sexta-feira, 25 de julho de 2014

In Death por Lilian Sinfronio #04 - Amanda Brooke - A Escolha do Coração

O seu humano é uma criatura muito frágil, se a gente parar para pensar bem. Nas Imageadversidades, a primeira coisa que o cérebro faz é querer dar pau e apagar tudo, já repararam? Em qualquer crise, o que chamam de surto nervoso nada mais é do que o cérebro ~cretino~ relutando em aceitar ou lidar com algum problema que possa causar dano estrutural. Fala sério.


A única figura a ir contra essa assertiva é uma mãe, reconhecidamente a fera mais indômita que pode haver. Qualquer mulher, por mais frágil que possa ter sido dali pra trás, nunca tem sua fúria ignorada quando o assunto é a saúde e bem estar de sua prole. É uma coisa mais instintiva do que racional, o que prova que somos ligeiramente Frágeis & Irracionais. Mas peraí que essa resenha não está tomando o caminho esperado.


A Escolha de uma mãe entre a sua vida ou a de seu filho nunca parece ser uma dúvida, digo isso como afirmativa hipotética, já que não sou mãe e meu único instinto materno é o canino (e mesmo assim é forte, olha). Tendo que escolher entre seu bem estar e o de seu pequeno bebê não há dúvida sobre qual a escolha, MAS e se essa vida ainda fosse algo a ser  gestado no futuro? E se a opção for viver sua vida feliz sem ser mãe OU ter uma linda bebê mas nunca poder carregá-la? Essa parece ser uma simples questão, para quem nunca teve a experiência de carregar o fruto de nove meses de amor e dedicação antes de ter que abdicar dele.


Os mais práticos certamente não vão encontrar na leitura de A Escolha do Coração uma boa companhia, mas as questões que o livro traz podem ser de grande valor. Saca só, se qualquer um pudesse saber do seu futuro e fazer escolhas mais acertadas a partir do que sabe, alguém aguentaria a responsabilidade das consequências disso?


Eu, sinceramente, acho que ninguém conseguiria brincar de ser Deus... e mesmo assim a maioria de nós gostaria de poder “adivinhar” como a vida termina. Então, basicamente, o que estou querendo dizer é que, todos gostaríamos de saber do futuro mas ninguém conseguiria aguentar o fardo das perdas e ganhos, MENOS uma mãe que estivesse lutando por um filho.


A autora iniciante, Amanda Brooke, trouxe para sua estreia um romance excelente. Nele, Holly, nossa protagonista, vai ter que “viajar no tempo”, conhecer a filha que a aguarda e decidir se vale a pena morrer por ela. Essa nova abordagem de viagem no tempo foi feita de forma suave, tanto que nem achei clichê, e todos os outros elementos de um bom romance estiveram ali – desde o marido perfeito que todas gritam e desejam até aquela senhora amiga e amorosa para todos os momentos.


Um bom mês de julho para leituras, um excelente mês na verdade.


                                             SKOOB -  NOVO CONCEITO - YESTERDAY'S SUN

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