quinta-feira, 27 de março de 2014

Aventuras da Ba #11

Domingo
07:56


"Então, Murphy, o negócio é o seguinte: tenho um encontro com as minhas amigas e você precisa se escafeder. Não quero saber se furos jornalísticos, clientes sendo presos, invasões, emergências contábeis, filhos reclamando ou caos geral.
Vá vestir suas roupas e vá se embora daqui."


Murphy:




[caption id="" align="aligncenter" width="315"] Fonte: PerezHilton.com[/caption]

Erro. Grave erro. Nossa aventureira teve um domingo maravilhoso, cheio de risadas e diversão. Mas Murphy é um homem cheio de raiva e rancor, e voltou na segunda com tudo, vingando-se de todas aquelas que ousaram conspirar contra ele.
"Era uma manhã ensolarada na pacata Belém. Nossa pobre e inculta moça acordara 5 da manhã para atravessar toda a cidade e encarar um curso de Contabilidade Pública e Fiscal, em plena segunda-feira, antes mesmo do Sol acordar, 8 da manhã.


Mas ela estava feliz, nossa heroína. Conseguira uma vaga e finalmente desvendaria os mistérios da CP. Todos aqueles códigos, palavras confusas e soluções mirabolantes para fechar orçamento, enfim, fariam sentido!


Trânsito, perdestes suicidas, cachorros distraídos e todo tipo de intempéries depois, eis que ela chega à Escola. Entra, confere a sala, vai até lá, encontra outros vinte e poucos corajosos e... Espera, espera, espera. Uma hora depois e nada de professor. Mais 10 minutos e finalmente alguém aparece... Para avisar que o curso trocaria de horário e todo mundo precisaria voltar no horário da tarde.
Silêncio. Depois, caos! Reclamações indignadas, protestos veementes! E nossa heroína com uma expressão quase assassina, lembrando da expressão de Murphy ao ir embora da casa dela no Domingo.


Mas ele não seria tão cruel, seria?
Afinal, não seria o suficiente um curso de Contabilidade em plena segunda?


Sem outra alternativa, nossa aventureira resolveu então adiantar tarefas e foi até a farmácia. Três receitas, meia hora e quatro garrafinhas de água depois, eis que surge A Caixa.


Definição de "A Caixa": pessoa para a qual você se dirige quando já escolheu todos os seus produtos e pretende apenas pagar.


Definição de "A Caixa Versão Murphy com ciúmes": "Senhora, só vou passar esse pedaço das suas compras, porque nosso sistema não está funcionando" "Mas eu preciso é disso que tu estás dizendo que não podes passar" "Não posso passar porque nosso sistema está inoperante, como eu acabei de dizer" "Se teu sistema está inoperante, porque A Moça do Balcão me prendeu aqui meia hora enquanto fazia minhas liberações naquele sistema chato da égua da Anvisa?" "Olha, senhora, isso não é meu problema. O meu sistema é um e o dela é outro e no meu seus produtos não vão passar". E então A Caixa levanta, some, deixa a pobre e inocente aventureira com cara de pastel com 5 minutos, até que volta com todas as receitas carimbadas como "Não atendidas".


Neste momento difícil, nossa heroína olha para o céu e pergunta "Murphy, seu demônio do Inferno astral, já chega por hoje, tá? Você já se vingou por ontem, pode acabar com a graça!"


Mas é claro que Murphy não escutou. Estava completamente revoltado por ter sido trocado por seis mulheres, imaginem só! Logo ele, senhor das Aventuras da Ba! Elas iriam, todas, pagar por tamanho abuso. Como ousavam se intrometer em um final de semana todo planejado?


Em uma tacada só transformou várias segundas perfeitas em completo caos. Machucou alguns dedos, causou crises de enxaqueca, enjoos e todo tipo de contratempo possível. Fez, quase, uma advogada chorar no meio do Fórum, tamanha a crueldade dele.
As poucas que ainda não foram vítimas de sua raiva estão escondidas, ocultas no submundo e contando com a proteção de santos e milagreiros para evitar a Fúria de Murphy.


E enquanto Murphy não as encontra, continua a atormentar sua vítima favorita, obrigando-a a assistir programas tão terríveis que nem mesmo devem ser mencionados, tomar um café e perceber que usaram açúcar nele e várias outras pequenas maldades, só porque ele adora atormentá-la.


Xxxxxxx


Continua no próximo episódio.

terça-feira, 25 de março de 2014

Aleatoriedades #04

* Ando com uma dificuldade de escrever sem precedentes. Meses e meses sem conseguir produzir quase nada. O blog sofre, eu sofro e (espero) alguém aí do outro lado sofre também.
Nem mesmo retorno de Murphy a minha vida resolveu o problema. E vocês não tem ideia de como ele aprontou nos dois meses que eu passei viajando. De criar engarrafamento de quatro horas e estragar passeio até morcego stalker, tudo, tudo mesmo, Murphy aprontou comigo nos últimos meses.


* Minha total incompreensão da raça humana manifestou-se com todas as forças alguns dias atrás. A ideia de que alguém use Deus, qualquer que seja o nome que dê a Ele, como justificativa para seus próprios preconceitos, me confunde e me apavora. E duas vezes a mesma coisa, em uma mesma semana, é demais até para a Ex-esposa/amante/caso-não-definido do Murphy, certo?


* Essa semana peguei o último romance da série Province Town e estou tentando resenhar, mas a Aleatoriedade número um não está a deixar (rá, rá, Rô, não morra e nem me mate). Espero conseguir isso ainda esse mês, assim como o In Death novo, Inocente e Cidades de Papel. Mas anda difícil sair da página em branco...


* Abril Imperdível está chegando e eu já estou animada com ele.


* Não sabe o que é Abril Imperdível? Clique aqui, ó, e se apaixone!


* Minha cidade está uma bagunça. Buracos para todos os lados, de todos os tamanhos, profundidades e periculosidade variadas.
É quase uma invasão 'buraquiana', tenho que dizer.


* Estou viciada nessa versão de "Let It Go" e no "Deezer". Não consigo largar a música ou o aplicativo. (Muito obrigada, Disney e Lil, pelos presentes. S2 )


* Eu não consigo aprender nada se eu não anotar antes. Meu cérebro precisa criar uma imagem do que quer que seja o assunto para poder gravar. Mas essa ordem precisa ter lógica, seguir um esquema aceitável e compreensível. Agora tente fazer isso com um professor de Contabilidade Pública que vai de um assunto para o outro sem qualquer aviso ou pausa. Primeiro dia de aula 1 X Barbara 0.


* E por hoje chega de Aleatoriedades.