quinta-feira, 18 de junho de 2015

Resenha #421 - Radclyffe - Above All, Honor


Ok, confesso, quase rasguei minha carteira de bookaholic quando percebi que só fiz duas resenhas de livros da Radclyffe aqui no blog. A de "Safe Harbor", primeiro livro dela que li e que causou paixão e apego imediatos. E de "The Midnight Hunt", primeiro livro da série sobrenatural que ela escreve sob o pseudônimo de L.L. Rand.
E, pra começar a resolver essa falta
quase um desvio de caráter, devo frisarpeguei um dos livros dela que eu mais amo: "Above All, Honor".

Ele é o primeiro volume da série "Honor", que nos apresenta a agente do Serviço Secreto Cameron Roberts e Blair Powell, filha do Presidente americano.
Cameron foi designada para proteger Blair quando retornou de uma licença após um incidente em campo.
Ela gosta da tarefa nova tanto quanto Blair gosta de ter ela ao redor: nadica de nada. O resultado disso são muitas páginas de confusão, um montão de brigas e mais tensão sexual do que é humanamente aceitável.

Acho que a primeira coisa que me cativou nesse livro foi o quanto as personagens são imperfeitas. Além daquelas coisas simples que vemos, como a falta de talento para fazer algo ou a tendência em se meter em confusão, nele elas fazem coisas que todos sabemos acontecerem na vida real, mas muito raramente vemos isso nos livros.
A Blair, por exemplo, troca de camas com grande facilidade, sem nenhuma vergonha nisso.
A Cameron contrata uma prostituta para satisfazer necessidades físicas sem toda a bagunça emocional de um romance.

A série inteira gira ao redor delas e, como se pode prever, do romance das duas.
Nesse livro Blair começa a receber presentes de um admirador secreto. Flores, poemas, presente, coisa que, como todo mundo sabe, acabam sempre em tragédia.
E o primeiro presente
de gregoque ela recebe é esse poeminha fofíssimo que me deu calafrios:



Tu és tão bonita;
Po que desperdiçar a ti mesma naqueles que não te apreciam?
Eu sei o quão especial e preciosa tu és.
Eu perdoo teus pecados.
Eu estou te observando.
Eu estou esperando que me aceites.*

*tradução minha


Que coisinha maravilhosa, né? Confesso que a primeira vez que li esse poema olhei até debaixo da minha cama para ter certeza de não ter nenhum ser estranho escondido lá.

E, depois desse pilar de demonstração de amor, as coisas ficam piores e piores.
Tiro, fugas, tentativas de assassinatos, telefonemas estranhos, tudo isso acontece no livro, entremeado com um dos romances mais deliciosos que já "acompanhei".
A Radclyffe conseguiu me convencer de que aquele romance era uma possibilidade de acontecer com qualquer pessoa, exatamente como a Nora faz na maioria dos livros.
Tudo parece ser algo real, por mais distante que a "filha do presidente e a agente secreta" sejam da realdade.
E aí, minha gente, virou paixão e eu li, em alguns meses, absolutamente todos os livros dela.

Eu sei, eu sei, eu disse que eu não arrumaria outros vícios do tipo, mas, com essa autora maravilhosa, foi impossível.
O livro é romântico, divertido e com uma dose perfeita de ação, nada mais eu preciso pedir.

Beijos!


SINOPSE:

In the expanded edition of the first in the Honor series, Above All, Honor introduces single-minded Secret Service Agent Cameron Roberts and the woman she is sworn to protect—Blair Powell, the daughter of the President of the United States. Cam’s duty is her life and the only thing that keeps her from self-destructing under the unbearable weight of her own deep personal tragedy. However, she hasn’t counted on the fact that the beautiful, willful first daughter will do anything in her power to escape the watchful eyes of her protectors, including seducing the agent in charge. Both women struggle with long-hidden secrets and dark passions as they are forced to confront their growing attraction amidst the escalating danger drawing ever closer to Blair.

From the dark shadows of rough trade bars in Greenwich Village to the elite galleries of Soho, each must balance duty with desire and, ultimately, chose between love and honor.

Noraholicando #20 - Nora Roberts - A Bruxa da Noite [Premiada]

Oie Gente!

