terça-feira, 26 de março de 2013

Noraholicando #09 - J.D. Robb - Conspiração Mortal - @BertrandBrasil

AVISO


ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS DESTE LIVRO E DE LIVROS ANTERIORES!



Oie Gente!

Já que no mês que vem tem um Mortal fresquinho saindo dos fornos da Bertrand, hoje eu vim de série Mortal, catando um livro que ficou láaaa atrás, mas que eu a-d-o-r-o-!


"Conspiração Mortal" é um dos primeiros livros da série que exploram muito mais drama do que investigação, característica que passou a ser marcante em vários dos títulos da Nora.


Eve Dallas é tenente da Divisão de Homicídios do Departamento de Polícia de Nova York e acaba de ser chamada para atender uma morte suspeita. O morto é um morador de rua que pode ter morrido congelado, e ela espera resolver tudo o mais rápido possível, já que o frio está, literalmente, de matar.
O que ela não esperava era tropeçar em uma conspiração que pode lhe custar a vida.


Gentem! Pobre da Eve nesse livro! É de chorar ele quase todo, com o tanto de coisa ruim que acontece com ela.


E tudo começa quando ela encontra a versão policial do calo no pé. Não achem graça, povos, aquela Bowers é exatamente isso: dolorida, chata e quando você menos espera, ela estoura e torna tudo pior.


Quando uma investigação faz as duas se cruzarem e, após receber uma descompostura  Bowers começa a fazer da vida da Eve um verdadeiro inferno.


Uma das coisas que eu mais gosto nesse livro é todo o drama que a Nora cria ao redor da investigação. Quando o assassino percebe que a Eve não vai descansar e que ela fará de tudo para predê-lo, resolve atacá-la em uma das coisas que ela mais ama: seu distintivo.


É absolutamente impossível terminar esse livro sem se emocionar com o desespero da Eve, ao se ver completamente sem chão após as decisões tomadas pela equipe da DAI após as investigações feitas por eles.
E eu confesso que eu não cheguei nem perto de acertar quem era o culpado, mesmo com todas as pistas que, depois, percebemos que estavam lá. Todo mundo que eu chutei era inocente, o que prova que, mesmo depois de uma centena de livros, a Nora ainda consegue surpreender até o mais antigo dos fãs.


Recomendo!


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CONSPIRACY IN DEATH - GOODREADS - BOOK DEPOSITORY

segunda-feira, 25 de março de 2013

Resenha #387 - Lee Child - Destino Inferno - @BertrandBrasil

Oie Gente!


Eu catei os livros do Lee Child pra ler por indicação da Luka, esperando encontrar apenas um livro de ação, com um bocado de explosões, algumas mortes e um mundo de briga e confusão.


O que eu jamais esperei foi encontrar em "Destino Inferno" um livro no melhor estilo "Duro de Matar", "Rambo" e esses outros filmes que conhecemos e adoramos!


Jack Reacher é um ex-militar que depois de anos cumprindo com seus deveres com a Marinha, finalmente está livre. Agora ele viaja de cidade em cidade, finalmente conhecendo os Estados Unidos e, apesar de não desejar, se metendo nas maiores encrencas.


Gente, no primeiro livro que eu li do Lee, fiquei bem surpresa com o estilo dele. Quando recebi "Destino Inferno", achei que ele fosse seguir exatamente o mesmo roteiro e não tinha grandes expectativas quanto a leitura. Como eu me enganei, viu?


O livro é absolutamente cheio de clichês de filmes de ação: tem um cara enorme daqueles que você só falta quebrar o pescoço de tanto que tem que erguer a cabeça pra olhar, uma donzela em perigo mesmo sendo uma donzela agente do FBI, um vilão megalomaníaco, um herói do tipo "consigo construir uma bomba com dois palitos de fósforo e um fio de cabelo", muitos tiros, armas de todo tipo e, claro, um final que faz você olhar para o livro e dizer "mas nem o MacGyver fazia igual!".


Aí você deve imaginar que isso tenha deixado o livro tedioso, certo?
Errado. O mais incrível foi que o Lee conseguiu fazer o livro ficar interessante, mesmo com os elementos batidos.
Foi uma das coisas que eu mais gostei nele, porque conseguir manter minha atenção daquele jeito, usando atrativos tão comuns, não é tarefa fácil, viu?


Agora, gente, "xô" fazer um comentário indiretamente relacionado à resenha... Como é que colocaram Tom Cruise para fazer Jack Reacher no cinema?
Jack Reacher é uma criatura enorme, que tem só de peito quase o que eu tenho de altura e o Tom Cruise, bem... é o Tom Cruise!


