITE DA AUTORA - SARAIVA - CULTURA

Um comentário:

  1. Eu amo este livro! Está entre meus favoritos e o Viktor é um gostoso, gosto dele porque mata seres inservíveis, precisamos de caras assim para limpar o Brasil, a Irene é fútil, mas consegui gostar dela no decorrer do livro, estou louca para ler a continuação!
    Bjs,
    Pati

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