Hoje tem Nora Roberts, de novo, por que eu simplesmente não consegui resistir a essa combinação: bruxas, Irlanda e Nora Roberts.
"A Bruxa da Noite" é o primeiro livro da série "Os O’Dwyer", ambientada na Irlanda e que gira ao redor da batalha entre a Bruxa da Noite e o feiticeiro Cabhan.
Ela é uma bruxa branca que usa seus poderes para proteger e ajudar aos outros, e ele, como é de se esperar de um feiticeiro malvadão, quer ter poderes cósmicos e fen... não, espera... (não pra resistir, gente)

Quando eu comecei a ler "A Bruxa da Noite" tinha um medo enorme de ficar, o tempo todo, me lembrando da "Trilogia da Magia" e dos "Donovan", já que são livros sobre bruxos, com influência da Irlanda e da Nora, mas isso não aconteceu de uma maneira que atrapalhasse a leitura.
Os personagens têm personalidades bem distintas e isso ajuda a deixar os livros bem diferentes.




SINOPSE:

Com pais indiferentes, Iona Sheehan cresceu ansiando por carinho e aceitação. Com a avó materna, descobriu onde encontrar as duas coisas: numa terra de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias – a Irlanda.

Mais precisamente no Condado de Mayo, onde o sangue e a magia de seus ancestrais atravessam gerações – e onde seu destino a espera.

Iona chega à Irlanda sem nada além das orientações da avó, um otimismo sem fim e um talento inato para lidar com cavalos. Perto do encantador castelo onde ficará hospedada por uma semana, encontra a casa de seus primos Branna e Connor O’Dwyer, que a recebem de braços abertos em sua vida e em seu lar.

Quando arruma emprego nos estábulos locais, Iona conhece o dono do lugar, Boyle McGrath. Uma mistura de caubói, pirata e cavaleiro tribal, ele reúne três de suas maiores fantasias num único pacote.

Iona logo percebe que ali pode construir seu lar e ter a vida que sempre quis, mesmo que isso implique se apaixonar perdidamente pelo chefe. Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. Um antigo demônio que há muitos séculos ronda a família de Iona precisa ser derrotado.

Agora parentes e amigos vão brigar uns com os outros – e uns pelos outros – para manter viva a chama da esperança e do amor.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Aleatoriedades #6



Estava eu aqui conversando com um amigo (oi, amigo, tu és famoso agora!) sobre a minha dificuldade de encontrar uma única vaga pra estacionar em uma das ruas do centro. Para onde eu olhava só via vagas para idosos e portadores de necessidades especiais. Ficava me perguntando o motivo daquele mundo de gente não estar deitadinho nas suas camas, dormindo, num domingo de manhã (que era exatamente o que queria estar fazendo).

Daí meu amigo perguntou, com a maior naturalidade do mundo: "por que tu não estacionaste numa delas?".
E aí fiquei eu aqui lembrando de todas os "por quês" que já ouvi, de todos as piadas que já aturei, de todas as vezes que já fui chamada de "cri cri" e de "chata" por não concordar com "mas são só cinco minutos", "é rapidinho" ou "ninguém vai ver".

Independente de entrar na onipresença e onisciência de Deus ou do Carma, dependendo no que tu acredites, eu estou vendo. E se eu estou vendo, preciso que mais alguém veja ou me diga que aquilo pode parecer irrelevante e inofensível para mim, mas para outras pessoas pode causar um problemão digno de estragar o dia? Não, não preciso.

Talvez por ter duas pernas funcionais, capazes de me levar a qualquer lugar sem grande dificuldade, eu ache absolutamente natural andar alguns quarteirões até onde eu vá.

Talvez por minha irmã precisar de vagas especiais e próximas e eu ficar louca de ódio quando vou estacionar e tem um infeliz parado na vaga que deveria ser usada por ela sem qualquer adesivo de "PNE" no raio do carro.

Talvez por minhas avós terem mais de oitenta e de noventa anos e ser muito difícil para uma delas andar mais que alguns metros, o que torna impossível ir ao centro de Belém sem acabar desgostosa com a humanidade.

Talvez por eu não acreditar na teoria do esperto ou no "jeitinho pra tudo".

Talvez por eu ser "chata, cri cri e ter mania de certinha", eu fico louca da vida com gente que é cheia de teoria e vazia de prática.

Talvez por isso me fazer pensar quais são as outras simplificações que as pessoas tomem no dia-a-dia, simplesmente por não alterar a vida delas.

Não sei. Só sei acordei com isso na cabeça e ainda não consigo entender o raciocínio da resposta dele (e de muita gente) para uma coisa tão simples quanto uma vaga de estacionamento.

Por que se andar alguns metros para estacionar o carro no lugar certo causa tanto desconforto, aceitar o diferente, fazer o correto e "andar na linha" deve ser praticamente impossível...


Barbara