Certo, certo, eu vi e gostei do filme, mas não muda o fato que o Tom não tem nada a ver com o Jack! #ProntoFalei


Eu realmente adorei o livro e estou bem curiosa com o que ele aprontará no próximo!


Recomendo!


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terça-feira, 19 de março de 2013

Terça Sobrenatural #47 - Patrick Rothfuss - O Nome do Vento - @EditoraArqueiro

Oie Gente,


Vocês sabem que eu adoro fantasia, certo? Mas não é todo livro de fantasia que me agrada. Pois "O Nome do Vento" me agradou em absolutamente tudo!


Tem romance, tem aventura, tem magia, tem ciência, têm personagens nada corretos, criaturas mitológicas loucas e uma das melhores narrativas que já "vi" na vida.


Kote é um homem estranho, dono de uma hospedaria, que tem um passado misterioso e muita coisa para contar.
Quando um cronista chega à hospedaria ele aceita contar sua história e nos leva para um mundo de assassinatos, magia e paixões.


Se imaginem em uma roda de história. Agora pensem no melhor contador de histórias que você já ouviu falar. Imaginem que ele está contando uma história para você, numa noite de chuva, naquele momento em que você está confortavelmente instalado sob as cobertas.


É exatamente esta a sensação de ler "O Nome do Vento". A narrativa do livro faz você entrar nos acontecimentos de maneira tão perfeita que é como se você estivesse ouvindo o livro contar as coisas. Abrir as páginas e começar a ler é como encontrar um velho amigo e fazer um novo amigo, tudo ao mesmo tempo.


Causa dores, risos, lágrimas de uma separação, junto com aquele frisson de novas descobertas. A cada página que você vira você descobre uma nova paixão, desvenda um novo mistério e fica louquinho de vontade de conhecer o mundo incrível que Patrick Rothfuss criou.


Eu ri, eu chorei, maldisse personagens e o autor, fiz tudo isso e muito mais. A única coisa que me foi impossível, foi parar de ler. Cada vez que eu fechava o livro era pura e simplesmente porque eu realmente precisava, porque vontade de fazer isso eu não tinha.


Me é absolutamente impossível fazer jus à delícia que foi lê-lo, então vou só dizer que ele tem absolutamente tudo aquilo que eu desejo num livro: aventuras, surpresas, alegrias e tristezas.


Recomendo!


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sexta-feira, 15 de março de 2013

Sexta Picante #03 - Bella Andre - Não Posso Me Apaixonar

Oie Gente!


Esses dias eu catei "Não Posso Me Apaixonar", último lançamento da Bella Andre no Brasil, e amadorei o bendito!


Dos Sullivans que eu já li, foi o que eu mais gostei.
Primeiro por um motivo bem fútil e mulherzinha: Gabe é um bombeirão gostosão. Tem mulher que resista a um bombeiro???


Segundo que ele é a coisa mais doce, gostosa, dengosa e sensual desde... sempre!


Gabe Sullivan tem apenas uma regra: nunca, jamais, se envolver com uma vítima de incêndio. Seu coração já havia sido muito machucado uma vez e ele não se arriscaria uma segunda vez.


Megan Harris jamais se envolveria com um homem apaixonado pelo perigo. Sua vida já havia sido destruída pela irresponsabilidade de um homem e ela não permitiria que outro a fizesse sofrer novamente.


O que os dois não sabiam é que a pequena Summer é mais esperta que os dois e vai fazer de tudo para ver os dois juntos!


O livro me ganhou já nas primeiras páginas e foi absolutamente impossível largar. Quando eu consegui largar absolutamente na marra, me acreditem estava quase no final e apaixonadíssima por todos os personagens, cada vez mais curiosa com a história da matriarca da família e desejando muito, muito que Gabe e Megan deixassem de ser tão teimosos e percebessem o quanto eram perfeitos um para o outro!


Ele teve tudo na medida exata: o humor, a paixão, o nervosismo e até mesmo a criança pestinha deixando todos malucos.
É impossível não se apaixonar!


Recomendo!


SINOPSE - SKOOB NOVO CONCEITO - BELLA ANDRE - CAN'T HELP FALLING IN LOVE
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terça-feira, 12 de março de 2013

Resenha #384 - Gillian Flynn - Garota Exemplar - @Intrinseca

Vocês sabem aquele tipo de livro que quando você termina de ler, mesmo que você não seja afeita a ele, você dirá um sonoro "puta que pariu!!!", cheio de pontos de exclamações mentais?


