terça-feira, 16 de setembro de 2014

In Death por Lilian Sinfronio #07 - Maurício Gomyde - A Máquina de Contar Histórias

Por Lilian Sinfronio

Olá queridos e queridas que, de quando em vez, clicam aqui por este blog amour <3

Hoje quero falar sobre mais um lançamento da editora Novo Conceito, pelo selo Novas Páginas, do comentado e badalado Maurício Gomyde. Autor muito comentado por todo o seu carisma com fãs e blogueiros, seu empenho com os quatro livros lançados de forma independente e sucesso entre a maioria dos que leem seus livros. Sempre quis conhecer o cara e, com A Máquina de Contar Histórias, chegou a minha vez.

O cara jogou baixo comigo ao usar uma frase do Haruki Murakami no início do livro, muito baixo rs. Adoro esse japonês e a sua determinação ferrenha na arte de escrever:



Quando paramos para escrever um romance,

quando usamos a escrita para criar uma história,

queiramos ou não, um tipo de toxina que jaz nas

profundezas de toda a humanidade sobe à superfície.

Todo escritor precisa ficar cara a cara com essa toxina

e, consciente do perigo envolvido,

descobrir um jeito de lidar com ela.



Na história, Vinícius Becker é um escritor de sucesso absoluto. Reconhecido internacionalmente como o best seller brasileiro, a “máquina de contar histórias” que sempre irá emocionar seus leitores e levar todos às lágrimas. Ele aprender ao longo dos anos a manipular seus textos de forma minuciosa para chegar ao resultado desejado, fazendo assim enorme sucesso.

Só que essa “máquina” acaba de perder sua esposa de forma dolorida, depois de anos lutando contra a leucemia, e deixou todos na mão e sozinhos nessa hora. Tudo em prol do sucesso, dos eventos, lançamentos e obrigações de um grande autor literário. O desafio do livro é como Vinícius irá redescobrir o amor por sua família e reconquistar o amor de suas filhas, uma adolescente, muito magoada com a morte solitária da mãe, e uma menininha de quatro anos que mal tem conhecimento do pai.


O livro é cheio de quotes muito bons, cheios de inspiração sobre o mundo literário e o quanto ele pode ser vilão e mocinho. O grande autor vai largar tudo e sair em viagem com as filhas, conversar e se expor para tentar mostrar que a ausência acabou, desse amor e descobertas que trata o livro. Durante essa viagem, também vai compartilhar desse amor por literatura com a filha, e as citações que vem daí são excelentes.


Mas, para mim, a expectativa com uma leitura sempre pesa negativamente, porque ir “com muita sede ao pote” me faz olhar com maior rigidez aquele objeto de desejo. Por isso, como sempre quis conhecer o autor e sempre o vi tão bem comentado, esperava muito mais do que encontrei. A história é sim muito interessante, esse meio literário sempre encanta quem gosta de livros, aguça a curiosidade sobre como se fazem essas maravilhas que passo tanto tempo lendo e apreciando, mas a forma narrativa do autor não me segurou na leitura.

Os capítulos curtos e a forma calma de narrar os fatos podem ter ajudado, mas não me agradou a voz narrativa, e até mesmo a escolha de palavras. Sei que é questão de gosto, e isso não se discute, por isso compreendo as inúmeras avaliações positivas dos livros do Maurício, e, sim, desejo conhecer outras coisas que ele tenha escrito, mas esse primeiro me deixou chateada por não ter criado a ligação que eu esperava com a história emocionante que ele quis contar. Mesmo em livros previsíveis, como é o caso, o importante é como o autor te leva até aquele momento crucial de descoberta: não rolou, não rolou.

Espero poder vir falar de outro livro dele e dizer que esse sim me agarrou de jeito. Espero mesmo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário