domingo, 31 de agosto de 2014

In Death por Fernanda Karen #02 – Tahereh Mafi – Liberta-me

Olá, meus queridos!

Vamos dar continuidade ao amor que é a trilogia "Estilhaça-me", lançada pela Editora Novo Conceito em terras tupiniquis. A resenha pode conter alguns spoilers do livro 1 (vejam a resenha aqui!).

LIBERTAME_1363575158P“Liberta-me” é o segundo livro da trilogia “Estilhaça-me” e, sério, Tahereh Mafi não está para brincadeiras!
O estilo desta autora é diferente e ousado. Poderia muito bem não dar certo (o que é a opinião de algumas pessoas, certamente), mas do meu ponto de vista, esses livros são incríveis!
Talvez alguns achem que os estou superestimando. Bem, talvez. Sou completamente apaixonada pela série. Mas não muda o fato que os livros são muito sensoriais. “Liberta-me”, em particular, é muito intenso.

Juliette enfim descobriu que não era a única com habilidades especiais. Por mais que seu dom seja uma maldição de sua perspectiva, é consolador saber que existem outros diferentes. Inclusive, Adam.
Adam pode tocá-la. E isso é incrível. É o céu. 17 anos de solidão e enfim outro ser humano pode ficar perto o suficiente sem se machucar. Sem morrer.
A relação dos dois, que é bem caliente desde o livro 1, se firma e nada pode afastá-los.
A não ser que Adam se machuque.
Eles estão abrigados no Ponto Ômega. Um lar subterrâneo em que as pessoas com habilidades especiais (diferentes dos humanos comuns) vivem e dividem tudo. Porém, Juliette simplesmente não consegue se abrir. Ela passou muito tempo internalizando tudo ao seu redor e não é fácil.
É maravilhoso como a Tahereh Mafi consegue colocar as perspectivas de Juliette nesse âmbito. Ela é uma criatura meio louca (essa é a verdade) e a narrativa, que é do seu ponto de vista, é corrida, alucinada, com palavras ou frases sublinhadas e repetidas (sem o excesso que me irritou no livro 1), com parágrafos descabidos. É interessante como a autora, de certa maneira, consegue passar ao leitor essa insanidade.

“A energia está me percorrendo com um vigor que nunca senti antes e não estou nem pensando, mas tenho que fazer alguma coisa. Preciso tocar alguma coisa e estou fechando os dedos e dobrando os joelhos e puxando meu braço para trás e
socando
meu
punho
em direção
ao
chão. (...)”

Fora a relação romântica entre Juliette e Adam, há todo o ambiente distópico que a autora criou e consolidou muito bem. Juliette tem algumas epifanias dignas de nota sobre esse novo mundo que é estranho para ela.
O Restabelecimento ainda está no poder do mundo, mas as pessoas do Ponto Ômega querem mudar essa realidade, e estão dispostos à tudo. Até entrar em uma guerra.
E a percepção de Juliette para esse fato me chamou muito a atenção.

“Mate, eles dizem... Mate porque você está lutando no time certo. Mate porque eles são maus e nós somos bons. Porque algumas pessoas são tão idiotas que pensam mesmo que há grossas linhas em neon separando o bem e o mal. (...) E me pergunto se, em alguma situação, é realmente possível justificar assassinatos como meio para atingir um fim... E me pergunto se ainda acharia meu poder incrível se eu decidisse fazer dele uma presa.
Acho que não.”

A tensão da realidade que eles vivem nunca deixa de ser perceptível e dá muito o que pensar. Os argumentos são plausíveis e, por mais coerentes que sejam, não deixam de ser dolorosos.
E mesmo em meio a todo esse sufoco de fim do mundo, guerras e mortes, Juliette ainda consegue dividir seu coração entre dois caras COMPLETAMENTE diferentes. A única coisa em comum entre eles é o amor avassalador que sentem por ela e o fato de ambos poderem tocá-la.
Warner, o antigo líder do Setor 45, ainda está no jogo e mais forte do que nunca.

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A autora disponibilizou um conto chamado "Destrua-me" e, sim, fiquei no chão! A história é da perspectiva de Warner e o leitor fica a par de suas verdadeiras motivações e sentimentos. E em “Liberta-me” esses sentimentos são expostos intensamente.
(Nossa, Warner me surpreendeu MUITO nesse livro! Me tirou muitos suspiros, taquicardias, suores febris e deu um "oléééé" em Adam no meu coração que é promíscuo, sim e daê?!)

E o que falar sobre o capítulo 62?!?!?! Como prévia, fiquem com meus sentimentos em gif:

 

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LIBERTAME_1400771981Micro“Liberta-me” é um livro incrível em vários sentidos. Seu final deixa uma brecha imensa para o livro 3, e sinceramente, só posso adiantar que: Juliette terá um trabalho hérculo para fazer suas escolhas.
Neste livro, Tahereh Mafi evoluiu muito se comparado à “Estilhaça-me”. A história está muito bem construída, os personagens são (desesperadoramente) apaixonantes, a narrativa é inteligente, diferente e muito original. E os feels, amigos... creio que podemos afogar neles!
A conclusão da trilogia lançou a pouco tempo no Brasil e (AIN)... em breve conversaremos sobre ela.
E vocês, que acharam de "Liberta-me"? Vem socializar comigo!

 

Beijos e até o próximo post!

Um comentário:

  1. EITAAAAAA GIOVANAA QUE CAIU OS FORNINHO TUDO AGORAAAAAA
    não importa por quantas vezes eu leia sobre esse livro ele sempre ME ARREPIA TODAAAAAA
    Só de lembrar do 62 e lembrar do Warner e lembrar dele sendo tão desolado e tão desesperado por ela CAI A COZINHA TODA MDEUS

    amor da minha vida esse homem

    Que lindo que vc tá resenhando aqui agora! Vou vir mais vezes!

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