"Garota Exemplar" é exatamente assim.
Ele começa manso, lento, quase sem graça.
As páginas passam e você começa a perceber que alguma coisa está errada, que nada pode ser tão simples, e, como em uma cena absolutamente clichê, você percebe que aquela pessoa pela qual você estava torcendo, pela qual você estava se condoendo, morrendo de pena mesmo, é uma pessoa terrível, podre, feia e pode até ser considerada uma mentirosa desalmada.


E o seu quase tédio começa a virar uma ansiedade, uma necessidade de ver a pessoa ser castigada, de que as pessoas ao redor dela percebam que é ela, olha lá, ali na cara, cheia de mentiras óbvias e desconexas; você quase esquece que é um livro, dada a necessidade de justiça que a autora cria em você, a necessidade de ver a "pessoa ruim" ser colocada na cadeia, porque ela é uma dessas pessoas que causam pavor nas criancinhas na hora da história de terror.


E aí você chega ao meio do livro e você vê seu mundo (certo, dos personagens, mas isso é só um detalhe) virar de cabeça para baixo. É como descobrir que dois + dois não dá quatro, que chocolate não existe e que o mundo, afinal, é quadrado.


Nada mais faz sentido e você só quer saber, pelo-amor-de-todos-os-leitores-ansiosos, quem de fato fez todas aquelas coisas terríveis, ruins, ruins, ruins.



E aí você já está quase sem unhas, devorando as páginas como se fossem arrancar os livros das suas mãos desesperadas, precisando chegar ao *fim*, precisando saber que existe um final feliz, que alguém de fato é inocente... e aí você percebe que não, claro que não seria assim tão simples, claro que aquilo tinha que acontecer, porque um bom vilão está sempre, sempre três passos na frente de qualquer ingênuo leitor. Que tudo o que era ruim ficou muito, muito pior, e que o final é de causar crises de ansiedade e necessidade de um próximo livro, ao mesmo tempo em que você pensa "não, assim está realmente perfeito" e que ele acabou do jeito que tinha que acabar.


Eu adoro thrillers, romances policiais e coisas do gênero, e leio todos com absoluto prazer, mas raramente um me pega tão desprevenida quando esse.

Absolutamente surpreendente, com um vilão incrivelmente exemplar (rá, rá, não podia deixar sem a piada clichê) digno de todos os adjetivos que se puder imaginar.

Realmente, realmente, realmente ad infinitum, recomendo!

Beijos



sexta-feira, 8 de março de 2013

Livro-Trauma #13 - Jane Herman - Entre a Nobreza e o Crime

Oie Gente!


A primeira vez que ouvi falar de "Entre a Nobreza e o Crime" foi uns dias antes da Bienal de São Paulo. Todo mundo estava comentando como era um romance incrível, que as cenas entre o casal eram maravilhosas, que era impossível não se apaixonar e mais todo o tipo de coisa boa que você puder imaginar.


O problema é que não existe nada pior para um livro do que ele causar uma grande expectativa. Você já o abre esperando que ele seja perfeito, que tenha tudo o que você espera de um romance e que você se apaixone pelos personagens desde a primeira linha.


Só que com "Entre a Nobreza e o Crime" isso é impossível. Primeiro porque o livro não é um romance, no sentindo "livro romântico" da palavra.
Os personagens não são nada fáceis, fogem completamente de qualquer característica comum aos heróis românticos e estou bem mais inclinada à classifica-los como vilões disfarçados. A trama também não é do tipo "essa pessoa malvada quer me separar do meu grande amor".


As pessoas malvadas são os personagens centrais. Talvez seja mais simples dizer que eles são 100% reais, absolutamente cheios de defeitos, com escolhas próprias que me são impossíveis de compreender.


Irene Hargensen é herdeira de uma nobre família inglesa, que tem uma família completamente disfuncional e um relacionamento conturbado com o irmão. Ele acaba de ser assassinado e tudo o que ela mais deseja é vingança contra os responsáveis.


É em busca dessa vingança que ela vai a procura de Viktor Morgan, chefe do braço inglês da máfia Russa, um homem cruel e sanguinário, que não vê nada de errado em prostituir mulheres, traficar bebês e matar qualquer um que se ponha no seu caminho para o topo da máfia.


Eu li o livro duas vezes antes de fazer a resenha. A primeira vez eu simplesmente não consegui resenhar por não ter conseguido me entender em nada com os personagens, já que eu esperava uma coisa completamente diferente.


