quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Noraholicando #20 - J.D. Robb - Nascimento Mortal

Oie Gente!
Faz tempo que não faço uma resenha da série mortal, né?
Tanto que tempo que estou correndo o risco de cancelarem minha carteirinha de Noraholic, viu?
Mas aí quando eu peguei Nascimento Mortal para ler eu sabia que não conseguiria resistir e viria aqui dar uns pitacos.
Se tu ainda não leste os livros anteriores e não gostas de spoiler aconselho que não continue lendo a resenha, já que será inevitável contar coisas sobre os livros anteriores.
Acho que depois de 23 livros e infinitas resenhas e comentários todo mundo sabe o quanto eu gosto dos personagens dessa série, né?
Afinal temos nela o Roarke, aquele pecado ambulante, irlandês, lindo, gostoso e maravilhoso que eu totalmente quero pra mim  e a Eve, aquela coisinha turrona, determinada e corajosa que eu também quero pra mim, então podem me dar os dois de presente que fico feliz, assim como vários outros personagens conhecidos e queridos por nós.
Mas sendo a J.D. Robb a Nora Roberts (rárá) é claro que ela ainda consegue nos pegar de surpresa, vinte e três livros depois, e começa Nascimento Mortal com os nossos dois bravos guerreiros completamente apavorados, enfrentando uma situação assustadora: o parto da Marvis.
O crime investigado dessa vez é daqueles bem reais, já que vira e mexe damos de cara com ele no noticiário. E isso tornou tudo muito pior, por que eu conseguia ver aquilo ali, que deveria ser só fantasia, acontecendo de verdade.
Não vou dar nenhum detalhe pra vocês, mas vou dizer que é melhor ler o livro com um copo de suco de maracujá na mão e alguns tabletes de chocolate para aguentar a ansiedade.
Sem contar as unidades de lenço de papel que precisarão no final, claro.
Uma das coisas mais legais desse livro, no entanto, é que a J.D. consegue intercalar situações divertidas, românticas e engraçadas em meio a tanta desgraça.
O instinto fez Eve olhar na direção que Mavis apontara, e ela presenciou em tela grande e de alta definição uma criatura coberta por uma gosma estranha escorregar de dentro das pernas abertas de uma pobre mulher e começar a se retorcer e guinchar.
— Puxa vida, por Deus! — Eve tornou a se sentar depressa, antes que suas pernas cedessem. Sem se importar se isso a fazia parecer fresca e covarde, agarrou a mão de Roarke. Quando ele a apertou com força, Eve percebeu que a mão dele estava tão úmida e pegajosa quanto a dela.
As pessoas aplaudiram, bateram palmas de verdade e depois deram vivas quando a criatura choraminguenta e de aparência escorregadia foi colocada sobre a barriga esvaziada da mãe, entre seus seios inchados.
— Em nome de tudo que é mais sagrado... — murmurou Eve para Roarke. — Estamos em 2060, e não em 1760. Não dava para eles inventarem um jeito melhor de lidar com esse processo?
— Amém! — foi tudo que Roarke conseguiu dizer, com a voz fraca.
 E isso acontece em vários momentos do livro, alguns sendo tão inesperados que causam gargalhadas involuntárias.
Por conta disso aconselho: cuidado ao ler em público, pode gerar olhares estranhos e murmúrios de "essa aí é maluca".
Depois de tudo isso acho que seria um pouco redundante dizer que vocês precisam ler esse livro, né?
Então, bom, tão aí esperando o que?
Vão lá ler e depois voltem aqui e me digam o que acharam!
Beijos!


Sinopse: A tecnologia avançou de forma extraordinária na Nova York do ano 2060, mas o nascimento dos seres humanos ainda ocorre exatamente como no início dos tempos. A tenente Eve Dallas, apesar de estar investigando o duplo homicídio de um casal de funcionários de uma importante firma de contabilidade, precisa ajudar sua melhor amiga Mavis Freestone, grávida de oito meses, a preparar o chá de bebê para o herdeiro que chegará em poucas semanas.
Mas esse não é o único favor que Eve fará a ela. Mavis faz questão que a tenente investigue o desaparecimento de Tandy Willowby, uma das gestantes de sua turma de preparação de parto. Quando Eve entra no apartamento de Tandy e descobre o presente para o chá de bebê de Mavis sobre a mesa, embrulhado e intocado, junto da bolsa da maternidade já pronta, seu instinto aponta para um possível sequestro.

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