Na segunda leitura eu consegui apagar toda a expectativa criada e fui lê-lo como se nunca houvesse lido qualquer resenha ou comentário sobre ele e passei a ver o livro como um drama. Aí eu até conseguir gostar do contexto todo, mas não consegui criar qualquer ligação com os personagens.


Viktor Morgan tem tudo o que eu abomino nos seres humanos. Ele é capaz de fazer as maiores maldades com um sorriso no rosto, sem qualquer necessidade de justificativa ou motivo. Não dá nem para dizer que ele é um psicopata, porque uma pessoa com transtorno antissocial vê seu comportamento como sendo o "certo", não enxergando nada de "errado" em agir como age. O Viktor não é assim. Ele tem plena consciência de que o que faz é hediondo e, apesar disso, nada é capaz de fazê-lo mudar.


Irene Hargensen é a criatura mais ensandecida que eu já conheci. Absolutamente nada do que ela faz tem qualquer justificativa, desde o uso de drogas até o envolvimento "romântico" com o Viktor. Ela sabe que ele é casado, que é uma pessoa ruim, que nada de bom virá daquilo, mas ela faz questão de insistir no romance. Cada vez que ele a maltrata ou a humilha ela parece ficar mais apaixonada.
É quase o esteriótipo de "mulher de bandido", com a diferença que é uma mulher muito bem educada, culta e que não depende financeiramente do Viktor.


E não foram só desses dois que eu me desagradei. O pai da Irene é uma criatura das mais vis, talhado para ser da máfia, dado o nível de premeditação dos próprios atos.


No final da segunda leitura cheguei à conclusão que esse livro não é para o gosto de todos e que as gostam dos romances mais tradicionais não irão se agradar nele.


Beijos!


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terça-feira, 5 de março de 2013

Resenha #383 - M.S. Fayes - Tapete Vermelho

Oie Gente!Imagem inline 1


"Tapete Vermelho" é um romance divertido, com um toque de real e de conto de fadas, em uma mistura perfeita para causar confusão!


Mariana foi para LA estudar inglês, esperando que uma mudança pudesse ajudá-la a superar os últimos acontecimentos. Mas ao chegar lá as coisas não acontecem com ela esperava.


Primeiro sua mala desaparece. Depois ela conhece o carinha mais incrível e vê seus planos de paz e sossego virarem de cabeça pra baixo.


Quando ela conhece James no aeroporto, o romance entre os dois parece de um conto de fadas e ele tem todo jeitinho de príncipe encantado. Ou não?


A minha maior dificuldade com o livro é que eu sempre acho difícil me conectar com personagens brasileiros que estão "pensando" em inglês, mas tudo escrito no livro estar em português. Eu sei, eu não faço qualquer sentido, mas é uma daquelas manias que pegamos e que temos dificuldade em nos livrar.


Agora... sabem aquela teoria de que você não deve rir da desgraça alheia? Isso foi tudo o que eu não fiz enquanto lia "Tapete Vermelho".


Nunca vi uma pessoa ser tão envolvida em... confusões quanto a Nina. Quando ela achava que estava tudo tranquilo, que tudo daria certo, outra surpresa não muito agradável acontecia para enlouquecer o dia dela.


Um romance divertido, cheio de aventura e com cenas absurdamente constrangedoras  na medida certa para uma leitura de fim de tarde!


Beijos


SINOPSE - SKOOB - MATRIX SITE DA AUTORA - SARAIVA - CULTURA



Sobre a autora:



A autora MS Fayes fez suas primeiras incursões com suas histórias através de contos disponibilizados para download em seu blog. Através da grande aceitação do público , resolveu por fim desengavetar seu livro, trazendo à tona sua primeira publicação impressa. 

Nascida em Brasília, ela se dedica aos filhos, ao marido, e à sua grande paixão: os livros de romance. Atuando como fisioterapeuta como hobby e por amor, segundo suas próprias palavras, quando não está mergulhada em um livro, ela está escrevendo suas próprias histórias, criando seus próprios finais felizes.

Sua meta é promover os autores nacionais de ficção romântica, garantindo uma maior aceitação dos leitores desse segmento. Seu blog traz apenas assuntos vinculados ao universo literário, sendo que suas crônicas literárias intituladas de Divagações de Martinha, ganham a rede por suas tiradas despojadas e por muitas vezes ela se sujeitar a trazer em vídeos algumas aventuras das heroínas de romances.

 

Conheça a autora pelo face em seu perfil M S Fayes ou ainda em Martinha, Divagante. Seu blog literário é :



Para entrar em contato com a autora fayesms@gmail.com ou martinhafagundes34@gmail.com